<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422</id><updated>2012-01-26T08:25:40.657-03:00</updated><category term='processamento visual'/><category term='ludoterapia'/><category term='psicomotricidade'/><category term='problemas de aprendizagem'/><category term='Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade'/><category term='mudança de comportamento'/><category term='Matrizes Progressivas Coloridas de Raven'/><category term='Autismo'/><category term='pesquisa'/><category term='Xadrez como terapia'/><category term='limites'/><category term='participação profissional do Psicólogo Escolar'/><category term='TDAH'/><category term='diagnóstico psicológico'/><category term='emoções na escola'/><category term='DPAC'/><category term='Conselho de Classe'/><category term='Déficit no Processamento Auditivo Central'/><category term='inteligências múltiplas'/><category term='psicologia do gênero'/><category term='Problema de Aprendizagem'/><category term='medicalização e pedagogia'/><category term='transexualidade'/><category term='grupo familiar'/><category term='Avaliação Psicológica'/><category term='sofrimento psíquico'/><category term='atuação preventiva'/><category term='dificuldade de socialização'/><category term='ciclo de vida'/><category term='Bulling'/><category term='dizer não'/><category term='Síndrome de Rett'/><category term='agressividade na escola'/><category term='treinando atenção'/><category term='Síndrome de Klinefelter'/><category term='Ecologia e escola'/><category term='opção'/><category term='vocação'/><category term='desenvolvimento saudável'/><category term='medicalização da educação'/><category term='etapas do casamento'/><category term='sexualidade'/><category term='TGD'/><category term='déficit no processamento visual'/><category term='Teste de inteligência'/><category term='educação'/><category term='Transtorno Global do Desenvolvimento'/><category term='Síndrome de Asperger'/><category term='Cultura'/><category term='usando jogos como terapia'/><category term='idade do homem'/><category term='pedagogia e psicologia'/><category term='relação professor aluno'/><category term='Transtorno de Aprendizagem'/><category term='orientação de pais'/><category term='Teste Raven infantil'/><category term='relação professor-psicólogo'/><category term='ciência'/><category term='escolha(s)'/><category term='ação preventiva'/><category term='professor'/><category term='Ecologia na prática'/><category term='atendimento psicopedagógico'/><title type='text'>Psicologia Escolar - Um Espaço Para Debate</title><subtitle type='html'>Exposição de experiências em Psicologia Escolar, espaço para discussões, informações para estudantes de psicologia sobre a realidade atual, questões típicas da área, trocas entre profissionais em atuação e acadêmicos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>82</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-2078680166373858162</id><published>2011-11-17T23:08:00.004-03:00</published><updated>2011-11-18T00:10:30.093-03:00</updated><title type='text'>Avaliações institucionais ou o despreparo dos psicólogos</title><content type='html'>Meus leitores sabem que parte da minha atuação profissional é dedicada à avaliação de alunos. Fazemos isso para ajustar as salas de aula e os atendimentos especializados disponíveis pela Secretaria de Educação do Distrito Federal às necessidades educacionais especiais dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser avaliado, um aluno deve ser encaminhado ao nosso serviço. Sim, burocracia. Enfim, creio que nenhum servidor público está livre desta grande praga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a muitas fichas de alunos, fui questionada por uma educadora sobre a demora para avaliar os alunos de uma das escolas atendidas pela minha equipe. Ela expôs que acredita no auxílio de instituições particulares para avaliar nossos alunos. Apesar de questionar a validade de tais avaliações externas, eu ouvi atentamente a opinião da professora e discuti as dificuldades do nosso serviço. Ela, muito atenciosamente, buscou um relatório de avaliação feito, a pedido dos responsáveis pelo aluno, por uma faculdade de psicologia. O relatório foi considerado ótimo por ela e pela professora regente do aluno avaliado. Tem cinco páginas com muitas explicações sobre os instrumentos psicológicos utilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora afirmou que o relatório descreve muito bem o aluno, que mostra quem ele é. Em que isto auxilia o trabalho em sala de aula? Uma ratificação de observação facilita o trabalho pedagógico? A descrição do comportamento do aluno segundo observações em laboratório ajuda a definir o método pedagógico a ser utilizado para facilitar o aprendizado de alguém? Que angústia dessas professoras foi suprida com este relatório? Vou pesquisar essas questões e postarei futuramente uma possível resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o relatório, o primeiro parágrafo escrito sobre o aluno propriamente dito indica sintomas típicos de Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Como tenho achado muitos alunos dentro do espectro autista, achei que era imaginação, erro meu. Prossegui na leitura e não tive mais dúvida. Defronte a pilha de encaminhamentos sem avaliação, eu fui apresentada a um aluno que precisa de atendimento diferenciado e que não foi sequer encaminhado para minha avaliação. Sim, querida/os leitora/es, este aluno nunca foi encaminhado ao meu setor. Além desse problema, não há menção do diagnóstico vislumbrado por mim. Este aluno deve ser avaliado por um psiquiatra, já que somente um médico pode fechar o diagnóstico de TGD. A supervisora da estagiária que avaliou nosso aluno não percebeu a gravidade dos sintomas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui cabe a minha crítica mais forte: nós, psicóloga/os, saímos da faculdade sem saber avaliar o psiquismo de nossos clientes. Independentemente da discussão sobre rotular ou não uma pessoa, a preocupação com o melhor tratamento deve estar presente em nossas ações. Que formação damos aos psicólogos latentes? Apesar do fenômeno de medicalização da aprendizagem ser contundente e perigoso, alguns problemas são notados apenas na escola. E, como nesse caso, às vezes nem por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta criança merece ser vista com outros olhos e é isso que nos oferece um diagnóstico. Uma pessoa que tem um transtorno global do desenvolvimento não apresenta marcadores físicos. Este é um problema do qual sabemos ainda muito pouco. Mas podemos dizer, por exemplo, que não é pirraça suas crises de agressividade; não constitui preguiça sua dificuldade em registrar; não podem ser considerados teimosia ou veneta seus momentos de isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como expressei na postagem anterior (16.000) apresento aqui a minha angústia: a busca da pedagogia por não se sabe o quê, a falta de preparo da psicologia em oferecer um bom serviço, a ignorância geral que permite uma criança chegar à 4ª série sem ninguém desconfiar de um transtorno tão sério, a burocracia que emperra o serviço público, a grande demanda que representa uma escola para seu/sua psicólogo/a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta postagem será revisada em breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-2078680166373858162?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/2078680166373858162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/11/avaliacoes-institucionais-ou-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2078680166373858162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2078680166373858162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/11/avaliacoes-institucionais-ou-o.html' title='Avaliações institucionais ou o despreparo dos psicólogos'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7596465628357429751?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7596465628357429751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/11/16000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7596465628357429751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7596465628357429751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/11/16000.html' title='16.000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8605753190675241384</id><published>2011-11-05T06:33:00.002-03:00</published><updated>2011-11-05T06:38:02.972-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sofrimento psíquico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia do gênero'/><title type='text'>Possibilidades de gênero</title><content type='html'>Acabo de entrar em contato com o drama de uma pessoa que nasceu com um sexo, mas pensa, sente e age conforme outro gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corajoso João Nery nos apresenta o conflito em que vive desde os quarto anos de idade quando começou a agir conforme seu gênero: masculino. Ele mostra a rigidez da sociedade moderna em aceitar as pessoas como elas simplesmente são e como isto dificulta todas as ações de quem não se enquadra em seus preceitos. É muito complicado se colocar no lugar de João mesmo lendo o livro. Suas dificuldades são de todos os níveis: afetivo, físico, postural, relacional, profissional. Até ir ao banheiro é complicado. Ao ir a um banheiro feminino, João era expulso por demonstrar ser homem. No banheiro masculino, não é possível usar o mictório, esperar pela cabine era questionado pelos demais usuários. Nas ocasiões em que todos os homens vão às árvores, João sempre precisou de banheiro formal. Todos os conhecidos lhe cobravam uma postura feminina, mesmo tendo diante de si um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João perdeu toda sua produção reconhecida socialmente ao decidir ajustar seu corpo à sua personalidade. Seu diploma, seus direitos trabalhistas, seu currículo, seu nome. Nasceu de novo. Recomeçou. Mesmo já estabelecido profissionalmente, João preferiu modificar seu corpo a prosseguir em desajuste com ele. Além disso, pode ser considerado um criminoso por ter alterado seus documentos ilegalmente para evitar constrangimentos (vê-se um homem que tem documentos femininos): falsidade ideológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicito que façam uma análise agora: diploma, carreira em ascensão, reconhecimento profissional dispensados por um corpo em conformidade com a sua auto-imagem. Imaginem o sofrimento por que passa esta pessoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos mesmo testemunhar o sofrimento atroz de alguém para que possamos aceitá-la por piedade? Não deveríamos compreendê-la e aceitá-la como é e receber sua oferta social sem cobranças preconcebidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que a/os leitora/es estão questionando porque resumo a história dramática de João neste blog de Psicologia Escolar. Explico: nossa sociedade é preparada na família e na escola. Minhas professoras costumam me encaminhar crianças que não seguem os padrões de gênero que demonstram. Gays, Marias João estão nas escolas durante a infância e nossos detectores de desvios os anunciam rapidamente. As crianças os apontam, desrespeitam. São pessoas que devem ser adaptadas, curadas, consertadas. E quem melhor do que um psicólogo para realizar tal ajuste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós precisamos estar preparadas para esta demanda. O que diremos quando uma/um professor/a nos solicitar atendimento neste sentido? Entendemos que as pessoas têm direito de se manifestarem como são? Compreendemos que orientação sexual não é uma opção? Vislumbramos as possibilidades de gênero que o ser humano apresenta? Percebemos que a sociedade não oferece liberdade de ação, mas exige que se cumpram seus padrões? Sabemos que a fuga das normas sociais tácitas impõe sérias restrições e punições severas? Estamos preparados para nos colocar no lugar do ente que sofre ao invés de julgá-lo como todos os outros agentes sociais fazem? Que diferença a psicologia pode fazer para as pessoas de orientação sexual diferente do padrão estando dentro das escolas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora de João sempre o aceitou sem dizer à família que havia algo errado com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indico a autobiografia de João W. Neri – Viagem solitária: memórias de um transexual trinta anos depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8605753190675241384?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8605753190675241384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/11/possibilidades-de-genero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8605753190675241384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8605753190675241384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/11/possibilidades-de-genero.html' title='Possibilidades de gênero'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3809767294492079914</id><published>2011-10-23T14:40:00.008-03:00</published><updated>2011-10-23T15:32:41.000-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='déficit no processamento visual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='processamento visual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicomotricidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Déficit no Processamento Auditivo Central'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento saudável'/><title type='text'>Brincadeiras naturais</title><content type='html'>Já falei aqui sobre o impacto de jogos eletrônicos sobre o desenvolvimento. Reintero minha opinião e acrescento que atividades que restringem o movimento corporal ou que não o promovem e estimulem, prejudicam o desenvolvimento psicomotor, o processamento visual e o auditivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicomotricidade relaciona-se aos sentidos cinestésico e vestibular. Sempre nos foi dito vulgarmente que o homem tem cinco sentidos. Mas a ciência acrescenta-nos ainda os dois acima relacionados. O sentido cinestésico refere-se à percepção que temos do nosso corpo em relação a si próprio. Mesmo sem utilizar a visão é possível saber onde estão braços e pernas, em que posição estão cada uma das mãos e pés. Com o sentido vestibular nos referimos à capacidade de ter consiciência do nosso corpo em relação ao solo. Neste, utilizamos o labirinto cujo líquido sofre influência da gravidade e receptores informam ao cérebro sua posição. Estes dois sentidos trabalham juntos informando o sistema central de forma a podermos nos movimentar ou permanecermos parados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenação de músculos e informações é estabalecida e fortalecida com o uso. Nascemos com esta capacidade, mas ela tem que ser desenvolvida. Um bebê apresenta movimentos des desordenados e cresce em direção ao auto-domínio. A movimentação coerente, ritmada, a boa mira, o alcance de objetos móveis, são aquisições no escopo da psicomotricidade. Pressionar, segurar um objeto e realizar movimentos determinados com ele também são da ordem da psicomotricidade. São ações necessárias para a escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é possível perceber com muita clareza que várias informações devem ser coordenadas, analisadas e, posteriormente, utilizadas. Este raciocínio é fácil quando o foco é movimento, mas talvez não seja tão claro para visão e audição. A organização dessas informações é chamada de processamento. Talvez seja um paralelo com a teoria dos computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, temos o procesamento visual e o auditivo. Estes dois não se relacionam à área médica correspondente aos órgãos. Isto torna complicada a detecção de problemas, pois a nossa sociedade é centrada em defeitos clínicos e não funcionais, como é o caso do que tratamos aqui. Quando há problema, os pais levam os filhos aos médicos que detectam  defeitos ou dificuldades e não encaminham os pacientes para outros profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processamento visual é a junção das informações que vêm de cada olho. Se os olhos não focalizam a mesma coisa, temos um problema no procssamento. Isto ocorre, de forma simplificada, pela diferença de tônus muscular dos olhos. Sim, os olhos têm músculos que os fazem mover-se em todas as direções e os impedem de girar para trás. É fácil pensar que todos os movimentos que ocorrem ou podemos executar são realizados por músculos, sejam lisos ou estriados. Que me corrijam os especialistas no assunto. Temos trÊs pares de músculos em cada olho e eles estão sincronizados entre os dois olhos. A falta de tônus em um músculo de um olho já faz com que seu movimento não seja completo, provocando a distorção na junção das imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o processamento auditivo refere-se à decodificação dos estímulos elétricos traduzidos da vibração causada pelo som a nível cerebral. De forma simples, a informação não é compreendida quando há falha no processamento. Neste caso, temos uma surdez funcional. Clinicamente tem-se o aparelho auditivo perfeito. Suas funções e estruturas estão preservadas, mas, por algum motivo, o cérebro não decodifica suas informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que falo destes três elementos se no início da postagem referí-me a jogos eletrônicos? Porque as brincadeiras ao ar livre - subir em árvores, conhecer pássaros pelo canto e localizá-los, brincar com formigas, pular corda, brincar de bola, jjogar pique-pega, jogar bola de gude ou biloca (se preferirem), ouvir histórias, brincar de finca, bocha, fazer e soltar pipa, correr atrás de pipa voada, brincar de elástico, pular amarelinha, brincar de esconde-esconde, cabra-cega - proporcionam o desenvolvimento do processamento auditivo, visual e da psicomotricidade, necessários para uma vida saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca de escolinhas de esporte pelos pais modernos é bastante saudável, eu assim o considero. Entretanto, os esportes direcionados e os jogos em X-box (bem melhores que os sedentários vídeo-games clássicos) não suprem em força, agilidade, diversão aprendizagem e prazer as brincadeiras "naturais". Basta pensar na localização de um fruto maduro, a observação do caminho para chegar nele, a subida na árvore (força, agilidade, raciocínio motor), o alcance da fruta, o desfrute saboroso do objeto conquistado, a nutrição biológica, psicológica e social resultante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parques, chácaras e acampamentos podem propiciar este desenvolvimento caso as crianças sejam estimuladas pelos pais. Digo isso porque não se deve esperar que uma criança criada em apartamento suba numa árvore assim que a veja ou reconheça uma fruta pelo pé. A insegurança das cidades faz com que a criação dos filhos se torne uma tarefa muito mais complicada do que outrora foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo como sugestão para os pais que aproveitem esta indicação de atividade com os filhos para desestressar de seus problemas cotidianos. Pensem que os aparelhos e a indústria modernos já &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;economizam muito&lt;/span&gt; do nosso tempo. Imagine quanto tempo deve ser gasto para se plantar, colher, secar, torrar, moer, coar para que finalmente se possa tomar um café. Este tempo economizado deve ser investido em seres humanos mais saudáveis. Ofereça exemplos de saúde ao seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para você, psicóloga/o latente ou profissional, oriente o seu cliente a abandonar atos auto-destrutivos. Estimule o convívio com a natureza indicando com ações simples. Nossos corpos, intelecto, crianças e futuro agradecerão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3809767294492079914?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3809767294492079914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/brincadeiras-naturais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3809767294492079914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3809767294492079914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/brincadeiras-naturais.html' title='Brincadeiras naturais'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-461723199119684420</id><published>2011-10-13T20:10:00.006-03:00</published><updated>2011-10-17T11:22:26.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atendimento psicopedagógico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudança de comportamento'/><title type='text'>Utilizando jogos: Damas Chinesas</title><content type='html'>Este é um jogo muito pouco conhecido pelos brasileiros. Apesar de estar quase sempre disponível em caixas com múltiplos jogos, como o Clube Grow, não conheço ninguém que saiba suas regras entre colegas, pais e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um jogo de tabuleiro que pode ser jogado entre duas até seis pessoas. Seu tabuleiro é uma estrela de seis pontas. Uma estrela de Davi. As pontas das estrelas são divididas de modo a formar um hexágono regular ao centro. Toda a estrela é pontilhada. Nas pontas deve haver dez pontos. Nestes pontos coloca-se peças (botões, tampas, tachinhas, moedas). O objetivo do jogo é levar os botões para o triângulo diametralmente oposto. Move-se as peças de pontos em pontos ou pulando-se as peças pelo caminho. Os pulos podem ser múltiplos e devem sempre ocorrer em linha reta, mas entre um pulo e outro pode-se angular. A internet disponibiliza este jogo, caso queiram visualizar, estudar as regras e/ou jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um exemplo de jogo cooperativo. Não há captura de peças dos oponentes. Pode-se pular peças próprias ou de outrem. Há movimentos de defesa, mas ao se preocupar com isso, perde-se muito tempo e, provavelmente o jogo. Apesar disso, ele ainda é um jogo competitivo, porque alguém ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Damas Chinesas é possível trabalhar bastante a estratégia. Crianças pequenas e deficiêntes mentais não conseguem pular longas distâncias sem estímulo constante. Mesmo quando se mostra a possíbilidade de fazê-lo, em outra oportunidade não há repetição. Assim, antes da capacidade de abstração estar iniciada, não há planejamento. Isto é facilmente perceptível neste jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos neste jogo a observação da movimentação dos oponentes, a percepção de tempo disponível para agir, a perspicácia em perceber caminhos novos que os outros jogadores abrem, o planejamento, a ansiedade, a aceitação de ações dos outros que atrapalham o planejamento feito, o respeito pela vez do colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em especial a ansiedade é trabalhada quando se percebe um caminho possível, mas não é o momento de agir ainda. É necessário esperar que todos joguem para atuar e quando é chegado a hora, muitas vezes o caminho visto já foi modificado. Então, é preciso refazer o plano. Crianças por volta de dez anos já demonstram sinais agudos de ansiedade. Neste jogo podemos mostrar a elas como controlar esta emoção danosa e indicar os prejuízos que dela podem surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de meus alunos hiperativos demonstram maior contato com as atividades dos colegas do que com a sua própria. Eles dão sugestões do que os outros devem fazer mas não conseguem agir corretamente ou com aproveitamento. Enfim, são como Donas Fifis que se ocupam da vida alheia. Durante jogos coletivos este comportamento fica muito evidente. Em geral, expresso com voz suave a incoerência de seu ato. Digo claramente que devem criar estratégias para si e não para os outros, principalmente porque atrapalha o plano e a estratégia alheia. A voz suave é usada para contrastar com sua agitação habitual. A suavidade causa um choque que lhe chama a atenção para a informação. Após a primeira indicação, quando ocorre a repetição do comportamento indesejado, indico com uma interjeição em tom de voz grave de modo a lembrar-lhe o que foi corrigido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa forma de agir, é absolutamente idiossincrática. Mostro aqui que coisas sutis, como tons de voz diferenciados e expressões faciais, são muito eficazes na mudança de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembro que o objetivo das postagens sobre uso de jogos comerciais é a exposição da minha técnica de trabalho com alunos hiperativos e com problemas de aprendizagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-461723199119684420?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/461723199119684420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/utilizando-jogos-damas-chinesas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/461723199119684420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/461723199119684420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/utilizando-jogos-damas-chinesas.html' title='Utilizando jogos: Damas Chinesas'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-2990851722528898360</id><published>2011-10-13T18:52:00.010-03:00</published><updated>2011-10-13T20:09:13.973-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Xadrez como terapia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='usando jogos como terapia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atendimento psicopedagógico'/><title type='text'>Utilizando jogos: Xadrez</title><content type='html'>Prosseguindo em nossa análise de jogos para atendimento psicológico com enfoque nas demandas escolares, estudaremos o Xadrez. Antigo, percebido inicialmente como chato ou jogo para velhos pelos pequenos, depois que aprendem as regras eles ficam fascinados. E elas são muitas. Mas considero o Can can mais complexo que o Xadrez, embora mais fácil de jogar e de ganhar. O Xadrez é tranquilo para se jogar, mas difícil de ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo tradicional, de tabuleiro e muito estético, um jogo de Xadrez montado é artigo de decoração. O encantamento dos meus alunos começam por aí. Eles respeitam muito aquelas pequenas esculturas. Talvez pensem que não é para eles. Dizem sempre que não sabem jogar e não se arriscam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui podemos começar a trabalhar a confiança da criança em nós e, em seguida, nela mesma. Como este jogo é considerado típico de intelectuais ou de classe social abastada, nossos alunos consideram-no difícil. Mostramos as possibilidades de usá-lo, ensinamos as regras e elogiamos sempre que acertam para fortalecê-los perante o objeto antes distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras são quase restritas ao movimento das peças. Os peões movem-se para frente, de casa em casa, exceto pelo primeiro movimento que pode ser duplo, conforme queira o jogador. As torres se movem por quantas casas se desejar, vertical e horizontalmente. Os bispos são movidos também por várias casas, mas na diagonal. A rainha une os movimentos da torre e do bispo. O rei movimenta-se como a rainha, porém casa a casa, como o peão. O cavalo movimenta-se em "L" e é a única peça que salta as outras. O objetivo do jogo é conquistar o rei adversário. Adquire-se as peças do oponente por substituição na casa e não passando-se por cima dela como no jogo de Damas. Se o peão chegar ao final do campo, pode-se solicitar uma peça adquirida pelo oponente de volta ao jogo, em substituição. Há o roque, uma jogada de defesa em que a torre não movida troca de lugar com o rei. No roque não pode haver nenhuma peça entre as duas que se movem. O roque pode ser pequeno e grande, a diferença se dá pela distância entre o rei e a torre. Deve haver mais jogadas especiais como o roque e a troca do peão, porém eu não as conheço e não utilizo com os alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui não é possível o jogo em grupo de alunos. Utilizamos vários tabuleiros e vamos supervisionando. Isto dificulta muito a interpretação dos eventos que surgem durante as jogadas. Entretanto, é possível trabalhar com dois ou três duplas se o objetivo é trabalhar a atenção, a concentração, o planejamento de ação, a previsão das jogadas do oponente, o respeito pelo momento do outro jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso seja possível trabalhar com apenas um aluno, é possível provocá-lo com jogadas. A exploração de erros mostra-se como terreno fertilíssimo para interpretações clínicas. Durante o que se mostra como um jogo comum, se transforma na leitura fidedigna do que acontece normalmente na vida da pessoa. Como ele se coloca perante o mundo, como age frete a dificuldades, como lida com a distração dos outros, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatei um caso aqui de um aluno que eu quase sempre atendia jogando Xadrez (http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/um-caso-de-indisciplina-grave.html). Mostrei-lhe todos os seus comportamentos equivocados através de movimentos reais durante as partidas. Ele superou sua dificuldade de aprendizagem e seu comportamento infantil e irresponsável foi desvendado para ele mesmo. Assim foi possível avançar em seu desenvolvimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio ser o Xadrez o jogo mais poderoso disponível para trabalhar planejamento de ação. É possível perceber quais são as futuras jogadas do aluno, dificultar sua ação, perceber se se distraiu de seu objetivo parcial, se está te distraindo para preparar outra jogada (L. sempre fazia isso, demonstrando sua inteligência e a minha falta de atenção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, este jogo é muito frutífero. As estratégias de ação são muito variadas e as possibilidade de interpretação clínica também. Tenho muito sucesso com jogos clássimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-2990851722528898360?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/2990851722528898360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/utilizando-jogos-xadrez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2990851722528898360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2990851722528898360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/utilizando-jogos-xadrez.html' title='Utilizando jogos: Xadrez'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-52848651492981846</id><published>2011-10-12T19:45:00.006-03:00</published><updated>2011-10-13T14:08:17.015-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='usando jogos como terapia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atendimento psicopedagógico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ludoterapia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='treinando atenção'/><title type='text'>Utilizando jogos: Can can</title><content type='html'>Existem muitos jogos no mercado, como afirmei anteriormente, que podem ser usados durante os atendimentos direcionados para melhoria do desempenho escolar. Como prefiro trabalhar em grupo, discutirei inicialmente jogos coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais usado por mim é o Can can da Grow. Esta empresa tem baixado bastante a qualidade de seus produtos. Imagino que seja a concorrência severa dos produtos chineses. Enfim, os jogos antigos são bem melhores que os modernos. As cartas novas estão transparentes sendo fácil visualizar as cores que os oponentes têm em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito deste jogo porque ele possui muitas regras. Apenas crianças inteligentes conseguem coordenar todas as normas para jogar. Em geral, durante minhas avaliações psicológicas também o utilizo por isso. Expresso todas as regras inicialmente. Se a criança lembra-se de como jogar e coordena as regras na segunda partida, a suspeita de deficiência mental está descartada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Can can é um baralho de 116 cartas, divididas em quatro cores (amarela, vermelha, verde e azul), quarenta numeradas de um a dez, quatro figuras e dois coringas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra básica é seguir em cor ou desenho a carta que está sobre a mesa, lembrando que um número é um desenho. Assim, se temos um cinco amarelo poderemos jogar uma carta amarela ou um cinco de qualquer cor. Há cartas especiais chamadas figuras. Elas possibilitam pular o próximo jogador, reverter a ordem do jogo entre horário e anti-horário, fazer o jogador seguinte pegar duas cartas e não jogar, e obrigar o jogador anterior a comprar uma carta. Há ainda os coringas que podem ser usados sobre qualquer cor com a diferença que o coringa +4 obriga o próximo jogador a pegar quatro cartas e não jogar. O coringa +4 só pode ser descartado caso o jogador que possuí-lo não tiver descarte possível. Porém, é permitido o blefe. Este pode ser questionado por quem se sente prejudicado. No caso de verificado o blefe, o dono do coringa deve recolhê-lo e comprar quatro cartas, descartando a carta possível. Em caso de ato correto, o acusador comprará mais duas cartas além das quatro. A verificação é feita com o jogador dono do coringa mostrando suas cartas ao acusador. Para os dois tipos de coringas é necessário que quem o descartou escolha a cor que o jogador seguinte deverá usar. É possível rebater as figuras +2, neste caso somam-se as cartas quando o jogador não puder rebatê-la. Quando um jogador estiver com apenas uma carta na mão, deverá anunciá-lo de viva voz, dizendo "Can can" ou "estou por uma". Caso esqueça, será punido com mais duas cartas, saindo assim da possibilidade de ganhar a partida. Após o "bate", o jogo segue até chegar novamente em quem bateu. Ganha quem termina o partida sem cartas na mão e o jogo, quem tem menos pontos. Os pontos são contados considerando-se o valor nominal das cartas simples, vinte pontos para as figuras e cinquenta pontos para os coringas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o/a leitor/a tenha percebido porque entendo como inteligente a criança que consegue jogar o Can can na segunda partida sem dúvidas sobre as regras. Assim como as regras sociais, elas devem ser coordenadas constantemente. O movimento dos oponentes também deve ser observado para saber quais as melhores atitudes a tomar. Quais cartas descartar, quando blefar, quando fazer o jogo mudar de direção. Faço sempre um paralelo entre a complexidade deste jogo e as regras sociais. Principalmente, digo aos meus alunos que eles devem conhecer as regras com profundidade para que possam usá-las em benefício próprio e, assim, ganhar no jogo e na vida. O primeiro e mais simples exemplo é a explicação da professora. Ao prestar atenção na professora, fica fácil entender o que se deve fazer. É ela quem diz as regras. Seguir o que ela diz agiliza a execução da tarefa e será possível iniciar outra atividade em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei que isto pode complicar a professora. Meus colegas psicólogos que não entenderam serão esclarecidos imediatamente: o aluno que termina rápido, brinca. A professora deve estar preparada para isso. Como a maioria dos meus alunos é hiperativa, tem assim a sua atenção treinada. Se atentos, compreendem rapidamente o que deve ser feito. Finalizam sua atividade e começam a atrapalhar a aula com suas conversas e brincadeiras, nem sempre saudáveis. Em geral, solicitamos às professoras que tenham mais atividades para eles enquanto os demais da turma estão finalizando a tarefa proposta para o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de usar as regras, meus alunos devem estar atentos para seu momento de jogar e para o sentido em que o jogo está andando. Sou exigente e gosto de jogar rápido justamente para treinar sua atenção. Eles têm respondido bem a minha forma de atuar. Brigo com eles quando não sabem de quem é a vez de jogar ou quando não entendem o que está acontecendo: significa que estão desatentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito de nossos alunos são desorganizados o que lhes prejudica muito a atuação em sala de aula e a elaboração dos deveres de casa. Durante as partidas de Can can é fácil notar quem é desorganizado. Como atendemos em dupla, eu e a pedagoga, ao notarmos que a criança está atrapalhada, uma de nós vai até ela e mostra-lhe como organizar as cartas em sua mão. Há casos em que a coordenação deve ser trabalhada. Demonstramos como segurar as cartas, como movimentá-las facilitando assim a visualização de todas e portanto a organização de materiais. Aos poucos vamos levando nossos alunos a generalizar a ordem para outras áreas de sua atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto trabalhado é a observação social. Treino a leitura da reação dos colegas, da sua própria reação e seu auto-controle durante o jogo. Muitas vezes emoções fortes vêm a tona. Estes são momentos ricos em todos os jogos. São situações que devem ser pontuadas e interpretadas clinicamente. Tenho conseguido grandes ganhos com esta atitude. Ajo paralizando totalmente a partida, mudo o tom de voz, exijo a atenção de todos e mostro o que está acontecendo. Como uma intervenção pontual em grupo terapêutico de adultos, funciona muito bem com as crianças. Os próprios pequenos interpretam corretamente e, às vezes, mostram mais elementos do que eu havia notado. Talvez por serem crianças, suplantamos sintomas de dificuldade de aprendizagem com muita rapidez usando este método. Costumo usá=lo também para problemas que vão além da escola, por ter oportunidade, entendimento e disponibilidade para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em grupos de crianças pequenas, pode-se usar este jogo mais pedagogicamente, ensinando as cores básicas que o compõem, os números, inserindo as regras complexas aos poucos. Ao final, sempre exigimos a realização das contas. Caso os alunos já estejam no quarto ano, podemos solicitar multiplicação. Se foi um aluno que ganhou a partida, ele faz a nossa conta. Muito raramente ele se nega a fazê-lo. Já entendemos isso como um sintoma. Trabalhamos sua resistência a luz de sua dificuldade. Não podemos perder oportunidade de atuação. Temos sempre muito cuidado em fortalecer sua auto-estima e sua capacidade mental, mas a ideia central é provocar o seu desenvolvimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os jogos, mostramos aos nossos alunos suas capacidades e desviamos sua fixação em erros. A maioria chega até nós desacreditados pelos professores, pelos pais e por si mesmos. Realizamos este resgate pela própria pessoa que se apresenta e a partir de sua mudança, os outros personagens passam a vê-lo de modo diverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos também a presença deles e assim seu investimento emocional e energético no que estão atuando. Fazemos isso através do contato físico nos braços e nas mãos. Os toques são inicialmente suaves e passam a ser pressões com a mão, chamando a pessoa para o momento presente. Esta técnica também é utilizada com os pais e professoras durante entrevistas. Ultrapassa-se, desta forma, barreiras psicológicas, dificuldades de envolvimento, entraves emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usamos o Can can também aproveitando sua estimulação visual, a força do grupo, a diversão, a competição para motivar os alunos em participar de suas aulas. Traçamos um paralelo entre este jogo e as aulas em vários momentos. É imprescindível estarmos presentes e atentas para as ocorrências e realizarmos as ligações possíveis para efetuar a relação adequadamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-52848651492981846?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/52848651492981846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/utilizando-jogos-can-can.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/52848651492981846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/52848651492981846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/10/utilizando-jogos-can-can.html' title='Utilizando jogos: Can can'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3471689012587013333</id><published>2011-09-04T21:26:00.002-03:00</published><updated>2011-09-06T10:48:42.658-03:00</updated><title type='text'>Tecnologia psicológica nacional</title><content type='html'>Na semana passada tivemos a oportunidade de assistir a palestra "A Neuropsicologia de Vigotski-Luria e a correção nas dificuldades do ensino" proferida pela Professora Tatiana Akhutina, que trabalhou como fonoaudióloga no laboratório de Neuropsicologia do Instituto Neurocirúrgico Budenko, sob a orientação de A. R. Luria. Ao final da explanação Akhutina foi aplaudida e saudada pela sua generosidade em expor de forma clara e profunda sua técnica de trabalhar a atenção de crianças com problemas de aprendizagem. Ela trabalha em uma clínica multiprofissional chamada Escola de Atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava frustradíssima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia russa exposta com tanta clareza, gentileza e profundidade pela doce Akhutina me pareceu chata e ultrapassada. Fiquei imaginando meus alunos, tão exigentes que são, me olhando após a apresentação da sequencia de instrumentos que ela nos mostrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos alunos questionam o método de ensino que é utilizado com eles e nos gritam isso com seu sintoma. Eles querem algo além, querem algo dinâmico e divertido. Sua atenção é flutuante, atentam-se a tudo ao mesmo tempo. Como isto não é valorizado pela escola, se tornam um problema em sala de aula. Não posso falar nada sobre os alunos russos. Acrescento que esta idéia sobre a denúncia de erros através de sintomas de dificuldade de aprendizagem não é minha. Quem me dera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso afirmar que realizo trabalho de treino de atenção há dez anos com meus alunos e que, além de atenção, desenvolvo junto com eles sua capacidade de análise, adaptação dos instrumentos, postura corporal propícia ao estudo, percepção de suas próprias necessidades, respeito ao entendimento e tempo dos colegas, cooperação, coordenação motora, raciocínio lógico-matemático, uso de regras em benefício próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu choque com a palestra proferida por Akhutina mora na ignorância da academia com as ações realizadas por profissionais práticas como eu. Não é por acaso que nunca recebemos um comentário de uma acadêmica neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa deste choque resolvi colocar em ação o plano antigo de compartilhar o método de atendimento psicopedagógico que desenvolvi com meus pequenos. A partir desta publicação apresentarei os diversos instrumentos de apoio ao desenvolvimento infantil encontrados em lojas de brinquedos: os jogos de tabuleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;http://www.uniceub.br/noticias/not001_visualizarnoticia.aspx?ID=56d44c3649, em 06/09/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3471689012587013333?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3471689012587013333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/09/tecnologia-psicologica-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3471689012587013333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3471689012587013333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/09/tecnologia-psicologica-nacional.html' title='Tecnologia psicológica nacional'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3148384795116393913</id><published>2011-08-30T18:49:00.003-03:00</published><updated>2011-08-30T18:59:57.098-03:00</updated><title type='text'>15000</title><content type='html'>Mais uma vez, registramos como de costume o alcance de novo milhar.&lt;br /&gt;Esta marca deve ter sido atingida ontem, mas não pude acessar a internet.&lt;br /&gt;Informo que minha falta de novidades relaciona-se estreitamente com a quantidade de relatórios que tenho produzido no meu trabalho de psicóloga escolar.&lt;br /&gt;Talvez este seja um bom tema para próxima postagem.&lt;br /&gt;Agradeço às/aos visitantes, às/aos seguidores, amigos e amigas que apóiam minhas publicações e ideias.&lt;br /&gt;Um beijo em cada um de vocês!&lt;br /&gt;Vicenza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3148384795116393913?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3148384795116393913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/08/15000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3148384795116393913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3148384795116393913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/08/15000.html' title='15000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-446962365875308911</id><published>2011-07-06T10:53:00.004-03:00</published><updated>2011-07-07T20:05:44.302-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vocação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligências múltiplas'/><title type='text'>Valorizando propensões</title><content type='html'>Stendhal, na verdade Henri Beyle, em seu clássico &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O vermelho e o negro&lt;/span&gt;, nos aponta um exemplo de má interpretação da personalidade e dos interesses de outrem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"... procurou inutilmente Julien no lugar que ele deveria ocupar, ao lado da serra. Percebeu-o a um e meio ou dois metros mais acima, sentado a cavalo sobre uma das vigas. Em vez de vigiar atentamente a ação de todo o mecanismo, Julien lia. Nada era mais antipático ao velho Sorel; teria talvez perdoado a Julien sua frágil estatura, pouco adequada para os trabalhos de força e tão diversa da de seus irmãos; mas esta mania de leitura lhe era odiosa; ele não sabia ler.&lt;br /&gt;'Foi em vão que chamou Julien duas ou três vezes.&lt;br /&gt;'A atenção com que se entregava a seu livro, bem maior do que o barulho da serraria, o impedia de escutar a terrível voz de seu pai. Enfim, apesar de sua idade, este saltou lestamente sobre a árvore submetida à ação da serra e daí para a viga transversal que sustinha o teto. Um golpe violento fez voar no regato o livro que Julien segurava; uma segunda pancada também violenta, dada em sua cabeça, em forma de cacholeta, o fez perder o equilíbrio. Ia cair a quatro ou cinco metros abaixo, no meio das alavancas da máquina em ação, porém seu pai o reteve com a mão esquerda:&lt;br /&gt;'- Muito bem, preguiçoso! Sempre lê seus malditos livros enquanto cuida da serra? Fique com eles à noite, quando vai perder seu tempo na casa do cura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O vermelho e o negro&lt;/span&gt; foi publicado em 1830.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa escola valoriza exatamente o comportamento do personagem Julien, concentrado, calmo e afeto às letras. Mas, infelizmente, somente este perfil. Sabemos que as propensões são tantas quantas as profissões. Mas nem sempre nos lembramos disso, não é? A professora maluquinha de Ziraldo nos mostra isso quando oferece a cada um de seus alunos uma medalha adquirida em concursos de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"... a melhor redação, a voz mais grossa, o melhor desenhista, a melhor &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mão &lt;/span&gt;para plantar flor, o melhor cantor, o mais engraçado, o que tinha a melhor memória... Só agora percebemos que, primeiro ela descobria uma qualidade destacável de um de nós e aí, então, inventava o concurso, segura de quem seria o vencedor. No fim do ano, todo mundo tinha ganho uma medalha. O último, parece, ganhou o primeiro lugar em cuspe a distância."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gardner fez esta percepção de habilidades se tornar científica com a sua teoria de inteligências múltiplas. Apresentou à sociedade formalmente o que nossas avós já diziam: cada um é bom em uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a teoria demora muito a entrar no sistema. E a supervalorização da intelectualidade prossegue ferindo nossas crianças. Mais um alerta para psicóloga/os escolares: observar e ouvir os alunos com abertura para compreender suas facilidades e características além das dificuldades de vida que enfrentam. Mostrar à comunidade escolar quais são as propensões dos alunos que nos chegam pode mudar radicalmente a condução educacional tomada com o aluno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-446962365875308911?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/446962365875308911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/07/stendhal-na-verdade-henri-beyle-em-seu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/446962365875308911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/446962365875308911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/07/stendhal-na-verdade-henri-beyle-em-seu.html' title='Valorizando propensões'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-5162837123232029287</id><published>2011-06-23T15:39:00.003-03:00</published><updated>2011-06-23T15:41:33.943-03:00</updated><title type='text'>14 mil</title><content type='html'>Marcando mais um milhar de acessos, agradeço a frequência e a visita de leitoras e leitores.&lt;br /&gt;Agradeço a associação dos novos seguidores. Informo que uma delas é minha chefe. Hum, estou tão feliz com isto!&lt;br /&gt;Espero fazer jus a confiança depositada!&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-5162837123232029287?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/5162837123232029287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/06/14-mil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5162837123232029287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5162837123232029287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/06/14-mil.html' title='14 mil'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7940441435377342664</id><published>2011-06-23T14:55:00.005-03:00</published><updated>2011-06-23T15:36:47.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medicalização e pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medicalização da educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedagogia e psicologia'/><title type='text'>Medicalização e Pedagogia</title><content type='html'>Como psicóloga escolar sei muito pouco de pedagogia. Não estudei esta ciência na faculdade, não fiz nenhum curso curto ou em pós-graduação nesta área. Informo que as/os futuras/os psicólogos escolares vão conviver de perto com pedagogos, pois a escola é o campo de atuação deles. Aprendemos muito com eles todos os dias. Muitas vezes, durante nossas reuniões na escola, lembro minha chefia que não posso responder determinada questão por não ser pedagoga. De fato, as perguntas se misturam. Da mesma forma que não podemos permitir que pessoas alheias à ciência psicológica interfira ou atue como psicólogo, também não podemos emitir opinião na área das demais ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que há uma tendências das docentes em entregar os/as alunos/as com problemas de forma a reduzirem sua responsabilidade com eles/as. Daí vem o fenômeno da medicalização da educação. Os alunos são "laudados" - que termo deprimente. Alguns colegas chamam os alunos pelos seus diagnósticos como os médicos fazem em hospitais: "aquele é um TGD"; "nesta turma temos duas Downs".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu trabalho, além dos atendimentos de adultos e crianças, fazemos também avaliação dos pequenos e encaminhamos para avaliações médicas complementares. Isto porque nossa instituição só aceita oferecer melhores condições educacionais para os/as alunos/as com necessidades educacionais especiais (ANEE) com laudo médico, exceto alunos/as com deficiência mental. Porém, os encaminhamentos para o nosso setor são carregadas de um sentimento de despojamento perante a/o aluna/o em foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas/os das/os alunas/os encaminhados para nós o são porque a professora não sabe como lidar com ele em sala de aula. Algumas vezes, os recursos da professora foram esgotados e ela divide então a responsabilidade pela educação daquela criança conosco. Aí mora o fenômeno da medicalização desordenada como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que existem crianças com problemas médicos. Há, sim, dislexia, deficiência de atenção, deficiência auditiva, hiperatividade. Estes problemas não impedem o aprendizado da criança e método de ensino é a área de atuação da pedagogia. Ouço professoras perguntando o que devem fazer, questionam os médicos e a mim, como psicóloga, sobre como ensinar este/a ou aquele/a aluno/a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que o Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) obriga docentes desde o nível fundamental a ter formação superior. A maioria maciça desses/as profissionais é pedagogo/a ou está finalizando o curso. O que explica o profissional da área buscar respostas para sua questão própria em outras ciências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que nós, psicólogas escolares, poderíamos começar a fazer um movimento de conscientização das nossas colegas pedagogas sobre seu valor enquanto representantes da ciência dentro das escolas. São os/as pedagogos/as que sabem ensinar. São ele/as que dominam os vários métodos de ensino. Nós, psicólogas/os não sabemos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço muitas das minhas colegas de trabalho dizerem que são psicopedagogas, como se o prefixo fosse mais forte que o radical da palavra. Elas são pedagogas que fazem pós-graduação para melhorar sua atuação, mas muitas esquecem suas bases e sua atuação fica falha. Apresentam-se sem dizer que são pedagogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo uma desvalorização da Pedagogia. Talvez este fenômeno venha da desvalorização da profissão de professor/a. Esta auto-desvalorização tem efeitos dramáticos nas escolas e, ouso dizer, na educação nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse isto neste blog, mas repito com veemência: nós, psicólogas/os escolares não somos a/o atriz/ator principal nas escolas. Somos coadjuvantes que buscam melhorar os desempenhos dos profissionais e orientar os pais dos/as alunos/as. A personagem principal na escola é a professora. Sem ela não há trabalho para nós. Sem nós ela atua em plenitude. Nosso auxílio melhora sua performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedagogia deve resgatar sua importância e poder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7940441435377342664?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7940441435377342664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/06/medicalizacao-e-pedagogia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7940441435377342664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7940441435377342664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/06/medicalizacao-e-pedagogia.html' title='Medicalização e Pedagogia'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-2351170440975621632</id><published>2011-06-04T11:52:00.004-03:00</published><updated>2011-06-11T21:24:38.275-03:00</updated><title type='text'>Valorização da profissão</title><content type='html'>Fui convocada pelo Conselho Regional de Psicologia, 1ª região a palestrar sobre Psicologia Escolar. Me senti muito honrada e aceitei de pronto. O tema da apresentação era "atribuições do psicólogo escolar". O público alvo era alunos de graduação em psicologia e diretores de escolas particulares. O objetivo era sensibilizar a platéia para a importância do profissional psicólogo nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro pessoas falaram antes de mim. Entre elas uma colega acadêmica expôs um resumo do estado da arte da psicologia escolar no Brasil. Em geral, quando tantas pessoas falam sobre um determinado assunto, sobra pouco para a última falar. A derradeira palestrante passa toda a sua fala resgatando o assunto que já foi tocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso foi totalmente diferente. Eu era a única psicóloga escolar da mesa. Somente eu tinha experiência na área e era a mais aguardada. Infelizmente metade da platéia já tinha saído. Pois perderam. O cansaço das pessoas simplesmente desapareceu quando comecei a falar. Apresentando, através de exemplos reais, as vissicitudes e dificuldades da nossa área. Mas, principalmente, o prazer de salvar vidas incipientes e alertar os pais de suas ações negativas auxiliando-os a contribuir com o desenvolvimento efetivo dos pequenos e de si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação mais importante para estudantes de psicologia é a de que nesta área nós atingimos o maior número de pessoas. Isto porque TODAS as crianças estão obrigatoriamente na escola. Com isto chegamos a todas as famílias que têm criança e podemos efetivamente influenciar a população em direção à saúde. Poucos lares estarão fora deste alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, também atuamos com todo o ciclo de vida humano. Eu atendo crianças a partir de três anos até os quatorze. Mas, quem frequenta este blog já leu que atendo de fetos até avós de oitenta anos. E agimos mais sobre os adultos do que sobre as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quem ficou até o final solicitou que na próxima oportunidade a psicóloga escolar se apresente no início dos trabalhos. Sim e eu já tinha sido convidada a falar novamente e aproveitei para pedir mais tempo. Me senti muito valorizada e expresso que esta valorização é da profissão que represento. Por isto esta postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço ao CRP pela oportunidade de contribuir com minha tão amada profissão. Informo que haverá nova mesa redonda com este mesmo tema no dia 28/06/2011, às 14 horas, no IESB da Asa Sul. Todas e todos são convidados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-2351170440975621632?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/2351170440975621632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/06/valorizacao-da-profissao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2351170440975621632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2351170440975621632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/06/valorizacao-da-profissao.html' title='Valorização da profissão'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-9057675099699259324</id><published>2011-05-18T16:08:00.003-03:00</published><updated>2011-05-18T16:39:35.270-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TGD'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dificuldade de socialização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transtorno Global do Desenvolvimento'/><title type='text'>Novo tipo de autismo?</title><content type='html'>Gosto muito de inquietações e provocações. Creio que todas as profissões possibilitam interseções de atuações profissionais de tempos em tempos. Já expus aqui que trabalho com variados profissionais e nesta oportunidade falo da psiquiatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O órgão onde trabalho trata de avaliar alunos com objetivo de melhor adaptar a escola a suas idiossincrasias. Estas, por sua vez, devem estar previstas pela medicina para tanto. Aqui se faz a minha questão que vos apresento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos três casos de alunos que não apresentam comportamento comum aos demais de sua idade, porém não se enquadram nos grupos de síndromes já catalogados pela ciência, ao que indica a dificuldade dos psiquiatras consultados pelas famílias em oferecer-lhes um diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus alunos apresentam segurança em si mesmos a ponto de não se intimidarem quando os adultos lhes indica que nenhuma outra criança faz o que ele está fazendo. Não apresentam linguagem compreensível ou qualquer angústia em relação a isto. São inteligentes, mas seu aprendizado se faz de modo diverso ao dos pares. Não há comportamento compulsivo. Apresentam interesses estranhos mas não são restritos. Lidam bem como os colegas, mas sua socialização é seletiva, não se envolvem muito. Brincam normalmente mas quase sempre sozinhos. São muito carinhosos e até dengosos. As outras crianças os respeitam, gostam deles, não insistem muito no contato caso não haja retribuição, não se deixam afetar por seu movimento totalmente descabido em sala de aula (claro que sob orientação da docente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas crianças não apresentam comportamento compatível com transtorno global do desenvolvimento, não são deficientes mentais, não há problemas na audição, não são hiperativos nem têm problemas de atenção, não há transtorno afetivo tampouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma destas crianças é acompanhada por um conjunto de cientistas psicólogos na universidade. Sua mãe nos relata que os cientistas indicam ser desnecessário a rotulação dos sintomas da criança. Imagina se eu falo isso para minha chefe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou expondo estes casos aqui porque em um universo de mil alunos, três é um número bem grande. Devo acrescentar que dois tem quatro e um tem cinco anos de idade. Não creio ser minha a função de pesquisar ou criar um novo nome para o que estas crianças apresentam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa eu e minha parceira pedagoga e psicopedagoga temos certeza, nossa instituição terá que inventar uma nova forma de atender estas crianças porque é função do estado oferecer educação e o que nós estamos oferecendo elas estão recusando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que meu objetivo de inquietação foi atingido. Informo ainda que as questões que a prática impõem são expostas neste blog para potencializar a formação dos futuros psicólogos desde que curiosos e realmente vocacionados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-9057675099699259324?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/9057675099699259324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/05/novo-tipo-de-autismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9057675099699259324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9057675099699259324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/05/novo-tipo-de-autismo.html' title='Novo tipo de autismo?'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-666204577836160708</id><published>2011-05-18T15:44:00.006-03:00</published><updated>2011-11-17T23:05:16.545-03:00</updated><title type='text'>Livros lidos em 2011</title><content type='html'>Neste ano tenho escrito pouco e lido menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência da mente: a psicologia à procura do objeto - Luiz Pasquali&lt;br /&gt;Nosso venerável professor tem como objetivo neste livro indicar como objeto da psicologia a mente. Pasquali é psicólogo, pedagogo, teólogo e filósofo. Nesta obra, ele apresenta-nos o desenvolvimento da matéria até o seu dito ápice: a mente humana. Faz isso com maestria, simplicidade e objetividade até o ponto em que chega na mente. A partir de sua posição sobre este objeto de estudo, Pasquali apresenta sua teoria da personalidade e finaliza seu livro com uma animada conversa sobre o que diríamos ser a mente suprema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passageiros do outono: reflexões sobre a velhice - Márcia Tolotti&lt;br /&gt;Esta psicanalista e psicóloga apresenta sua dissertação de mestrado. Realiza um paralelo entre as falas de dez idosos e três obras literárias estudando-os conforme as categorias "contradições sobre o olhar social sobre a velhice"; o envelhecimento, reconhecimento e negação"; o valor do trabalho para o idoso, afastamento e substituição"; "o sujeito diante da morte". Pareceu-me bastante superficial e pouco profícuo.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobras em compota - Índigo&lt;br /&gt;A jornalista Índigo escreve desde os treze anos de idade. Seu estilo é único, jocoso e ágil. Um texto inteligente, sobre fatos e imaginações cotidianas, para divertir e incentivar a leitura. Ganhador do concurso Literatura para todos na área de contos do Ministério da Educação. Dessa vez os servidores do ministério acertaram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem solitária: memórias de um transexual trianta anos depois - João W. Nery&lt;br /&gt;João nasceu Joana. Sempre foi um homem aprisionado em um corpo feminino. Este livro nos mostra o drama vivido por uma pessoa que não se reconhece no corpo que carrega. Confesso que durante toda a leitura tentei me colocar no lugar do protagonista - coisa fácil para mim, psicóloga, trabalhamos com empatia - mas em momento algum consegui. Minha vivência com meu corpo é mais do que tranquila, além de ser feliz com o corpo que ganhei, ele está na moda. Leitura pungente, Viagem solitária é um livro que mostra as dificuldades impensáveis pelas quais passa um transsexual. Somente distantes podemos julgar qualquer ação dessas pessoas em relação ao seu próprio corpo. Leitura importante para repensarmos atendimentos de professores e pais a respeito da orientação sexual de seus aluna/os e filho/as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insustentável leveza do ser - Milan Kundera&lt;br /&gt;Este livro, ao contrário do que pode parecer pelo sucesso do filme nele inspirado, não dispensa comentários. O livro mostra um retrato (real?) da República Tcheka nos anos que se seguiram a invasão russa que a incorporou à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. As perseguições dos intelectuais, as humilhações que a população tcheka sofreu e os questionamentos existenciais de Kundera são o prêmio que recebemos com esta fluente leitura. A mim parece mais um documento indicativo que o comunismo não é o oposto do capitalismo. A vigilância denunciada aqui se parece com a caricatura desenhada em 1984. Assim como em Titanic e Dr. Jivago, o romance de quatro personagens serve de fundo para o anúncio que o autor faz sobre seu país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-666204577836160708?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/666204577836160708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/05/livros-lidos-em-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/666204577836160708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/666204577836160708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/05/livros-lidos-em-2011.html' title='Livros lidos em 2011'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1819269749039386075</id><published>2011-05-18T15:42:00.001-03:00</published><updated>2011-05-18T15:44:12.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etapas do casamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grupo familiar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciclo de vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idade do homem'/><title type='text'>Ciclo de Vida na Psicologia Escolar</title><content type='html'>Um psicólogo escolar não deve ser um especialista em desenvolvimento infantil. Deve estar preparado no ciclo de vida completo, posto que irá trabalhar e tratar com pessoas de todas as idades, inclusive com os humanos ainda não nascidos. Temos em nossas mãos mulheres grávidas – mães de alunos e professoras. Quem trabalha em escola sabe que sempre há alguém gestante entre as colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidamos dos irmãos de nossos alunos, que podem ser mais jovens, mais velhos que eles e da mesma idade – gêmeos ou irmãos de mães diferentes. Lidamos com irmãos que criam os nossos clientes e têm pouca idade, mas já bastante responsáveis por si mesmos e pelos pequenos. Devemos ter em conta que alguns pais e mães são ainda adolescentes, principalmente nos dias atuais em que se demora tanto nesta fase da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na etapa madura deveriam estar todas as pessoas em idade produtiva, segundo o IBGE. Não sei se todos concordam comigo, mas a maturidade chega para poucos. De qualquer forma, creio e assim ajo, devemos tratar como adultos aqueles que têm a dita idade conforme nosso instituto geográfico. Digo isso, porque o fato de serem tratados como adultos e responsáveis por outros seres humanos promove uma nova visão de si mesmos e do mundo. Este novo lugar possibilita uma ação diferenciada, mais coerente e mais madura, mais engajada com o desejável em relação aos nossos pequenos clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também trabalhamos com idosos. Estes nos chegam como avós e avôs que interferem na educação de seus netos ou que os criam plenamente. Os profissionais da escola têm uma visão preconcebida da educação de pais e de avós. Acreditamos que os avós já estão cansados e não têm a mesma energia dos jovens para oferecer limites ou mostrar o mundo às crianças. É claro que muitas vezes nos surpreendemos com alguns casos e, talvez estes sejam a demonstração de que a nossa teoria está errada. Devo assumir que mesmo surpresa às vezes, prossigo com minha crença compartilhada de que na terceira idade os interesses são outros e não abarcam a paciência de repetir a mesma lição até que esta seja absorvida ou finalmente modificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos oportunidade de trabalhar também com grupos – laborais e familiares – e devemos estar preparadas para observar, intervir, orientar e produzir conhecimento a respeito deles. Precisamos saber as etapas pelas quais passa um casamento e quais os efeitos de um novo ente na relação de um casal. Além disso, que efeito uma criança opera dependendo do tempo e do tipo de relacionamento têm os pais e se a gravidez é esperada, desejada, surpresa ou acidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos desenvolver todos estes conhecimentos na nossa prática, mas convém usarmos o arcabouço teórico da nossa ciência para melhorarmos nossos atendimentos. Não saímos da faculdade prontos para atuar. Saímos com um mapa de onde poderemos encontrar as respostas para nossas perguntas. Como sempre digo: não podemos deixar de nos assombrar com o fenômeno humano. Devemos prosseguir buscando fontes e sendo fontes de conhecimento para aumentarmos a compreensão do nosso objeto de estudo. Além disso, o nosso melhor serviço depende da possibilidade que temos de nos oferecer a ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1819269749039386075?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1819269749039386075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/05/ciclo-de-vida-na-psicologia-escolar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1819269749039386075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1819269749039386075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/05/ciclo-de-vida-na-psicologia-escolar.html' title='Ciclo de Vida na Psicologia Escolar'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-2953466049142682602</id><published>2011-04-24T10:28:00.006-03:00</published><updated>2011-04-24T11:46:49.019-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orientação de pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ação preventiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atuação preventiva'/><title type='text'>Atuação preventiva</title><content type='html'>Durante a atuação nas escolas de educação infantil - alunos de três a cinco anos - observamos os alunos no parquinho. Gosto muito desde local porque não há "invasão" das salas de aula, espaço sabidamente de domínio total do professor. Em geral, as professoras até gostam da nossa presença neste momento, porque têm tempo de nos mostrar o que percebem em seus pequenos e podemos acalmá-las com a nossa visão profissional. O parquinho é aberto, as crianças estão livres, sem atividade programada, expressando-se social ou individualmente. Durante o parquinho as crianças são observadas por vários adultos da escola e os nossos olhos não serão interpretados de forma diferente dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um desses momentos, notei que um de nossos alunos de três anos não estava no parquinho e perguntei se ele estava doente (por gripe, sinusite e afins, as mães pedem para os filhos ficarem sem a recreação na areia). A professora respondeu-me que o aluno tinha dificuldades em sujar-se, não participava de atividades com tinta e sentia agonia com a areia. Assim como vocês, eu imediatamente me espantei e percebi que era um caso para ser tratado por nós. Já saímos da escola com a reunião marcada com a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante entrevista com a mãe, percebemos que não eram oferecidas oportunidades de experimentação à criança. A cuidadora do nosso aluno é a avó e esta sofre de diabetes, mantendo-se em casa. Sugerimos, então, que a avó levasse o neto ao parquinho próximo à residência, que fossem compradas tintas, massa de modelar e argila para uso em casa e que esse uso fosse estimulado e compartilhado pelos demais entes da família. Ensinamos que a oferta de cada material desse deveria ser feita progressivamente e nessa ordem. Além disso, informamos que os passeios com o neto faria bem para a idosa. Finalmente, mostramos qual seria a progressão da doença que poderia estar espreitando nosso aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas depois do encontro com a mãe do aluno, durante a visita à escola, fomos informadas que o aluno já está brincando normalmente no parquinho com os demais pequeninos. Além disso, deixou-se pintar o rosto durante a comemoração do dia do circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como expressar a felicidade e prazer que senti ao ser informada desses eventos. Fui treinada e trabalho para este resultado. Chegar a este ponto com apenas uma criança faz com que eu tenha a benção da satisfação laboral, infelizmente tão rara hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta postagem eu objetivei mostrar que, mesmo com um universo grande de alunos - aproximadamente 1100 - é possível realizarmos um serviço efetivo e de qualidade. Este sítio existe para isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-2953466049142682602?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/2953466049142682602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/04/atuacao-preventiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2953466049142682602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2953466049142682602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/04/atuacao-preventiva.html' title='Atuação preventiva'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-2421967129290783663</id><published>2011-04-24T09:59:00.007-03:00</published><updated>2011-04-24T11:47:25.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='professor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relação professor-psicólogo'/><title type='text'>A presença do psicólogo na escola</title><content type='html'>Realizo, desde abril de 2010, o trabalho de Psicologia Escolar itinerante. Isto significa que trabalho em cinco escolas. Meu trabalho não é tão aprofundado quanto na época em que mantinha-me fixa em apenas uma escola. Enfim, o que se perde em qualidade se ganham em quantidade. Exponho então como fazer os profissionais da escola se sentirem seguros com o trabalho de uma pessoa que vai à instituição uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que vocês devem pensar é a diferença que faz a presença constante de um psicólogo durante reuniões, aulas e conversas "informais". Neste caso estamos muito próximos, não há necessidade do professor se lembrar de algo que aconteceu há alguns dias para solicitar auxílio. Quando ocorre algo, o professor chamará o psicólogo imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nós sabemos que os recursos para a educação são "escassos", a Secretaria de Educação onde trabalho disponibiliza os profissionais para várias escolas. Não estão de todo errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, resolvemos esta situação estando nas escolas o máximo que podemos. Assim, uma vez por semana estamos em cada uma de nossas escolas, como já havia dito. Esta presença não é vinculada a nenhum chamado, emergência ou vigilância. Vamos às escolas ficar disponíveis para o contato entre profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente este tempo é muito pouco e é ainda mais reduzido pela exigência da burocracia. Sim, temos que elaborar relatórios específicos para cada criança atendida, relatórios quantitativos para as chefias perceberem como vão nossos atendimentos, relatórios para os médicos, psicólogos, fonoaudiólogos de outras instituições, anotações das atividades para controle interno. Aff!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ficamos felizes quando a escola briga conosco porque faltamos um dia. Isto significa que fazemos falta, que precisam de nós e que nosso trabalho faz alguma diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está se formando pode estranhar esta última informação. Mas eu estou aqui é para explicar! O psicólogo na escola deve mostrar como é o seu trabalho e se fazer necessário. Deve deixar claro que a psicologia escolar não é uma clínica dentro da escola. Isto dá um trabalho danado. Já temos postagens falando sobre este tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a motivação desta postagem: mesmo sendo psicóloga escolar itinerante, devemos estar presentes nas escolas. Nosso lugar não é distante, em nossa mesa, isoladas, analisando como podemos ser úteis. É disponilizar o conhecimento psicológico que temos e representamos estando próximas fisicamente das professoras e dos eventos escolares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-2421967129290783663?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/2421967129290783663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/04/presenca-do-psicologo-na-escola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2421967129290783663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2421967129290783663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/04/presenca-do-psicologo-na-escola.html' title='A presença do psicólogo na escola'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7963099480077852172</id><published>2011-03-16T16:42:00.002-03:00</published><updated>2011-03-16T16:44:57.437-03:00</updated><title type='text'>12.000</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Meus queridos e minhas queridas leitoras,&lt;br /&gt;pensem sempre que me sinto honrada pela visita, indicação e leitura de vocês neste blog.&lt;br /&gt;Sinto muito que a minha atualização esteja demorando ultimamente.&lt;br /&gt;Este é o costumeiro marco de mais um milhar alcançado.&lt;br /&gt;Obrigada pela sua visita e apreço,&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7963099480077852172?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7963099480077852172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/03/12000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7963099480077852172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7963099480077852172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/03/12000.html' title='12.000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6894443320767077665</id><published>2011-03-16T16:37:00.002-03:00</published><updated>2011-03-16T16:45:29.866-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relação professor aluno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agressividade na escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emoções na escola'/><title type='text'>Relação professor/a aluno/a</title><content type='html'>O efeito psicológico do contato entre duas pessoas é entendido como empatia. Pode ocorrer a simpatia e a antipatia. Em geral, isso é bem aceito pelas pessoas e bem entendido por pessoas que acabam de se conhecer. As relações evoluem ou involuem em direção a simpatia e, como resultados disso, as pessoas se aproximam ou se afastam, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola, espera-se que as relações entre professores e alunos sempre evoluam para uma ligação mais firme, respeitosa e positiva. As professoras parecem ser formadas com essa premissa. E quando isso ocorre, a satisfação e a alegria florescem no ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, como em todas as relações humanas, é possível que o contato inicial entre um professor e um aluno cause malestar. Ou, ainda, que a relação inicialmente boa se transforme em uma grande antipatia. Sabe-se de casos em que surgem agressões morais e físicas. Infelizmente, esse tipo de ocorrência não é bem aceita pela sociedade, pela comunidade escolar e, pior, pela própria professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendida como a relação humana mais próxima da maternidade, a docência não pode gerar sentimentos ruins. Há um conflito interno quando se pensa que uma professora não gosta de sua aluna. A simples leitura dessa frase motiva um pensamento de contravenção. Como a própria professora está na sociedade e participa da comunidade escolar, ela também pensa e sente desta forma, entrando em conflito com seus ideais e reais sentimentos. Há situações em que o docente nega seu sentimento transformando sua ação em fonte de angústia, dificultando seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os profissionais encontram dificuldades em suas atuações e enfrentam-nas com mais ou menos sofrimento. No caso aqui discutido, o real sentimento se embate com um empecilho moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste momento que o papel do psicólogo escolar ganha espaço. Identificar e tranqüilizar o professor quanto aos seus sentimentos reais e as formas de lidar com ele são parte das nossas ações possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando a professora não fala abertamente de sua dificuldade emocional com determinada criança, expor a possibilidade e a naturalidade de antipatia entre as pessoas alivia a angústia experimentada pela profissional. Traçar um paralelo entre as relações escolares e as mundanas facilita esse processo de aceitação do próprio sentimento, posto sua normalidade. Apresentar ao docente a possibilidade dessa emoção acontecer evitando confrontação também reduz o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, expõe-se que é possível que o adulto não goste da criança por despertar nele emoções ruins ou ligadas a eventos ruins. A lembrança de alguém semelhante, o movimento similar a alguém, a voz irritante, o jeito implicante, o movimento agressivo são elementos comuns nas relações humanas e, portanto, entre os agentes na escola. É necessário mostrar ao professor que o sentimento deve ser encarado, nunca escamoteado. Ao identificá-lo, é possível atuar sobre ele. Uma vez identificada a emoção ruim, é essencial situar-se enquanto o profissional da relação. É exigido, então, do adulto uma atitude ativa. Assim, mesmo não gostando de seu aluno ou tendo dificuldades com sua forma de agir, à professora é exigido ensinar-lhe como aos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ponto que encontra-se a flor de nossa atuação de psicólogos escolares. A conscientização de sua dor, de seu papel social e de sua função essencialmente transformadora possibilita à professora saltar do impedimento à retomada de atuação. Gera a visão do problema de um novo ângulo. Uma posição sem culpas, sem autorecriminação permite a liberação da profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for a personalidade da professora e seu método preferido de ensino, constitui-se um alívio saber que pode sentir algo ruim por sua aluna. Tal sentimento não constitui em si nada de errado, nem impede a execução de seu trabalho. Penso que isso não é tratado nos cursos de formação de professores. O que é uma pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que isto seja mais uma falha da nossa ciência psicológica, pois a disciplina universitária &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Psicologia da Educação&lt;/span&gt; não contempla tal conteúdo. De modo diverso, nos cursos que tenho conhecimento, o conteúdo desta matéria envolve as teorias do desenvolvimento e da aprendizagem. Esses conhecimentos nem sempre são relacionados à prática de sala de aula pelos professores universitários. Aos alunos é deixada a obrigação de fazer a ligação com a realidade. Sabemos o quanto isso é danoso para a educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos problemas de aprendizagem têm sua origem em dificuldades, malentendidos e crises na relação professor aluno. Muitos destes poderiam ser prevenidos pelo esclarecimento acima durante a formação docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão entre professores e alunos é comum também. Sua má interpretação também gera grandes problemas para o profissional e para a instituição educacional. A simpatia exacerbada não costuma ser discutida pela classe docente, assim como pela psicologia escolar. Falar sobre o grande desejo que determinada/o aluna/o gera em um/a professor/a é inesperado, impróprio e imoral. Podemos considerá-lo um verdadeiro tabu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre simpatia e antipatia para professores provoca grande desconforto. Caso tenham oportunidade, não deixem de realizar a experiência de falar desses dois extremos para um grupo de professoras. Vocês notarão como elas se remexem nas cadeiras, bebem água, comentam, meneiam negativamente a cabeça. Com sorte, as ouvintes comentarão o tema com desprezo ou agressividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos aqui mais um tabu da sexualidade humana. O desejo que o outro desperta em mim sendo mal interpretado e convertido em impedimento. Minha proposta é justamente transformar a energia que este desejo desperta para potencializar o ensino. Uma vez identificada a fonte da simpatia ou da antipatia exacerbada, é possível tomar-lhe a força usando-a em prol da educação. Ou pelo menos impedir-lhe os efeitos danosos com a sua aceitação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6894443320767077665?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6894443320767077665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/03/relacao-professora-alunoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6894443320767077665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6894443320767077665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/03/relacao-professora-alunoa.html' title='Relação professor/a aluno/a'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4652964693036521450</id><published>2011-01-21T15:52:00.005-03:00</published><updated>2011-01-21T16:22:42.423-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escolha(s)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='limites'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dizer não'/><title type='text'>Detalhes de educação</title><content type='html'>Nossa sociedade tem nos disponibilizado uma quantidade muito grande de informações e de possibilidades. Necessitamos, pois, cada vez mais, fazer opções. Há opções também de educação e muitos pais se vêem perdidos em meio a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente acredito que o excesso de opções que temos hoje está nos prejudicando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo, nos restaurantes e lojas, os pais oferecendo opções à crianças. Às vezes, as crianças são tão pequenas que mal sabem falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos juntos sobre o que é uma escolha: há pelo menos duas opções para que haja a possibilidade de escolha. Para efetuá-la é importante entendermos as consequencias que cada opção pode ter. Devemos então optar pela mais conveniente ou a que nos dá maior prazer ou que nos dará melhor benefício ou pela que é mais fácil... Acabo de mostrar que há critérios a serem cumpridos quanto a escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que uma criança tem condições de realizar escolhas em todos os campos de sua ação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a uma situação banal. Durante o almoço em um restaurante auto-serviço há trinta opções de pratos. Quais critérios podem ser adotados para se escolher a comida? E quais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;devem &lt;/span&gt;ser adotados? As cores, os nutrientes, os sabores, as combinações, o paladar próprio, as alergias que temos, os jogos de temperos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu trabalho percebo as consequencias das crianças começarem a escolher tão prematuramente. Certa vez, uma mãe em atendimento, após ser ouvida, foi advertida de que quem deveria decidir era ela e o pai. Ela então, expressando surpresa, me disse: "É?". Até hoje me questiono se ela foi irônica ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sido bastante radical em minhas orientações e os pais apresentam grande satisfação com os atendimentos indicando as mudanças de comportamentos de seus filhos e deles mesmos. Eu acredito que os adultos devem escolher até que os pequenos consigam fazê-lo com propriedade, mesmo que não saibam explicar cientificamente seus motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de escolha é algo crescente e depende, como apontado acima, da magnitude de seus efeitos. Elas vão aumentando conforme nos desenvolvemos e os pais devem assumí-las durante os primeiros anos dos filhos e ir cedendo lentamente para dar autonomia a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de fazer opções e arcar com elas é o que podemos designar como amadurecimento. As escolhas podem estar erradas ou certas, mas a responsabilidade por elas nos classifica como adultos. Senão, somos pessoas que trabalham e são comandados por outras, quais sejam nossos pais, conjuge, filhos, mídia, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os pais devem fazer as escolhas para os filhos e dizer NÃO a eles. As crianças preciso e querem isso. E quando forem solicitados pelos pequenos a lhes dar algo, se não acharem conveniente devem, sim, dizer: "não". E se questionados: "Não considero isto bom para você neste momento."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4652964693036521450?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4652964693036521450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/01/detalhes-de-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4652964693036521450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4652964693036521450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/01/detalhes-de-educacao.html' title='Detalhes de educação'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-638365413758541674</id><published>2011-01-21T15:46:00.002-03:00</published><updated>2011-01-21T15:52:36.436-03:00</updated><title type='text'>11000</title><content type='html'>Caras leitoras e leitores,&lt;br /&gt;no dia 05 de janeiro visitei este blog e percebi que contava com 10.997 acessos. Por motivo de viagem de férias (oba!) não pude verificar quando atingimos a marca de 11.000 acessos. Acredito que ela tenha sido alcançada no dia 06 de janeiro. Informo ainda que desde o mês de dezembro meus acessos não são mais contabilizados. Assim, nossa contagem está mais fidedigna. Esta ferramenta foi disponibilizada pelo blogger em 2010 e assim que tive a informação, me submeti.&lt;br /&gt;Como sempre alegro-me com a quantidade de acessos e agradeço aos/às frequentadore/as e amiga/os que lêem este blog.&lt;br /&gt;Grata sempre,&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-638365413758541674?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/638365413758541674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/01/11000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/638365413758541674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/638365413758541674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/01/11000.html' title='11000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6988023888540070131</id><published>2011-01-04T09:57:00.006-03:00</published><updated>2011-01-04T11:37:22.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conselho de Classe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='participação profissional do Psicólogo Escolar'/><title type='text'>Conselho de Classe</title><content type='html'>Muitos detalhes do trabalho dentro de uma escola são essenciais para a boa execução da psicologia escolar. O mais importante é o Conselho de Classe (CC), quando todas/os as/os professoras/es expõem detalhes do rendimento de seus alunos e alunas. As crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem, de comportamento, familiares ou sociais são os mais pormenorizados. Aí está a riqueza do evento para o nosso trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CC do primeiro bimestre é muito importante para nós porque apresenta os casos de que deveremos cuidar logo no início do ano. Como a maioria do corpo docente permanece nas escolas de um ano para o outro, os antigos conhecem os casos mais complicados e informam as/os professoras/es novas/os. Nós aproveitamos as informações nesse momento. Como psicólogos não são comuns dentro das escolas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ainda&lt;/span&gt;, a nossa presença estabelece o nosso interesse e parceria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de psicólogos residentes, considero a participação nos CC indispensável. Não há desculpa para a nossa ausência. Durante o CC devemos expor o trabalho desenvolvido com cada aluno/a em pauta para mostrar que estamos agindo. Muitas vezes nossa produção não é reconhecida devido a sutileza característica do nosso labor. Os CC são momentos privilegiados de exposição de avanços conquistados, tanto por parte das professoras, quanto nosso. Além disso, durante a reunião, os professores parceiros vão apresentando sua visão dos nossos sucessos e os descrentes vão sendo conquistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas reuniões são compostas de todos os atores pedagógicos da escola e são momentos especiais para que entendam nossa atuação profissional. Infelizmente, como os pequenos são muitos e as reuniões costumam ser difíceis, é necessário paciência e empenho para ter voz. Como ocasião privilegiada, um CC deve ser bem preparado para surtir os efeitos positivos que precisamos para melhorar nossa aceitação pelo grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CC é marcado pelas/os professoras/es durante as reuniões ordinárias. Nem sempre podemos participar dessas reuniões. Ao se informar da data do CC, desmarque qualquer outro compromisso. E não espere ser informada do evento, busque sempre informações da sua escola. Fazemos parte da escola, mas não somos essenciais, portanto, não estabeleça um pedestal e se poste nele. Ande com as pessoas ao lado! Reserve um tempo para preparar sua fala durante a reunião. Os profissionais presentes perceberão que houve planejamento para a reunião e valorizarão sua postura. A secretaria da escola pode fornecer a lista de alunos por turma. Essa lista facilita imensamente a participação no CC. Os alunos e alunas em atendimento devem ser destacados na sua lista e pelo menos uma frase deve ser dita quando estiverem em pauta para que os demais profissionais saibam que estão em acompanhamento com a/o psicóloga/o da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os casos de alunos/as mais comprometidos são sempre expostos pelos professores. Nesta hora ocorrem pedidos de auxílio de profissionais de fora de sala de aula. A partir do que é dito pelos professores, é possível oferecer uma orientação de ação com o/a aluno/a em sala de aula e pensar em qual atuação é melhor para o caso. Não é necessário informar as/os professoras/es sobre o planejamento, mas é essencial que nossas ações sejam comunicadas ao grupo que solicitou o atendimento. Assim, se houve um pedido durante uma reunião, deve-se entender como um pedido coletivo e é durante uma reunião que deve ser oferecida a devolutiva do atendimento. Este deve ser relatado independente de resultados positivos ou negativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extremamente necessário marcarmos nossa atuação e presença. Nossa participação nas escolas está cada vez menor. Esta é a preocupação que gerou a construção desta página. Precisamos urgentemente mostrar que a escola funciona melhor com o nosso serviço. E esse serviço deve ser prestado com excelência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses detalhes não são lembrados por professores de faculdade e por isso os alunos de psicologia não são preparados para participar de CC. Provavelmente por nunca terem sido psicólogos escolares de fato, os professores de psicologia escolar nas faculdades pecam por ignorância. Um item tão importante como a participação de um profissional no CC nunca foi tratado em nenhum dos livros de Psicologia Escolar que eu tenha lido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6988023888540070131?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6988023888540070131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/01/conselho-de-classe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6988023888540070131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6988023888540070131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2011/01/conselho-de-classe.html' title='Conselho de Classe'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-992396518715504583</id><published>2010-11-27T19:29:00.004-03:00</published><updated>2010-11-27T20:51:37.554-03:00</updated><title type='text'>Jogos de computador e desenvolvimento cognitivo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jogos são simuladores de situações que nos proporcionam vivenciar aspectos da realidade e de nossa personalidade sem riscos para nossa integridade física, psíquica ou emocional. Muitas vezes os limites entre realidade e simulação são desrespeitados pelos jogadores. Isto, entretanto, não invalida a função e os benefícios que os jogos nos oferecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizo jogos com meus alunos e alunas para avaliá-los/as e para trabalhar suas fragilidades. Durante as partidas, as crianças agem livremente e se sentem seguras. Nossas intervenções facilitam esta sensação. Quando o rapport está estabelecido é possível mostrar-lhe que comportamentos podem estar influenciando o baixo rendimento escolar, a falta de atenção, os problemas de comportamento, alguns problemas de fala, entre outras questões. Estes sintomas são os mais frequentes que enfrentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As possibilidades de erros, as negociações de regras, as situações imprevistas, as quebras de acordos, os logros, as fraudes que uma partida proporciona ocorrem apenas em uma mesa real. Elas fazem com que as crianças exponham como agem. É no momento em que se detecta uma ação problemática que alertamos a criança, conscientizando-a do que realmente ocorre. A partir deste momento pode acontecer a mudança de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, os pais, irmãos, primos, amigos de uma criança corrigem suas atitudes e conceitos errôneos durante partidas de jogos ou fora deles. A ação terapêutica, no entanto, está ligada a nossa atuação profissional, e pode ser utilizada como instrumento na clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito do desenvolvimento cognitivo que os leigos percebem estar ligado aos jogos advém desta possibilidade que os jogos trazem. Mas ela está mais ligadas às relações sociais, suas funções e impactos do que dos jogos em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática de jogar no computador reduz muito a riqueza que estes simuladores propiciam por cortar as possibilidades de erros, negociações, dilação de tempo e as já citadas. A substituição da atuação no mundo (subir em árvores, pular corda e amarelinha, pique-pega) pelo uso de computadores, internet e playstation é condenável exatamente devido a restrição de convivência social que impõem. Há desenvolvimento sim, mas é restrito, limitado, proporciona indivíduos ensimesmados, autocentrados, que se satisfazem com suas relações homem-máquina. Solidão, individualismo, intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No computador, não é possível errar, lograr, negociar, refazer as regras. Tudo é rígido é pré-estabelecido. Não há criatividade, espontaneidade, cooperação, tolerância, amizade, companheirismo. Esses valores não são valorizados nos jogos de máquinas mesmo se há outras pessoas operando, como na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogos eletrônicos são úteis, seguros, educativos. Mas estão longe de ser substitutos da vida saudável das ruas e das mesas que, com seus perigos, nos ensinam os riscos reais que a vida com os outros nos trazem. Estes últimos nos ensinam a como lidar com as pessoas, o que e quem devemos evitar e/ou aceitar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-992396518715504583?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/992396518715504583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/11/jogos-de-computador-e-desenvolvimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/992396518715504583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/992396518715504583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/11/jogos-de-computador-e-desenvolvimento.html' title='Jogos de computador e desenvolvimento cognitivo'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7715211930683763916</id><published>2010-11-07T21:17:00.006-03:00</published><updated>2010-11-07T22:49:34.917-03:00</updated><title type='text'>Dez mil acessos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando este blog completou 1.000 acessos, fiz questão de marcar a data com um pequenino texto. Neste eu agradecia às pessoas que me reforçavam em minha tarefa de registrar minha produção intelectual. De lá para cá, todos os milhares foram comemorados com uma postagem entitulada com o devido número. Este novo milhar é bastante significativo para mim, assim como o foi o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita é, para mim, uma necessidade. Principalmente, em minha atividade laboral, preciso escrever porque não disponho de colegas psicólogas escolares tão próximas ao ponto de discutir as idéias que me vão surgindo. Meus amigos mais próximos estão sempre ouvindo estas minhas idéias, minhas angústias, meus limites, as barreiras que a psicologia nos impõe, as dificuldades que a instituição em que atuo me apresenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por perceber a solidão típica da psicologia, meu amigo Jorge Pimentel me sugeriu escrever um livro. Minha colega de faculdade e amiga, Ana Karina de-Farias, escritora de vários títulos em Psicologia Comportamental, indicou-me a importância de profissionais práticos como eu teorizar sobre suas áreas de atuação. Disponibilizou-se para escrevermos juntas um livro sobre Psicologia Escolar. Anos depois da primeira sugestão, o mesmo Jorge mostrou-me como seria fácil iniciar um livro com um blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois aqui estamos, após um ano e meio da criação deste blog, atingindo 10.000 acessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha frequencia de postagens caiu um pouco, mas tenho motivos laborais que explicam isto. Temos escrito muitos relatórios sobre nossos pequenos clientes, seus pais e professores. Isto esvazia um pouco a elaboração intelectual teórica. A intensidade de trabalho prossegue. A quantidade de livros lidos como apoio à prática da psicologia tem aumentado conforme vocês podem conferir na postagem homônima. A novidade que trago agora é que este blog se transformará em livro, conforme a sugestão dos meus amigos queridos já citados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus agradecimentos não são palavras vazias. Agradeço imensamente às pessoas que participaram da elaboração deste blog em todas as suas fases:&lt;br /&gt;Jorge Pimentel,&lt;br /&gt;Nilvania Faria,&lt;br /&gt;Cleide Souza,&lt;br /&gt;Carlos Adamuz,&lt;br /&gt;Lana Vieira,&lt;br /&gt;Veida Capone,&lt;br /&gt;Cristina Ramos,&lt;br /&gt;Ana Karina de-Farias,&lt;br /&gt;Valentina Fonseca,&lt;br /&gt;Alessandra Sousa,&lt;br /&gt;meus alunos e minhas alunas, professoras que atendi, pais provocadores, leitores/as, ex-alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme prometido ao Carlos, a festa de comemoração acontecerá na terça-feira, às 19 horas, no velho e bom Acarajé da Rosa da Asa Norte. Todos estão convidados, exceto os listados acima que são convocados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7715211930683763916?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7715211930683763916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/11/dez-mil-acessos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7715211930683763916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7715211930683763916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/11/dez-mil-acessos.html' title='Dez mil acessos'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6639877070862021384</id><published>2010-10-27T08:40:00.006-03:00</published><updated>2010-10-27T10:48:34.740-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Síndrome de Klinefelter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TGD'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transtorno Global do Desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Síndrome de Rett'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Síndrome de Asperger'/><title type='text'>Ainda sobre o autismo</title><content type='html'>Os transtornos globais do desenvolvimento (autismo, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, síndrome de Klinefelter) se mostram de modos diferentes em cada indivíduo. Ultimamente, o número de casos diagnosticados tem aumentado muito, possibilitando o pensamento de que há uma "epidemia". Na verdade, os especialistas apontam para uma maior sensibilidade por parte dos profissionais para identificar o transtorno. Porém, ainda há despreparo para identificar os sintomas por parte da maioria dos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço de mães e pais a dificuldade em encontrar um diagnóstico para seus filhos/as. Há muitas nuances relacionadas a este problema em particular. Um deles é o desconhecimento dos sinais que indicam problemas na criança por parte de profissionais da saúde. Há estudos que apontam indícios já na primeira infância. O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Instrumento de Vigilância Precoce do Autismo: manual e vídeo&lt;/span&gt; de C. Lampreia e M.M.R. Lima, já resenhado aqui, apresenta os comportamentos que crianças exibem e que estão ausentes em indivíduos autistas. Infelizmente, não é sempre que encontramos pediatras interessados em transtornos deste gênero. Além disso, os sinais são sutis e podem ser percebidos como temporários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ordem de questões se relaciona a aceitação do problema. Há famílias que ignoram o diagnóstico. Não percebem comportamentos estranhos, anti-sociais, descontextualizados em seus pequenos. Justificam-nos frente aos questionamentos de amigos e parentes próximos. Lidam com os sinais autísticos como se fossem normais. De fato o são em seu filho, mas não são esperados ou aceitos socialmente. Esta ação dos genitores é justificada pela recusa em ver o filho ou a filha com anormalidades. Ou ainda, recusam-se a admitir um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há relatos de que bebês autistas são muito quietos. Os pais dos alunos que diagnostiquei apontam para pouco choro e boa adaptação na primeira fase da vida. Na verdade, os sinais podem ser interpretados como baixo envolvimento social, já que o choro é uma forma de comunicação e a peraltice, uma busca de conhecimento sobre o mundo. Além disso, o apego à rotina típico nas pessoas que apresentam transtornos globais do desenvolvimento (TGD) reduz o efeito devastador do problema quando respeitada pelos demais. Os pais também se acostumam com a rotina e a aceitam. Essa "tranquilidade" aumenta o tempo para se chegar a um tratamento adequado. Quanto mais cedo há um diagnóstico, mais rapidamente pode-se ter efeitos benéficos observáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universalização da educação, com obrigatoriedade de frequencia institucional, possibilita que as crianças entrem em contato com profissionais com outra formação, além da médica. Esta possibilidade permite que o estranhamento se concretize e se fortaleça, principalmente porque as/os educadoras/es comparam os comportamentos de seus alunos/as. Além disso, no caso do rendimento escolar não ser compatível com a turma, é obrigação das/dos docentes indicarem isto aos pais e a outras instâncias educacionais. Muitas vezes é este o momento em que o diagnóstico acontece.&lt;br /&gt;Aqui exponho nossa responsabilidade enquanto psicóloga/os escolares. Precisamos ter noções de psicopatologia para identificarmos sinais autísticos e também devemos saber como anunciar a nossa suspeita de um diagnóstico tão difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os TGD não são considerados doenças e não há cura. A sociedade tem essa idéia de autismo. E ouvir que um filho pode ter esse diagnóstico não é nada fácil. Várias fantasias caem por terra. Os sonhos não são mais possíveis. As ambições com a criança devem ser reconstruídas. A simples suspeita de que a/o filha/o tem TGD pode levar a depressão, sensações de incompetência, pensamentos suicidas. Temos observado famílias se desintegrarem, casamentos serem desfeitos e afastamento paternos por dificuldades em aceitar ou se imaginar como genitor de uma criança com TGD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia trata estas reações como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o luto do filho saudável&lt;/span&gt;. Uma mãe me procurou, certa vez, e perguntou se esse luto tem prazo. Que tristeza! Não, não há. Não consigo imaginar como seria perder a minha mãe. Penso que choraria pelo resto da vida, sempre que me lembrasse dela depois que isso acontecesse. Talvez algumas pessoas sintam isto em relação a seus filhos/as com TGD. Elas não devem ser julgadas por se sentirem assim. Mais uma vez devemos ser empáticos/as, nos aproximarmos o máximo possível e acolhê-las em sua dor, em seu luto. A dor e o luto não são mensuráveis e não têm tempo. Faz parte do acolhimento dizer isto aos pais e às mães. Informar que eles podem chorar sempre por sua criança não ser como as demais, por não ter problemas que a maioria tem, que seu desenvolvimento acontece, mas de forma diferente. Eles não devem sentir culpa por ter estes sentimentos. Este acolhimento e posterior aceitação da emoção negativa possibilita um fortalecimento do/a cuidador/a da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extremamente importante observar cuidados ao se comunicar a suspeita e a definição do diagnóstico. Neste momento, é imperioso prever a dor dos genitores e acolhê-la. Não há como evitar tal emoção. Permitir que ela venha a tona e que possa ser experimentada é função nossa. A psicologia nos treinou para reduzirmos o impacto negativo da notícia. Temos obrigação de atuar neste sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sendo muito firme nesta proposição, porque já ouvi relatos de traumas advindos de diagnósticos apresentados de chofre. Muitos médicos não são treinados para oferecer este tipo de informação com delicadeza. E nós, psicólogos e psicólogas, não podemos nos furtar do nosso papel de facilitadores de emoções difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso principal apoio são as possibilidades que se abrem após a nomeação da síndrome. As melhorias no processo de adaptação dos pequenos. As possibilidades de tratamentos com bons resultados. Quanto mais cedo for identificado o transtorno, melhor para o desenvolvimento do indivíduo. E os resultados positivos facilitam o enfrentamento por parte da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fiz anteriormente, indico o sítio do Movimento Orgulho Autista do Brasil (MOAB) e informo que há reuniões promovidas pelo MOAB entituladas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desabafo Autista&lt;/span&gt;. Nessas ocasiões, são convidadas todas as pessoas que, de alguma forma, estão envolvidas com o tema. Assim, mães, pais, psicólogos, professoras, diretores de escolas, orientadoras educacionais, terapeutas, autistas têm espaço para falar o que e como quiserem sobre sua vivência com pessoas com TGD. Essas reuniões são sempre emocionantes e esclarecedoras. Mostram-nos como é importante a possibilidade de auto-exposição quando nos encontramos em um lugar tão difícil tal qual o de cuidador de uma pessoa com TGD. Em Brasília, esses encontros acontecem uma vez por mês, preferencialmente nos terceiros sábados do mês. Indicarei a programação em breve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indico para leitura outra postagem deste mesmo blog:&lt;br /&gt;http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/08/sobre-o-autismo.html&lt;br /&gt;Neste endereço encontrarão o endereço do Movimento Orgulho Autista Brasil e links para o filme &lt;span style="font-style:italic;"&gt;After Thomas: um amigo inesperado&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6639877070862021384?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6639877070862021384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/10/ainda-sobre-o-autismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6639877070862021384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6639877070862021384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/10/ainda-sobre-o-autismo.html' title='Ainda sobre o autismo'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6103302381446802011</id><published>2010-09-28T20:56:00.003-03:00</published><updated>2010-09-28T21:12:33.279-03:00</updated><title type='text'>9000</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mais uma vez, marcando a data de chegada a mais um milhar, escrevo agradecendo à/aos visitadore/as, amigo/as e frequentadore/as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me parabenizou no domingo por já contarmos com 8900 e poucos acessos. Com a correria do trabalho, somente hoje pude acessar o blog para verificar a marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, deixo claro a minha alegria em perceber que há pessoas interessadas em Psicologia Escolar. Mais do que isto, há interesse em ler produções sobre a aplicação da ciência psicológica na escola, mesmo que os textos não sejam cientificamente tratados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero prosseguir contribuindo com estudantes de psicologia, profissionais da área e acadêmicos que buscam novidades ou aplicação prática para as teorias psicológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informo ainda sobre a minha disponibilidade para discussões, críticas e sugestões de temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos que sempre são citados aqui desde a criação deste blog, alerto para o meu compromisso de festejar o próximo milhar: 10.000. O convite-convocação já está lançado! E o Carlos, como autor da ideia, deverá ser o primeiro a chegar na comemoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada pela frequencia, questões, incentivo e amizade!&lt;br /&gt;Vicenza&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6103302381446802011?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6103302381446802011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/09/9000.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6103302381446802011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6103302381446802011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/09/9000.html' title='9000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3404643603683665242</id><published>2010-09-11T21:52:00.006-03:00</published><updated>2010-09-19T16:24:28.670-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teste Raven infantil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teste de inteligência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matrizes Progressivas Coloridas de Raven'/><title type='text'>Teste de inteligência: Matrizes Progressivas Coloridas de Raven</title><content type='html'>Os testes psicológicos são um dos instrumentos que mais caracterizam a nossa prática perante a sociedade. Os psicólogos são conhecidos e descritos pela ação em consultórios particulares, nas terapias, e na mensuração ou caracterização de elementos idiossincráticos relativo a populações. Somos reconhecidos pelas produções nessas duas vertentes do nosso trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por esse motivo que este texto se torna delicado. Particularmente, não sou afeta à aplicação de testes. Creio que nós, humanos somos muito mais capazes de mensurar qualquer característica que desejarmos. Talvez seja óbvio esta informação. Assim, os testes viriam ratificar uma opinião profissional de forma a fortificá-la. Mas este argumento não me parece ter sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos, através do estudo da história destes instrumentos psicológicos, que os primeiros testes inventados foram os de inteligência e que surgiram com o objetivo de classificar crianças de forma a facilitar o ensino. Seu crescimento ocorreu devido à urgência em se treinar soldados para a guerra sendo usados para excluir indivíduos com baixa capacidade intelectual e que aumentavam o tempo e o custo do treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, lanço aqui uma questão prática quanto a utilização de testes de inteligência no Brasil. Usamos, aqui no Distrito Federal, no âmbito da Secretaria de Educação, nas escolas públicas, o teste chamado Matrizes Progressivas Coloridas de Raven – ou o teste Raven de inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senso comum nos informa que as crianças a cada geração estão mais espertas. Nos assustamos com o uso de palavras e expressões avançadas para a idade em nossas crianças. Qual seria a validade atual deste instrumento na aplicação deste teste hoje? Será que o resultado de percentil 50% de um aluno corresponde realmente a média de inteligência da população à qual esta criança pertence? (Verificar Efeito Fynn)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra questão que faço é respondida com muita tranqüilidade por especialistas da área de medidas psicológicas: o traço inteligência em nossa cultura é a mesma de outros lugares do mundo? E, em sendo o mesmo, pode ser atingido da mesma forma? É certo que nossa base cultural valorizada social e educacionalmente é a mesma – a cultura greco-romana. Mas a inteligência brasileira não é a mesma européia ou americana, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas questões tomam por base conhecimentos de senso comum, mas também tem fundamento nos conceitos das medidas psicológicas: a fidedignidade do fator a ser medido, a validade do instrumento e a padronização do mesmo. Afirmo aqui que o teste Matrizes Progressivas Coloridas de Raven está ultrapassado, não mais pode ser usado para referenciar o nível mental de nossos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu argumento prático, que se une ao argumento científico acima mencionado, foi a aplicação deste teste em um aluno que apresenta um atraso em seu desenvolvimento intelectual. Este atraso refere-se principalmente a sua falta de atenção, motivo pelo qual ele foi encaminhado ao nosso serviço. Sua falta de atenção provavelmente tem sua origem na superproteção do pai que tem seu primeiro filho com deficiência auditiva e que encontra neste segundo filho o seu ideal em desenvolvimento. A exigência imposta pela mãe não encontra resposta no filho que, indulgente, se apóia no pai e permanece sem crescimento e responsabilidade, provocando também baixo rendimento escolar. Vários são os sintomas psicológicos que este pai gera em seu filho, inconscientemente, é claro. Gostaria de destacar sua insegurança que o impede de oferecer uma resposta afirmativa para perguntas simples. Nosso aluno não tem certeza nem do que está diante de seus olhos ou tem medo demais de errar e ser criticado por isso. Nossa aplicação do teste em pauta resultou inteligência média neste aluno. Todos os nossos outros instrumentos – observação de interação entre pares, desempenho acadêmico, desempenho em jogos lúdicos entre pares e com adulto (com ou sem mediação), avaliação clínica indicaram uma inteligência abaixo da média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que respaldo nos dá este teste? Se ele não oferece este mínimo, para que serve então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando referências para as questões aqui lançadas encontrei o artigo Matrizes Progressivas Coloridas de Raven – Escala Especial: Normas para Porto Alegre, RS de Denise Ruschel Bandeira, Irai Cristina Boccato Alves, Angélica Elisa Giacomel, Luciano Lorenzatto, in Psicologia em Estudo, Maringá, v. 9, n. 3, p. 479-486, set./dez. 2004. Disponibilizado em http://www.scielo.br/pdf/pe/v9n3/v9n3a15.pdf, 11/09/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3404643603683665242?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3404643603683665242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/09/teste-de-inteligencia-matrizes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3404643603683665242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3404643603683665242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/09/teste-de-inteligencia-matrizes.html' title='Teste de inteligência: Matrizes Progressivas Coloridas de Raven'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7877671628008681021</id><published>2010-08-25T22:47:00.009-03:00</published><updated>2010-10-27T10:50:44.179-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transtorno Global do Desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avaliação Psicológica'/><title type='text'>Sobre o autismo</title><content type='html'>O autismo é entendido como um desvio no desenvolvimento normal de uma criança. Ele é classificado como transtorno global do desenvolvimento que, segundo o DSM-IV, deve manifestar os primeiros sintomas ainda na primeira infância, antes dos três anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sintomas de autismo atraso na aquisição da fala; ausência ou dificuldades no contato visual direto (olho no olho); falta de acomodação do bebê ao corpo do adulto quando em seu colo; não compartilhamento de atenção, surpresas, descobertas por parte da criança; ausência de verificação de aprovação/reprovação do adulto em relação às suas ações; apego a brinquedos bizarros ou improvisados; criatividade restrita; ecolalia; fala descontextualizada; restrições alimentares; apego a rotina e resistência a mudanças; comportamento estereotipado; dificuldades em interações pessoais; crises agressivas sem motivo aparente; auto-agressividade ou flagelação; fixação em determinados temas. Caso uma criança ou adolescente apresente um ou dois destes sintomas, deve-se observar atentamente seu comportamento. Quando houver suspeita, a família deve encaminhar a criança a um psiquiatra infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As características principais de uma criança autista são dificuldades ou desvios na comunicação, socialização, psicomotricidade e no comportamento. As formas de manifestação destes elementos ocorre de forma bizarra. Algumas vezes o contato com essas crianças pode causar assombro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há famílias que não percebem que há algo errado com seus pequenos. Ainda não li nada sobre as reações de pais e mães frente a seus bebês com comportamentos tão diferentes. A classe médica não está preparada para identificar comportamentos característicos de autismo na primeira fase da vida. Mesmo com suspeita e relatório comportamental detalhado da escola, é raro um médico atestar o transtorno antes dos seis anos de idade. O diagnóstico é feito por exclusão, não há exames que detectem o transtorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síndrome é muito comprometedora e impede as relações familiares corriqueiras. As famílias que contém um/a autista não admitem uma rotina comum e seus participantes adquirem sintomas relacionados à convivência com o/a sindrômico. A psicóloga clínica Ana Maria Bereohff nos alerta que devemos dar atenção aos irmãos de autistas. Como há uma ideia geral de que os pais morrem antes dos filhos, e sendo os autistas pessoas a priori dependentes, a/os irmã/os assume(m) a responsabilidade de cuidar. Algumas vezes essa assunção ocorre tão precocemente que a infância do irmã/o é podada. Estou acompanhando um caso em que o irmão de um autista deixa de brincar para ajudar a mãe a cuidar do outro. A mãe percebe o excesso e admite sair com os filhos separadamente para garantir a diversão do irmão, preservando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida dos adultos também modifica-se radicalmente devido a sua convivência com atos anti-sociais dos filhos com autismo. Além disso, não é raro verificar separações de casais quando um dos cônjuges não se implica firmemente com o problema. Em geral, percebe-se uma tendência masculina neste comportamento, provavelmente devido a crença, em nossa sociedade, de que as crianças são de responsabilidade feminina. Esse dado não é científico na medida em que não foi realizada uma pesquisa empírica, mas observações dos casos que estamos estudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos em contato com o movimento do Orgulho Autista que abarca familiares e profissionais que lidam com o autismo. Este movimento teve sua origem na sociedade estadunidense. Aqui em Brasília, o movimento é bastante forte e promove palestras com profissionais especializados pelo menos uma vez por ano e uma vez por mês há o Desabafo Autista quando os parentes, profissionais que lidam com autistas e os próprios acometidos se expressam livremente sobre a questão. Esses são momentos tão ou mais ricos quanto palestras com profissionais, posto que trata-se da realidade em relatos emocionantes contrastando com o distanciamento que a sistematização de conhecimentos provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Ana Maria Bereohff alerta para cuidados na avaliação psicológica de autistas. É necessário apresentar um ambiente rico em possibilidades e recursos para se identificar o interesse do acometido. Esse interesse pode ser detectado também através do discurso dos pais e dos profissionais da escola. Diz ainda a colega que se deve estabelecer metas possíveis para o tratamento psicoterápico. Ela sugere a leitura do livro “O estranho caso do cachorro morto” que se encontra em fase de filmagem para o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um filme que narra a história real de uma família com um filho autista, suas dificuldades e o estabelecimento de comunicação com o pequeno. O filme está disponível no U-Tube e chama-se “Thomas: um amigo inesperado”. O título original é “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;After Thomas&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações na postagem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ainda sobre o autismo&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/10/ainda-sobre-o-autismo.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://movimentoorgulhoautista.ning.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links para o filme &lt;span style="font-style:italic;"&gt;After Thomas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=7PhRJKcwHeY&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=RPK_SLApPyw&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=SDlV0_I358I&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=EVoZY3OwA3A&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=CT5XevwhFu8&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=mxrN06HEzx4&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=DSntI1Z1leA&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8mJwlYh-UQ0&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=OkBrCYnHHbs&amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=lb5gMpaAL64&amp;feature=related&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7877671628008681021?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7877671628008681021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/08/sobre-o-autismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7877671628008681021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7877671628008681021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/08/sobre-o-autismo.html' title='Sobre o autismo'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8962357802719212492</id><published>2010-08-25T08:23:00.003-03:00</published><updated>2010-08-25T08:33:08.427-03:00</updated><title type='text'>8000</title><content type='html'>Estamos nós aqui com 8000 acessos!&lt;br /&gt;Ontem quando visitei nosso blog, verifiquei que faltavam apenas seis acessos para completar os oito mil.&lt;br /&gt;É claro que fiquei contente e uma de nossas seguidoras já me felicitou ontem mesmo.&lt;br /&gt;É provável que tenhamos atingido essa marca nesta madrugada porque fiz minha última visita ontem às 23 horas.&lt;br /&gt;Mas isso não é importante.&lt;br /&gt;O melhor é saber que a minha sistematização tem servido a pessoas desconhecidas, curiosas em psicologia e questões escolares, estudantes, profissionais, pais ou leigos em psicologia.&lt;br /&gt;Lançar as ideias e auxiliar quem precisa delas é o objetivo deste blog.&lt;br /&gt;Muito mais válido do que um número sem sentido é avaliar que questões práticas estão chegando e sendo respondidas, que os textos tem sido lidos e auxiliado.&lt;br /&gt;Mais que a exposição de sistematizações de prática que ousam uma nova teoria, este sítio pode se transformar em um serviço.&lt;br /&gt;Grata estou aos meus seguidores e seguidoras e aos visitadores.&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8962357802719212492?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8962357802719212492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/08/8000.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8962357802719212492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8962357802719212492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/08/8000.html' title='8000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-9128104567881719009</id><published>2010-08-20T22:12:00.008-03:00</published><updated>2010-08-29T23:25:32.682-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TDAH'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DPAC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Déficit no Processamento Auditivo Central'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transtorno de Aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Problema de Aprendizagem'/><title type='text'>Dificuldade de aprendizagem</title><content type='html'>Há alguns anos atrás, as crianças que não aprendiam como as outras eram submetidas a exames médicos para se saber o que havia de errado com elas. Quando os exames não ofereciam nenhuma resposta, nenhuma justificativa para a dificuldade de aprendizagem, os médicos diagnosticavam Disfunção Cerebral Mínima. Quer dizer, o comportamento aponta que há algo errado no cérebro, mas os instrumentos construídos pelo homem ainda não conseguem detectar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa desculpa para o insucesso escolar não se sustentou por muito tempo. Hoje temos o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Além dele, temos também o Déficit no Processamento Auditivo Central. Este último é uma deficiência bem mais nova. Digamos, uma doença recente. Vamos analisar cada uma destas "doenças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a vida urbana é extremamente rápida, cheia de estímulos, insegura, superlotada. Voltamo-nos para dentro de casa, para nos protegermos e nos distraímos com uma grande quantidade de equipamentos modernos. Desnecessário é citá-los. Nossas crianças, que nem imaginam o que é um peão ou como brincar com ele, vão para a escola e encontram uma pessoa na frente de uma parede verde ou branca que fala durante quatro ou cinco horas todos os dias apontando um livro. Quanto interesse será que essa figura pré-histórica suscitará no pequeno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sustentar esta vida cheia de equipamentos novos que devem ser comprados para garantir a felicidade familiar, mães e pais precisam trabalhar durante todo o dia. A educação fica a cargo de uma pessoa cuja história e princípios não são questionados durante a contratação. As babás e secretárias do lar são responsáveis pela educação doméstica. Isso não é moderno. Aliás, isso me parece setecentista. Sabemos o quanto o nosso jeito de ser é africano e, particularmente, ligo isto à nossa raiz escravista. Este sistema impossibilita uma educação firme e efetiva porque não pode ser dada por uma pessoa de fora da família. Quem não é pai ou mãe tem permissão para falar com firmeza à criança. A família não habilitou a babá para fazer isso. A empregada, então, cuida para que as crianças não se machuquem e se alimentem nos horários corretos. Passar disso poderia ser interpretado como intrusivo ou até agressivo. Philippe Ariès demonstra em seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A história Social da Criança e da Família&lt;/span&gt; o quanto o cuidado e a educação das crianças foi delegada a pessoas incapazes ou pouco estruturadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos seis anos de idade a criança segue então para sua institucionalização obrigatória. É lá que se iniciarão os problemas. Muitas crianças chegam à escola com seu diagnóstico fechado pelos próprios pais. Conheço um pai que afirmava que seu filho de apenas dois anos era hiperativo e que gostava disso, pois todo hiperativo é bastante inteligente. Que pensamento frugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, grande parte das crianças denominadas hiperativas são mal educadas. As entrevistas com pais de alunos mostram isso. Os adultos não se sentem competentes para ensinar os pequenos e lhes dão tudo o que pedem. Ao menor sinal de desgosto, contrariedade ou chilique, os pais oferecem rapidamente satisfação. Infelizmente, não sabem que um ser humano com plena satisfação de seus desejos não cresce e tende à corrupção. Facilmente estes filhos se tornam déspotas e dominam os adultos. É comum orientar pais que afirmam não saberem como educar os filhos e pedirem auxílio neste sentido. Devido a quantidade de casos com estas características, somente oferecemos a possibilidade de diagnóstico de TDAH quando não há qualquer mudança de comportamento uma vez oferecido o limite necessário pelos pais e professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças hiperativas não são compreendidas nas escolas. Ensiná-las é difícil porque não se intimidam em expressar, diretamente ou através de seu comportamento, que não querem ser ensinadas com o método proposto. Seu pensamento é agitado, rápido e extremamente vigilante. Atentam-se para todo e qualquer estímulo, mas por pouco tempo. Têm a atitude exigida para os executivos modernos: atenção flutuante, ação constante, agilidade de pensamento, perspicácia com novidades do mercado. Nosso sistema educacional não está preparado para tais crianças. Nosso método é antigo, ultrapassado. A medicina auxilia a educação dopando as crianças para que, mais calmas e centradas, consigam suportar a aula e aprender lentamente. Tornam-se então um problema de saúde ao invés de instigarem a mudança do sistema educacional.&lt;br /&gt;Quanto ao Déficit do Processamento Auditivo Central (DPAC) – também chamado deficiência, transtorno ou distúrbio – trata-se da dificuldade em decodificar as informações sonoras quando as estruturas do aparelho auditivo não revelam nenhum problema. Alguns se referem a uma surdez sem razão estrutural. Funcionalmente a pessoa não escuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas mães diagnosticam este problema em casa quando chamam seus filhos várias vezes e quando se cansam vão perto da criança e lhe dizem o que querem. Cansadas, afirmam “esse menino parece que não escuta!” Coisa mais antiga! A audição está ótima, a compreensão do que têm interesse também não é prejudicada, mas, quando a gente precisa de alguma coisa, o ouvido não funciona. Os comerciantes fazem isso desde o início de sua profissão. Não escutam reclamações, mas sim pedidos e elogios. Quantos de nossos alunos têm ouvidos de mercador? Com um laudo médico de DPAC deixam de ser exigidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto estes diagnósticos podem ser prejudiciais ao desenvolvimento de uma criança?&lt;br /&gt;“Se um aluno tem DPAC, não se deve esperar que ele escute.” “Caso nosso aluno tenha TDAH, não adianta querer que ele dê atenção ao que dizemos.” “Não temos preparo para educar um aluno com um laudo destes e sequer recebo para isso.” “Afinal de contas, somos profissionais da educação e não da saúde.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um grande risco na medicalização do ensino. Denuncio aqui a extensão que esta ação tem tomado em nossas escolas. Cada vez mais há doenças na população infantil. Nossos alunos devem ser ensinados, mesmo que estejam doentes. Transtornos, déficits, deficiências, distúrbios, doenças, síndromes não são desculpas para o desenvolvimento não acontecer. Esses termos não são escolares, nem educacionais ou pedagógicos. Enquanto profissionais da escola nós, psicólogos, devemos estar alertas para fazer o serviço de saúde e de orientação sem nos deixar iludir ou paralizar por estes laudos. Nossa função é alertar e apoiar o corpo docente a realizar o trabalho criativo de que são capazes, forçando o limite de cada criança e provocando seu crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transtorno, dificuldade, distúrbio, problema de aprendizagem não devem ser resolvidos com laudos médicos, fonoaudiológicos, psicológicos. Devem ser superados na ação responsável e competente dos profissionais da educação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-9128104567881719009?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/9128104567881719009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/08/dificuldade-de-aprendizagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9128104567881719009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9128104567881719009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/08/dificuldade-de-aprendizagem.html' title='Dificuldade de aprendizagem'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1436268357073078382</id><published>2010-07-28T09:46:00.001-03:00</published><updated>2010-07-28T09:48:21.433-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='problemas de aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diagnóstico psicológico'/><title type='text'>Formação continuada</title><content type='html'>A visão treinada dos psicólogos identifica facilmente crianças que podem ser beneficiadas com nosso auxílio. Quanto mais, trabalhamos mais fina fica a nossa observação, melhor a nossa escuta. É provavelmente devido a isto que o Conselho Federal de Psicologia oferece a psicólogos o título de especialista para profissionais que atuam na área pleiteada de especialização mediante comprovação de tempo de serviço e prova de conhecimentos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhei de 2001 a 2008 com alunos que têm dificuldade de aprendizagem, entre 2008 e 2010 como psicóloga escolar residente e agora realizo diagnósticos e apóio pais e professores em suas funções de educadores. Nessa nova fase, eu e minha parceira de trabalho que é pedagoga, lidamos com a grande responsabilidade de afirmar que vários alunos são ou têm transtornos, distúrbios, doenças muitas vezes assustadoras para pais e escolas. Estes alunos se destacam da maioria e por isso são encaminhados aos nossos cuidados. Alguns têm apenas problemas de adaptação, mas a maior parte tem mesmo algum problema grave que a professora ou os pais sozinhos não conseguem resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com experiência, muitas vezes ficamos indecisas sobre o melhor diagnóstico e quais os termos devemos usar para sermos entendidas de forma profunda, inequívoca e fácil. Relatamos nossas observações e avaliações para pais, professoras, médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, psicomotricistas, burocratas da Secretaria de Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideramos que temos oportunidade privilegiada de acesso às crianças e ao seu ambiente escolar. Temos tempo para observar os pequenos, para conversar com as professoras e pais (às vezes levamos duas horas com cada um), para discutir o caso com os profissionais da escola ou extra-escolares e entre nós mesmas. Por isso, acreditamos que devemos fundamentar a avaliação dos demais profissionais que atenderão a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso relatório é minucioso, amplo, descritivo, longo, cuidadoso. Expomos apenas as informações que consideramos relevantes. Buscamos o melhor atendimento pelas escolas e melhor tratamento pelos profissionais de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fundamentar nossa prática, estamos sempre estudando, discutindo nossas teorias de base, buscando livros, cursos, participando de palestras e debates, consultando outros profissionais. Esta ampla busca de informações sobre cada criança em investigação é provocada pela intenção de alcançar o melhor resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta preocupação e empenho possibilitam cada vez melhor desempenho. Quando declaramos aos pais nosso diagnóstico, nossa orientação mostra a segurança construída depois de muito estudo e debate. Muitas vezes surpresos durante a entrevista, os responsáveis têm suas angústias acolhidas de forma a saírem do encontro com traquilidade. A sensação de ignorância e desnorteamento são sanadas nesta mesma oportunidade e os pais sentem a firmeza do apoio da escola para enfrentar os problemas em conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa busca é brindada com a adesão dos adultos às nossas sugestões de tratamento. A confiança que pais e professores depositam na nossa atuação nos dá certeza de que nossa conduta é acertada. Temos tido boas respostas dos profissionais das escolas que atendemos (que são cinco). Pais saem mais leves de encontros conosco mesmo aqueles que demonstram personalidade arredia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1436268357073078382?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1436268357073078382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/07/formacao-continuada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1436268357073078382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1436268357073078382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/07/formacao-continuada.html' title='Formação continuada'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7810641832752049046</id><published>2010-07-18T21:45:00.005-03:00</published><updated>2010-07-23T11:14:34.449-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bulling'/><title type='text'>Fortalecimento de Ego</title><content type='html'>Somos dominados por nossos próprios pensamentos. Nossas crenças nos limitam as ações. Se acreditarmos que não podemos voar, ficamos junto a terra. Santos Dumont acreditou que poderia voar e inventou o avião. Mas as imposições de outras pessoas não têm o mesmo efeito. Nelson Mandela nunca acreditou na superioridade da “raça” ariana. Sofreu por isso e mostrou a todo o mundo como os homens são equivalentes independentes das cores de sua pele. É claro que esses exemplo são de pessoas distintas, indivíduos fortes, admiráveis. Digo, então, que isto é o que os difere de nós. A fortaleza de sua personalidade faz com que os demais da espécie pensem como eles e não o contrário, forçando uma reestruturação de crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho o &lt;em&gt;bulling &lt;/em&gt;seguindo esta teoria. Devemos fortalecer as personalidades das quais cuidamos para que elas próprias possam apossar-se de si mesmas e não submeter-se a ideias destruidoras advindas de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um/a aluno/a me procura solicitando auxílio porque outro/a aluno/a xingou sua mãe, está claro para mim que quem precisa de intervenção urgente é ele/a. Questiono diretamente se a sua mãe é o que o/a colega lhe falou. Logicamente a criança responde negativamente. Apresento assim a sua contradição, já que sua mãe não é tal, qual a origem de sua preocupação? Esvaziada a angústia, passo a tratar o/a ofensor/a. Coloco-o/a na situação do/a colega ofendido/a. Além disso, questiono qual o efeito das ações da mãe do outro sobre suas vidas. A ofensa perde o sentido, são exigidas desculpas apropriadamente e questiona-se se são aceitas. A amizade é restabelecida ou não e, quando cabível, as punições são estabelecidas perante os dois ou quantos sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ocorrer a repetição/continuação da ofensa, mas a partir desta intervenção o/a ofendido/a terá opção de não se sentir assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que esta é uma das principais ferramentas de trabalho da Psicologia: o fortalecimento do ego que possibilita primordialmente a autonomia do sujeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7810641832752049046?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7810641832752049046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/07/fortalecimento-de-ego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7810641832752049046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7810641832752049046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/07/fortalecimento-de-ego.html' title='Fortalecimento de Ego'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8629200797965619947</id><published>2010-07-18T21:08:00.006-03:00</published><updated>2010-07-23T11:24:23.316-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Cultura e fragilidade humana</title><content type='html'>Quem é meu leitor já percebeu que meu estilo de escrita é livre, sem preocupação com citações. Muitas pessoas me dizem que é fácil ler o que escrevo e sinto isto como um elogio. As ditas citações fazem o texto ser científico. Não me preocupo em ser científica, mas em compartilhar teorias que formulo advindas da minha prática profissional. Sobre a minha concepção de relação teoria/prática escreverei em próxima oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a ciência nos afastou muito da natureza e isto tem nos feito bastante mal. Já falei sobre a pouca produção científica brasileira na área de psicologia escolar e como isto é preocupante. Creio que a necessidade de fundamentação teórica é um dos agravantes deste problema. Sendo válido somente o que é dito quando se relata o pensamento de terceiros, a fala autêntica se perde e a criatividade empobrece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamarck nos brindou com um pensamento autêntico quando postulou o conceito de desenvolvimento de órgãos através de uso e desuso. Se ele tomou esta idéia de outrem, quem ficou famoso foi ele e não posso ser culpada por esta injustiça. Dizem que as pessoas que comem pouco ou não comem (as que vivem de luz, sei lá) têm seus estômagos muito reduzidos. É sabido que usamos apenas 10% da capacidade de nosso órgão cerebral. Então, como é que nosso cérebro é tão extenso? Por que o usamos tão pouco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que a cultura tem nos aprisionado e por isso estamos nos tornando fracos, menos inteligentes, desamparados frente as forcas da natureza e reféns da violência uns dos outros. Resumindo, estamos afastados da natureza que nos fortalece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que na idade média, os guerreiros usavam armaduras pesadíssimas e que suas espadas os homens de hoje não as podem sustentar, imagine se podem lutar com elas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monteiro Lobato em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Saci&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sítio do Pica Pau Amarelo&lt;/span&gt; através do personagem título nos fala o quanto o ser humano é despreparado para a vida. Todos os animais e vegetais já nascem sabendo o que devem fazer para sobreviverem, procriarem e morrerem. Nós temos que permanecer anos na escola para termos vidas de acordo com nossa cultura. As clínicas de distúrbios sexuais nos apontam para a falência de nossa atividade sexual. Quanto a morte, com perdão da minha ignorância, apenas monges adiantados sabem como morrer ou conduzir alguém por este portal, seja para outra vida, seja para o nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ressaltar que muitas de nossas crianças vão bem sem a escola. Sobrevivem usando as regras sociais em seu benefício, algo que mostra inteligência. Porém, são pouquíssimas as que conseguem viver por muito tempo, principalmente nas grandes cidades onde são perseguidas ao invés de acolhidas. Mesmo assim tais crianças precisam aprender a andar, falar, o funcionamento das regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho orientado pais de alunos/as a treiná-los/as sobre os perigos da rua porque a violência urbana tem trancado nossas crianças em casa. A tecnologia, a ciência, a cultura faz com que os pequenos se acomodem em casa sem reclamar a falta que o convívio com seus pares e com a natureza lhes faz. Eles engordam, ficam preguiçosos, energizados negativamente, perdem oportunidade de cooperação, perdem percepção de risco, postura alerta e se tornam extremamente frágeis. Se há mais vento, não sabem que já vem chuva e devem se proteger. Não conhecem as árvores e não percebem que lhes podem cair frutas na cabeça, como abacates. Não conhecem intenções de pessoas desconhecidas que lhes podem fazer mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frágeis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós nos tornamos cada vez mais frágeis. Nossas crianças não têm treino corporal, intelectual, afetivo para dificuldades. Quais são nossos objetivos com elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje a ciência não explicou como as Pirâmides do Egito e Stonehenge foram construídas. E eu não posso imaginar como temos o maior cérebro dentre os seres vivos. Mas quem sou eu, não é mesmo? Não passo de uma livre pensadora que divide suas inquietações com pessoas igualmente curiosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8629200797965619947?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8629200797965619947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/07/cultura-e-fragilidade-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8629200797965619947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8629200797965619947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/07/cultura-e-fragilidade-humana.html' title='Cultura e fragilidade humana'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4909217667678270405</id><published>2010-06-23T13:25:00.002-03:00</published><updated>2010-06-23T13:31:29.385-03:00</updated><title type='text'>7000</title><content type='html'>Upa, upa, upa!!!!!&lt;br /&gt;Como estou contente!&lt;br /&gt;Sinalizo, como de costume, que nosso blog atingiu a marca de 7000 acessos.&lt;br /&gt;Tenho cada vez mais recebido mensagens de estudantes, pais de alunos e profissionais discutindo, lançando questões, enfim contribuindo para o crescimento deste sítio e da área.&lt;br /&gt;Informo que o meu e-mail pessoal está exposto na lateral esquerda do blog e que pode ser usado para comentários quaisquer.&lt;br /&gt;Quero de público agradecer as/os companheiras/os que me auxiliam grandemente fazendo a revisão dos textos publicados e sugerindo temas para serem expostos e discutidos:&lt;br /&gt;Veida, Carlos, Nilvânia.&lt;br /&gt;Um beijo no coração de vocês!&lt;br /&gt;Obrigada a todos e todas que sugeriram questões (valeu, Mariane!) e que nos brindam com sua atenção e comentários.&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4909217667678270405?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4909217667678270405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/7000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4909217667678270405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4909217667678270405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/7000.html' title='7000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-5846910013642517407</id><published>2010-06-20T18:32:00.003-03:00</published><updated>2010-06-20T19:58:13.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia e escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia na prática'/><title type='text'>Ecologia Prática</title><content type='html'>Estamos em uma era de cuidado extremo com a casa onde moramos justamente pelo fato de não termos cuidado adequadamente por muitos anos. O respeito pelo ambiente que nos cerca não envolve somente plantas e animais, mas pessoas que fazem parte dele. Sempre me considerei uma pessoa ecológica e neste blog mostro no &lt;em&gt;Espaço Ecológico &lt;/em&gt;um pouco disso. Quando era menina me preocupava com a saúde da população de Cubatão e imaginava como poderia agir pessoalmente para salvar o planeta já que as baleias estão tão distantes fisicamente de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, no mês passado tive uma amostra do quão difícil este exercício pode ser. Um dos parques ecológicos do Planalto Central é o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Há um número imenso de cachoeiras lindíssimas, o cerrado é preservado e a comunidade é bem preparada para o turismo ecológico na sua principal entrada: o povoado de São Jorge, município de Alto Paraíso, Goiás. Pela proximidade com o DF, nós, brasilienses, vamos muito lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, fui um final de semana para aproveitar a região usando minha bicicleta como transporte. Ainda não estou acostumada com ela, mas tenho certo preparo físico, pois me exercito correndo. Todas as pessoas que atendem nas pousadas, restaurantes, lojas e mercados são muito solícitas e preparadas para o turismo. Eu sou muito comunicativa e informei para algumas pessoas que me atenderam que eu pretendia ir a algumas cachoeiras de bicicleta. Todos eles foram unânimes em seu espanto e alerta de distância e dificuldade. Eu só pensava na quilometragem e ela estava dentro dos meus limites. Quando eu insistia que não seria tão difícil, eles respondiam que eu deveria estar preparada e desejavam boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro passeio demorou mais que o dobro do tempo que eu havia previsto. Foi excelente! À luz do plenilúnio, cheguei a desligar o meu farol. Porém, em Brasília ando de bicicleta no asfalto, pouco relevo e em parques urbanos sem carro. Tive que enfrentar as costelas da estrada de terra, a poeira levantada pelos carros que passavam, defeitos da bicicleta e ladeiras impensadas. Minha inocência infantil manteve a graça do passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, deixei a magrela descansando e fui fazer trilhas a pé e depois de carro. No último dia, resolvi usar minha bicicleta novamente para fazer um passeio de seis quilômetros. Antes de vencer os três quilômetros iniciais, eu já estava pedindo ajuda ao altíssimo. Depois de ultrapassar a porteira de acesso, recebi as instruções dos donos da fazenda sobre as cachoeiras. Desci os outros três quilômetros com dor nos nós dos dedos de tanto frear. Mal sentava-me devido às costelas e aos buracos da estrada de terra. A vista era encantadora e os odores do cerrado fascinantes. As cachoeiras são fabulosas e descansei bastante antes de subir novamente. Não me senti a vontade para banhar-me devido à quantidade de pedras e ao receio de trombas d’água que ocorrem nesta época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já chegava a hora de retornar. Sabia que seria difícil, por causa da decida bastante íngreme. Penso que fiz apenas duzentos metros sobre a bicicleta. Todo o trajeto foi feito empurrando o transporte sobre o sol seco do meio-dia. Nunca suei tanto! Durante a subida, meu companheiro sugeriu ir buscar o carro na cidade para me buscar. Meu herói! Ambos, quase mortos, chegamos ao portão da propriedade onde o filho do dono nos ofereceu água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu esperava meu super-homem retornar, engajei uma conversa sobre a região com o responsável pelo local. Então perguntei sobre o horário de encerramento de visitação das cachoeiras. Ele informou-me que todos os proprietários de terras concordam em encerrar as atividades às cinco da tarde por causa dos bichos. Eu, ignorante, pensei que seria para proteção dos humanos. Ele prosseguiu informando que a maioria dos animais sai entre seis e oito horas da noite para buscar alimentos e/ou caçar. Se eles virem um bicho-homem, voltam à toca e não saem mais. Isto prejudica principalmente os filhotes em amamentação. As fêmeas nutrizes podem ficar fracas, e seu leite consequentemente, fragilizando a prole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei espantada com a justa preocupação do nativo e a profundidade de seu conhecimento. Afinal, concluí, eles não estão preparados apenas para o lucro extraído da beleza natural de que dispõem. Também não estão preocupados com seus irmãos em espécie. Estes brasileiros sabem como proteger os animais que ocupam as terras das quais são responsáveis. Se ocupam e informam os desavisados (eu) sobre os perigos da região e são exigentes quanto a lixo e coleta. Em todas as cachoeiras que visitei, há avisos sobre o cuidado com resíduos, a proibição da coleta de plantas e da caça de animais silvestres. No parque é proibido inclusive catar pedras! Os guias são preparados para auxiliar pessoas com pouco preparo físico e salvamentos eventuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressei meu encanto pelo capricho e preparo do meu interlocutor. Informei o quanto me sentia desrespeitosa quanto aos avisos dos moradores de São Jorge. Elogiei o trato ecológico da população. Ele, então, se referiu à baixa preocupação do governo do Goiás com a região e expôs que talvez haja mais investimentos no local com a Copa do Mundo de 2014. Desfiou os planos dos locais sobre suas buscas de melhorias para receber os visitantes de todo o mundo que assistirão aos jogos sediados em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caí de amores! Além da aula de ecologia que tive, ainda fui agraciada com uma dissertação política. Estes cidadãos, além de preservarem nossa fauna e flora de forma a mantê-la para as próximas gerações, conhecem e estão preparados para os riscos do interesse político nas riquezas que guardam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que essa minha viagem se relaciona ao tema deste blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que não acredito na influência da escola sobre o profundo conhecimento destes indivíduos em relação ao seu &lt;em&gt;habitat&lt;/em&gt;. A preocupação das pessoas com meu bem-estar físico de ciclista liga-se a solicitude da população. Os horários dos animais silvestres também não devem ter sido aprendidos na escola, senão com os habitantes mais antigos. A visão política e de planejamento com vistas a melhorias na região também, isto é certo, não são coisas que os brasileiros aprendem na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, questiono aqui o papel real da escola para a formação da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como meus/minhas leitores/as sabem, sou mestre em psicologia, quer dizer tenho muitos anos de educação formal. Este meu conhecimento é restrito a algumas poucas áreas. De nada me valeu quando eu empurrava minha bicicleta ladeira empoeirada e ensolarada acima, após ter contrariado todos os profissionais que me sinalizaram de forma a evitar tal sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do meu aprendizado de humildade, pretendo, com este texto, compartilhar minha aquisição de respeito aos nativos. São eles que conhecem verdadeira e profundamente as características do lugar, seja ele qual for. O respeito ao ser humano que habita o local onde estamos também é ecologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-5846910013642517407?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/5846910013642517407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/ecologia-pratica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5846910013642517407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5846910013642517407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/ecologia-pratica.html' title='Ecologia Prática'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4031270920698178651</id><published>2010-06-05T19:07:00.002-03:00</published><updated>2010-06-05T19:14:40.489-03:00</updated><title type='text'>As questões da Mariane</title><content type='html'>A Mariane é uma estudante de psicologia de uma capital do nordeste e me fez uma pergunta no meu endereço eletrônico particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não perguntei a ela se poderia informar seus dados aqui no blog por isso eles vão assim cifrados. Acredito que ela não se incomodaria em ter sua identidade revelada aqui, mas já demorei demais para lhe responder. Ela me mandou as seguintes perguntas em 16 de maio e somente agora pude respondê-las. Espero que a auxilie assim como a outros leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Qual o objetivo do trabalho do Psicólogo Escolar?&lt;br /&gt;O objetivo do trabalho do Psicólogo Escolar é adequar a escola para as demandas pessoais de cada aluno e profissional na medida do possível; manter a saúde mental dos personagens partícipes da comunidade escolar, principalmente o professor; participar ativamente dos processos de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais; orientar pais e responsáveis por alunos que solicitem acompanhamento diretamente ou que os profissionais da escola indicarem; atentar para condições de trabalho insalubres e evitar acidentes de trabalho; contribuir para a melhora do clima organizacional. É possível resumir todas estas questões em apenas uma frase? Claro que sim. O Psicólogo Escolar deve utilizar sua ciência como instrumento para otimizar o processo ensino-aprendizagem conduzindo os participantes da comunidade escolar a melhores níveis de saúde mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Qual a importância da atuação do Psicólogo Escolar nas escolas públicas?&lt;br /&gt;O profissional psicólogo em instituições públicas de serviço representa a única forma de acesso da população de baixa renda à psicologia. Digo isto porque em minha cidade há muitas faculdades de psicologia e nelas há disponibilidade de atendimento psicoterápico nas clínicas-escola. Entretanto, o atendimento nestas instituições é dificultado pela grande demanda. Além disso, é necessário o dinheiro para se chegar à clínica e, muitas vezes, as famílias não têm sequer um valor mínimo para a condução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, psicólogos nas secretarias municipais e distrital de saúde, educação e desenvolvimento social são as possibilidades de acesso da maior parte da população brasileira aos benefícios da psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por ser psicóloga escolar, acredito que no nosso caso temos maior contribuição a dar porque está sob nossa responsabilidade toda a população de crianças e adolescentes. Isto ocorre devido a obrigatoriedade legal da permanência em instituição escolar de todas as pessoas entre seis e quatorze anos – no ensino fundamental de 9 anos. Há um projeto de lei no Congresso Nacional prevendo o aumento da obrigatoriedade para dezesseis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob nossa tutela estão crianças e adolescentes de baixa renda, que pertencem a famílias com problemas sociais e/ou envolvimento com drogas, com histórico de abuso sexual ou cujos pais não sabem como lidar com os filhos, como educá-los. Estas pessoas têm em nós, psicólogos escolares públicos, sua única oportunidade na vida de acesso ao serviço de psicologia. Nossa obrigação é atendê-los da melhor maneira, com empenho e esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Qual a maior dificuldade?&lt;br /&gt;A maior dificuldade que enfrento é o desconhecimento dos demais profissionais sobre o nosso trabalho na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda maior dificuldade, e a que mais me preocupa, é a psicologia exercida com descaso e incompetência provocando desconfiança na área por parte de cidadãos e outras categorias profissionais. Nossas ações devem ser conscientes e adequadas cientificamente de modo a resguardar nossa profissão como um todo, não podemos pensar isoladamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agindo com responsabilidade e focando a construção da profissão garantiremos valorização profissional, aumento das vagas para atuação das gerações vindouras e melhoraremos a saúde mental da população de forma a reduzir gastos públicos com segurança e saúde. Nossa ação é primordialmente preventiva. Para isto, devemos estar preparados para a grande demanda que nos é apresentada e atuarmos com muita qualidade e cuidado. Ações responsáveis e seguras resolverão o primeiro problema apontado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) O apoio do Psicólogo escolar vai além da escola?&lt;br /&gt;Sim, muitas vezes minhas orientações invadem a vida do casal parental de forma a beneficiar o desenvolvimento do meu aluno e de seus irmãos. Parcerias com instituições como CRAS e CREAS, Postos de Saúde, Clínicas Sociais, escolas de esportes são essenciais para o melhor desempenho do nosso trabalho pois podemos garantir atendimentos através delas. Já falei disso neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Hierarquicamente, quais os maiores problemas que os alunos "trazem" pra sala de aula?&lt;br /&gt;Esta pergunta não pode ser generalizada. Há comunidades muito envolvidas com tráfico de drogas e nessas, com certeza, este deve ser o maior problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo escolar deve estar atento o tempo todo para sinais que os educadores dão sobre sua saúde. Isto é uma coisa que me chama muito atenção. Esta categoria está estressada. Devemos apoiar sua saúde. Deixo claro que não me refiro apenas aos professores, mas aos agentes de limpeza e diretores de escola também.&lt;br /&gt;A agressividade da nossa sociedade também é muito indicada para nossa intervenção, mas não vejo tanto problema nisso. Nossos alunos estão mostrando para os professores e para nós o que aprendem nos noticiários, desenhos animados, filmes, novelas e nos comportamentos de seus familiares e vizinhos. Que comportamentos deveríamos esperar deles na escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao “bulling”, não o considero nada além de falta de respeito. Dar novo nome a fenômenos antigos nunca resolveu nada. Aliás, esse nome tem nos dificultado falar dele porque cada um escreve de um jeito, os professores de inglês ficam corrigindo nossa pronúncia, besteiras que nos dificultam chegar onde devemos. O costume de apelidar as pessoas é tão antigo no Brasil que são raras as pessoas que sabem quem é Arthur Antunes Coimbra. Poucas pessoas sabem o nome do Pelé. E quem sabe o nome do Fiuk? Só mesmo a wikipédia para nos salvar: Filipe Kartalian Ayrosa Galvão. Além disso, nossos alunos devem saber se defender de abusos que os perseguirão por toda a vida. Enquanto profissionais não sofremos ataques? Quando foi que nos preparamos para eles? Na infância, no período de teste de todos os comportamentos adultos. Por que não permitir que as crianças resolvam seus problemas entre si? Creio que devemos fortalecer os alunos que se deixam perturbar. Não acredito na solução do “bulling” através de palestras, jogos ou broncas aos pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que fugi um pouco da pergunta que era objetiva. Mas como o blog é meu, pensei que a minha opinião sobre os assuntos apresentados pode ser instigadora aos leitores. Para a querida entrevistadora, digo que questões de abuso sexual também são comuns e difíceis de abordar e solucionar. Não há hierarquia entre os problemas. Todos devem ser resolvidos rapidamente, principalmente porque logo chegarão novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Qual o papel do Psicólogo na educação inclusiva/inclusão social?&lt;br /&gt;O psicólogo é chamado para sensibilizar a comunidade escolar para a existência de pessoas que não são tão adaptáveis quanto outras. O discurso atual repete que devemos estar preparados para a diferença, porque todos os alunos são diferentes. Isto é mais que verdade. Não existe turma nivelada. Esta idéia é uma grande falácia e deve ser combatida com muita delicadeza e empenho. Ainda há muitos professores que sonham com uma turma que acompanhe a sua condução sem adaptações. A universalização da educação acabou com os resquícios deste sonho. É em nome dela que a inclusão deve ser construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as pessoas, sejam elas como e quem forem, têm direito aos serviços comunitários. A escola é a primeira porta que se faz aberta para todos.&lt;br /&gt;Ampliar a visão de pais, alunos, professores, empregados da escola e gestores em educação é papel da psicologia por ser esta a ciência que estuda os indivíduos e suas relações pessoais e ambientais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4031270920698178651?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4031270920698178651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/as-questoes-da-mariane.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4031270920698178651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4031270920698178651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/as-questoes-da-mariane.html' title='As questões da Mariane'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-765138844751219472</id><published>2010-06-05T18:59:00.002-03:00</published><updated>2010-06-05T19:07:01.788-03:00</updated><title type='text'>6000</title><content type='html'>Querido/as leitores/as,&lt;br /&gt;agradeço imensamente a frequencia de todos e todas e peço desculpas pelo meu sumiço no último mês.&lt;br /&gt;Questões concretas e afetivo-profissionais me afastaram deste prazer que é escrever este blog.&lt;br /&gt;Fiquei realmente surpresa em verificar a contagem de acessos hoje.&lt;br /&gt;Infelizmente perdi a informação da data em que atingi a marca dos 6000 acessos.&lt;br /&gt;Mas isto não tem muita importância.&lt;br /&gt;O que vale são as mensagens que estão sendo enviadas e as questões que estamos provocando nos navegadores.&lt;br /&gt;Mais uma vez agradeço aos meus incentivadores. Agora se somam a eles pessoas que têm coragem de me questionar diretamente mesmo sem me conhecer.&lt;br /&gt;Informo aos que têm questões que sou uma pessoa muito gentil e acolhedora. Adoro discutir, mas não de brigar. Aceito sugestões, críticas e perguntas como as feitas pela leitora Mariane e pelo Mário. Suas respostas vão publicadas a seguir.&lt;br /&gt;Motivada a acrescentar ainda mais,&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-765138844751219472?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/765138844751219472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/6000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/765138844751219472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/765138844751219472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/06/6000.html' title='6000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3890739096030226565</id><published>2010-04-21T22:44:00.004-03:00</published><updated>2010-04-21T23:00:52.967-03:00</updated><title type='text'>Reconhecimento de trabalho e frustração</title><content type='html'>Em nosso trabalho na escola, há uma grande questão referente à percepção da nossa produção por parte dos demais profissionais. Em geral, eles não identificam nossa contribuição. Esta dificuldade gera bastante frustração e devemos estar fortalecidas/os para não nos deixarmos abater por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um psicólogo estadunidense bastante famoso, especialista em atendimento de grupo, que escreve romances baseados em sua experiência clínica. Seu nome é Irvin D. Yalom e seus livros mais famosos são &lt;em&gt;Quando Nietzsche chorou&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A cura de Schopenhauer&lt;/em&gt;. Atualmente, leio &lt;em&gt;Mentiras no divã&lt;/em&gt; que também já está na lista dos livros mais vendidos. Em seu primeiro capítulo encontrei esta pepita que divido com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“– Se ao menos – continuou Justin – Laura tivesse aparecido anos atrás! Estivemos conversando sobre quanto de aluguel poderemos pagar. No caminho para cá, comecei a calcular quanto gastei com a terapia. Três vezes por semana por cinco anos. Quanto é isso? Setenta e oito mil dólares? Não leve para o lado pessoal, Ernest, mas não consigo deixar de especular o que teria acontecido se Laura tivesse aparecido cinco anos atrás. Talvez eu tivesse deixado Carol naquela época. E terminado a terapia, também. Talvez estivesse procurando um apartamento agora com oitenta mil dólares no meu bolso!&lt;br /&gt;Ernest sentiu o rosto corar. As palavras de Justin soavam na sua cabeça. &lt;em&gt;Oitenta mil dólares! Não leve isto para o lado pessoal, não leve isto para o lado pessoal!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas Ernest não deixou transparecer nada. Não piscou nem se defendeu. Nem apontou que, cinco anos atrás, Laura teria cerca de 14 anos e Justin não conseguiria limpar o traseiro sem pedir permissão a Carol, não conseguiria passar a noite sem telefonar para o seu terapeuta, não conseguiria escolher de um menu sem a orientação da sua mulher, não conseguiria se vestir de manhã se ela não deixasse as roupas separadas. E, de qualquer maneira, foi o dinheiro da mulher que pagou as contas, não o dele – Carol ganhava o triplo do que ele ganhava. Se não fosse pelos cinco anos de terapia, ele teria oitenta mil dólares no bolso! Que droga, cinco anos atrás Justin não conseguiria se decidir em que bolso guardar!” (1)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A partir desta romanceada descrição do que costuma acontecer no ambiente psicoterapêutico podemos perceber a abrangência do problema que temos em demonstrar os êxitos que temos em nosso trabalho. Nosso campo de atuação é a psiquê, trabalhamos o interior das pessoas, algo que não é visto, deve ser percebido. Nosso trabalho é lento, suave, processual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos querem ver o resultado do nosso trabalho. O grande problema é que nós também queremos vê-lo fisicamente, de modo a mostrá-lo aos demais. Isto porque compartilhamos com as pessoas da nossa sociedade sua visão de mundo: concreta, numérica, palpável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o nosso cliente não demonstra perceber as mudanças em si mesmo, mudanças que ele/a processou com nosso auxílio, nas quais sofreu para executar, isto é mais sofrido para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofremos porque o outro não percebe o que nós percebemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos estar preparados/as para que os resultados do nosso trabalho sejam vistos como “estalos” no desenvolvimento do/a aluno/a, mudanças em casa ou motivo insabido. E é importante também atentarmos para saber como e com quem reivindicar a (co-)autoria da mudança. Quando mostramos alguma transformação assertivamente corremos o risco do rótulo de arrogância e provocar desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, delicadeza e sutileza são palavras que aparecem muito neste blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sendo uma tarefa fácil, creio que devamos nos esforçar para ajudar nossos/as alunos/as a se adaptarem ao mundo – mas não necessariamente ao sistema escolar – e mostrar às/aos colegas os progressos que ajudamos a provocar. Para fazer isso, acredito que a melhor maneira é oferecer retorno dos atendimentos regularmente nas reuniões de professoras. Escrevi sobre isto na postagem &lt;em&gt;Devolutivas de atendimento&lt;/em&gt; de abril de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira devemos nos preparar para enfrentar as frustrações inerentes a função de psicólogos já que, como ilustrei com a citação de Yalow, até mesmo os famosos e respeitados psicólogos clínicos estadunidenses passam por momentos de falta de reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Yalow, Irvin D. (1996/2006). &lt;em&gt;Mentiras no divã&lt;/em&gt;. Trad. Vera de Paula Assis. Rio de Janeiro: Ediouro, pp. 49-50.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3890739096030226565?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3890739096030226565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/reconhecimento-de-trabalho-e-frustracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3890739096030226565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3890739096030226565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/reconhecimento-de-trabalho-e-frustracao.html' title='Reconhecimento de trabalho e frustração'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-5434522297778880492</id><published>2010-04-18T02:36:00.000-03:00</published><updated>2010-04-18T02:37:22.411-03:00</updated><title type='text'>Necessidade de trocas afetivas</title><content type='html'>O contato físico entre os seres do reino animal é uma necessidade fisiológica. O psicólogo americano Harry Harlow desenvolveu uma pesquisa sobre afeto na qual bebês de macacos rhensus eram separados das mães e expostos a bonecos de arame que dispunham de alimento e uma cobertura acarpetada. A preferência dos bebês macaco sobre os bonecos foram testadas através de várias modificações nos bonecos. A conclusão de Harlow foi a preferência dos macacos pelo conforto do contato físico em detrimento do alimento e da boa aparência dos bonecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os contatos sociais são mediados por contatos físicos e o envolvimento afetivo apresenta gradações conforme o nível da relação. Os bebês humanos dispõem de maior quantidade de contato físico do que qualquer outra idade, mesmo quando este contato não tem qualidade. A ausência de proximidade com outra pessoa gera distúrbios gravíssimos já descritos na literatura psicológica. A medida que crescemos, a quantidade de contato físico diminui mas deve ser mantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira é bastante afetiva e disponibiliza possibilidades diversificadas de contato físico. Porém, infelizmente, proíbe alguns. Lemos e interpretamos o comportamento de nossos semelhantes e fazemos nossas imagens das pessoas a partir daí. Uma proximidade muito intensa entre dois homens, mesmo na infância, é interpretada como uma preferência sexual. Os meninos são incentivados a evitar grande proximidade com outros do mesmo sexo desde tenra idade. Eles também são ensinados que muito contato com meninas também carrega uma interpretação forte. Suas possibilidades de afeto são, então, bastante restritas. A afetividade feminina é bem mais tranqüila, pois são permitidas demonstrações de carinho entre amigas sem julgamentos de sua orientação sexual. Com tantas restrições, suprir a necessidade fisiológica de afeto masculina torna-se complexa e os indivíduos criam novas formas de resolvê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero ponto pacífico a nossa tendência de tomar como modelo a sociedade estadunidense. Este povo é bastante violento e demonstra esta preferência em tudo o que produz. Vemos em seus desenhos animados, filmes e músicas reflexos deste traço social. Nós, brasileiros, reproduzimos conforme nosso modelo. A violência em nossos recreios escolares é reflexo do consumo de produtos estadunidenses. É também uma resposta a dificuldade de suprir a necessidade afetiva que os meninos possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de jogos (cada vez mais) violentos, as crianças resolvem sua necessidade de tocar-se. Não vejo meus alunos sentados próximos uns aos outros, lanchando. Mas percebo um conforto na fila da cantina, quando têm de ficar juntos para que outros não lhes perturbe a ordem. Temos as brincadeira de “lutinha” e as brigas efetivas que resolvem, em certo grau, o problema que aqui discutimos. As promessas de brigas e ameaças de agressão também são formas de conseguir proximidade com os colegas. Ninguém promete algo a alguém que não lhe provoca nada, que não lhe causa uma possibilidade de afeto. Quem trabalha em escola e tem uma sensibilidade mínima percebe como as brigas se repetem entre os/as mesmos/as alunos/as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicólogos escolares devem estar atentos a demonstrações de afetos e ensinar formas de expressá-las adequadamente. Há mecanismos pouco explorados que podem ser apresentados às crianças de modo que elas consigam suprir suas necessidades e não sejam julgadas erroneamente pelos demais da escola, inclusive os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais devem ser orientados também neste sentido. Eles são fontes de afeto permitido e devem ser incentivados a oferecê-lo. Muitas vezes a sexualidade exacerbada na infância e na adolescência tem sua origem no abandono afetivo dos filhos pelos pais. A necessidade de toque será suprida fora de casa de forma nem sempre saudável ou produtiva. E não basta dizer aos adultos que eles devem fazer algo, devemos informar como fazê-lo porque se eles não fazem é porque não sabem como, nem a importância que tem tal ato. Por mais instruída que uma pessoa seja muitas vezes lhe escapa elementos essenciais da natureza humana. Não me furto a expressar que muitos/as psicólogos/as não se atentam ao que estou dizendo aqui. Pode ser até que não saibam fazê-lo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogos sexuais são excelentes formas de suprir a necessidade básica de contato físico. Eles são permitidos depois que adquirimos responsabilidades sociais. Porém, a complexidade social faz com que nos tornemos distantes uns dos outros e as trocas sexuais são fonte de grande sofrimento ao invés de afeto e conforto. Assim, adultos também são alvo das dificuldades de suprir nossa necessidade fisiológica de toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diversas formas de proximidade física aceitas social e, às vezes, coletivamente. Estar em um ambiente cheio de gente pode ser agradável pela possibilidade de troca de calor. Assistir a um filme em contato com a pessoa ao lado; andar de braço dado com uma amiga (homens e mulheres); conversar segurando a pessoa levemente no braço ou na perna; jogar bola (vale vôlei por causa dos abraços que sucedem os pontos); dançar com parceiro/a. Esses são os exemplos que me vêm no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos analisar como estão as relações familiares para estimular contatos físicos entre os entes ou ensiná-los a como tocar-se. Acrescento que há casos em que os casais precisam ser orientados também. Suprir uma pessoa de afeto saudável é fundamental para evitarmos desajustes provenientes do afeto poluído. Gravidez precoce, abuso sexual infantil, estresse, depressão podem ser evitados através de uma saudável troca de contato físico entre as pessoas. A família e os amigos são relações privilegiadas onde estas trocas devem acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-5434522297778880492?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/5434522297778880492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/necessidade-de-trocas-afetivas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5434522297778880492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5434522297778880492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/necessidade-de-trocas-afetivas.html' title='Necessidade de trocas afetivas'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1468597813255564661</id><published>2010-04-11T21:35:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T21:36:09.209-03:00</updated><title type='text'>A necessidades de relações interpessoais</title><content type='html'>Estive em uma palestra outro dia sobre a necessidade de termos boas relações para que nossa qualidade de vida seja boa. No caso da Psicologia Escolar, esta ideia se torna essencial porque é justamente nas relações que nosso trabalho se efetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falei disso em postagem anterior. A sociedade é muito exigente com as pessoas que exercem a psicologia. O imaginário coletivo envolveu o psicólogo em vestimentas sacerdotais que denotam constante tranqüilidade, acessibilidade, resoluções rápidas, impassividade, alheiamento das alterações de humor comuns do cotidiano. Então, se você é psicólogo, não tem direito de um revés, mau humor, estresse, alegria, animação em festas. Você deve ser contido/a. De fato, esta imagem geral é coerente com o papel de instrumento, de objeto que desempenhamos principalmente na clínica, o nosso papel de &lt;em&gt;não-sujeito&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem não é sujeito não se relaciona com as pessoas, apenas sofre suas ações e disponibiliza suas características para uso dos humanos. Como estabelecer relações saudáveis sendo um objeto de uso da escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que sofri muito para me adequar a este padrão de comportamento imposto pelo imaginário social. Como o meu nome mostra, descendo de italianos por parte de pai e mãe. Somos bastante passionais, agitados e expressivos. Eu gesticulo bastante quando falo, é muito fácil saber o que estou pensando e gosto muito da verdade. Demorei bastante para me tornar uma psicóloga padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez padronizada, passei a conter minhas opiniões e disfarçar minhas expressões faciais. No contato com as colegas na escola, escuto muito e emito opiniões pessoais durante reuniões colegiadas. As conversas são sempre atendimentos profissionais quando analiso sintomas e indico minhas preocupações e cuidados que devem ser tomados para evitar insônias, depressões, crises nervosas. Estou sempre atenta aos movimentos da escola, questiono se as pessoas estão bem com abertura para expressão sincera e tempo para escutá-las. Procuro estar à disposição para atender casos emergenciais, tais como crise nervosa ou de choro de alunos/as; pais de alunos que precisam de atendimento e que já estão na escola; profissionais em crise; atendimento de Conselho Tutelar; resolução de agressões ou ameaças entre alunos/as, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta disponibilidade facilita e reduz as questões por serem atacadas em sua origem ou com prontidão. Além disso, faz com que a escola perceba o profissional psicólogo como acessível e prestativo. Dessa forma, é possível desempenhar o papel de instrumento da instituição, reduzindo a demanda por serviços externos, solucionando casos que poderiam extrapolar os serviços disponibilizados na própria escola (Conselho Tutelar, psiquiatria, fonoaudiologia, neurologia, psicoterapia, psicopedagogia), e... possibilitando relações sociais que correspondem à expectativa social do psicólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar disponível para atender é a principal forma de estabelecer boas relações laborais de forma a aumentar nossa qualidade de vida no trabalho, intensificando nossa produção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1468597813255564661?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1468597813255564661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/necessidades-de-relacoes-interpessoais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1468597813255564661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1468597813255564661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/necessidades-de-relacoes-interpessoais.html' title='A necessidades de relações interpessoais'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3723323296080340846</id><published>2010-04-10T21:54:00.002-03:00</published><updated>2010-04-10T22:02:56.702-03:00</updated><title type='text'>Devolutivas de atendimento</title><content type='html'>Em minha última postagem, citei a devolutiva de atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A devolutiva é a ação de retorno do atendimento realizado com o cliente alvo a quem solicitou o trabalho. Geralmente, na psicologia escolar, direciona-se ao/à professor/a e aos pais, que são os personagens que mais solicitam auxílio para os/as alunos/as. Como nosso trabalho é marginal (contrastando com central) na escola e sutil (quase ninguém nota a produção) é extremamente importante que os demais profissionais da escola, principalmente os professores, saibam que o atendimento está em andamento e quais foram as conquistas. Assim, a devolutiva é individual, mas deve haver retorno para o grupo de forma a apresentar a produtividade laboral evitando comentários maldosos, desnecessários de colegas ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que uma escola pequena deve ter cem alunos e uma grande 1500, é extremamente importante anotarmos organizadamente os nomes dos alunos que nos foram encaminhados, por quem foram encaminhados, quando e por quê. A devolutiva deve ter estes itens como norteadores. Deve conter as ações tomadas, incluindo as frustradas (detalharemos em seguida), os avanços percebidos por nós, pelo/a pequeno cliente, pelos pais e pelo próprio encaminhante. Inicio as minhas devolutivas sempre questionando se houve mudança no comportamento foco da queixa na visão de quem encaminhou. Em seguida, aponto as ações conforme anteriormente citadas. É importante indicar as tentativas de atendimento porque há casos em que buscamos atender determinado aluno, mas o dito faltou à aula no dia, está realizando uma avaliação ou está recebendo lição inédita (matéria nova) no momento de nossa abordagem. Apesar de ser óbvio, digo que estas são ocasiões em que a pessoa que auxilia (psicóloga/o) não pode interromper a atividade principal do órgão (ensino: aprendizagem e avaliação). Nossa atuação é, então, interditada e fica suspensa até nova oportunidade, que pode ser no mesmo dia ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A devolutiva não significa que o atendimento foi encerrado, ao contrário, informa que houve o primeiro contato com o alvo do encaminhamento e que surtiu ou não efeito. Muitas vezes, é na devolutiva que percebemos o efeito do nosso trabalho. Muitas vezes tive gratas surpresas, com agradecimentos fervorosos, enquanto cria que minha intervenção não havia incentivado qualquer mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casos muito complexos, as devolutivas (sim, no plural) também têm função de acalmar as pessoas fontes da indicação mostrando-lhes passos dados na direção desejada. Atendi um caso que há muito angustiava nossa escola. Minha intervenção foi incisiva com encontros sistemáticos duas vezes por semana, uma em grupo e outra individualmente. No terceiro atendimento já se podia notar mudanças fortes no comportamento da aluna (K.). Obviamente ela não havia se tornado uma aluna exemplar e ainda estava longe disso. Mas como sempre dizemos, nossas varinhas de condão não estão funcionando. Mostramos então os avanços e informamos no que nos fixamos em várias reuniões particulares e coletivas com profissionais da escola e com a mãe da aluna. O primeiro efeito foi a permanência de K. em sala de aula, pois ela sempre arranjava uma desculpa para sair da classe e seu retorno ocorria sempre com escolta. Seu rendimento escolar já se mostrava comprometido daí. K. contava com uma liderança bastante aguçada e usava sua capacidade desorganizando os colegas, desconcentrando-os e desestruturando as professoras através de xingamentos a alunos do outro lado da sala, solicitação de favores descabidos, cantadas em colegas do sexo oposto, mentiras proferidas em tom de voz alta, subtração de objetos de professoras e colegas, entre outras ações. Fazer esta criança prestar atenção na aula exigiu passos lentos em direção a uma adaptação mínima de K. às regras da escola. Durante meses, em todas as reuniões de coordenação de professoras oferecemos retorno dos atendimentos a K. de forma a aumentar a paciência das docentes para lidar com ela. Acrescentamos que o comportamento perturbador de K. abrangia todos os servidores da escola que sentiam por ela pena ou antipatia total devido a seu costume de tudo pedir, sem cessar, além da sexualidade exacerbada. Bem, não acredito em um/a psicólogo/a que pudesse resolver o caso K. com rapidez ou totalidade, conforme o desejo das professoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços obtidos devem ser anunciados e comemorados para fortalecer a continuidade do atendimento ou do acompanhamento oferecido aos alunos. Nós, psicólogas e psicólogos, sabemos dos nossos esforços em direção a objetivos traçados pelos nossos clientes e seus encaminhadores. É fundamental que marquemos nossos ganhos frente aos outros profissionais. Friso esta questão devido a sutileza e a falta de entendimento sobre o impacto real do nosso trabalho sobre as atividades em uma escola. É importantíssimo que saibamos defender nossa área frente as demais para que a psicologia escolar seja reconhecida como necessária e consagrada socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também devemos cuidar para não promover mudanças que nós consideramos importantes para os outros, mas perceber quais são os objetivos de quem tratamos e nos fixar neles. Também não é interessante trabalharmos para adaptar pessoas à máquina social de forma mantenedora do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. Devemos usar nosso treinamento em clínica para detectar a direção que devemos imprimir ao tratamento de forma a usarmos nossas técnicas em benefício do cliente em detrimento do desejo institucional, social ou parental quase sempre esmagador em qualquer outra instância, mas que deve ser cuidada na seção psicologia. Principalmente quando nossos clientes são tão frágeis como crianças de baixa renda, como as que ora assistimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso trabalho se encerra quando atingimos o objetivo traçado pelo nosso cliente. É preciso saber se as mudanças são desejadas por ele/a, se concorda com os caminhos que sugerimos e se percebem as transformações em direção à meta final. Essa finalização deve ser devolvida para a pessoa que indicou inicialmente o/a aluno/a para nós de modo a apresentarmos sua evolução e conseqüentemente nosso trabalho bem feito, cuidadoso, delicado e sutil. Infelizmente, nossa área está em construção e nós devemos cuidar para consolidá-la, mostrar sua importância para que não mais ocorram intromissões em nosso setor de atuação por outros profissionais (favor consultar a postagem &lt;em&gt;Projeto de Lei 3512 de 2008&lt;/em&gt;, de janeiro de 2010).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3723323296080340846?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3723323296080340846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/devolutivas-de-atendimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3723323296080340846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3723323296080340846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/devolutivas-de-atendimento.html' title='Devolutivas de atendimento'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7696350936892958220</id><published>2010-04-10T12:23:00.000-03:00</published><updated>2010-04-10T12:24:23.827-03:00</updated><title type='text'>Quando começa o atendimento psicológico</title><content type='html'>Existe alguma discussão sobre quando começa o atendimento psicológico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu trabalho na escola considero que meu atendimento começa quando o/a professor/a fala sobre o/a aluno/a. Isto porque há escuta da questão que angustia a/o profissional. A recepção de sua demanda, o detalhamento da sua visão do problema e sugestões de ação frente ao caso já ocorrem neste primeiro contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma equivalente, ao receber pais de alunos/as que buscam meu atendimento diretamente, ouço sua demanda e realizo orientações já no primeiro contato, mesmo antes de conhecer a criança ou o/a adolescente em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse questionamento nunca havia me passado como fonte de discussão até um dia quando iniciei um atendimento e antes de ver a aluna foco, a professora a encaminhou para uma colega psicóloga que atua na nossa escola em outra função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me, então, desrespeitada e o expressei verbalmente para todos os personagens envolvidos. Houve então o questionamento de que meu atendimento não havia começado ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a considerar o início do atendimento na clínica, setor da psicologia socialmente respeitado e já consagrado. O encaminhamento a um/a psicólogo/a por quaisquer profissionais ou leigos em geral se faz com a indicação da necessidade do serviço. Conforme a pessoa indicada sente vontade ou angústia bastante, busca um nome, um profissional com referência para efetivar o contato. Depois desta procura, ocorre o contato propriamente dito e, a partir deste, marca-se a primeira consulta. Este primeiro encontro é tão importante e cheio de sutilezas que alguns psicólogos não o cobram monetariamente e há capítulos e artigos científicos dedicados a ele. Cada uma destas etapas é estudada por teóricos e há amplas discussões sobre as resistências que devem ser quebradas e o que se pode fazer para auxiliar as pessoas a vencê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profissional clínico, entretanto, encontra-se em um espaço físico e psicológico distante do ambiente corriqueiro do cliente. O estatus social do psicólogo e sua representação social fazem dele um personagem distante. Este fato tem forte impacto sobre as resistências acima indicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo escolar está presente nas escolas. Defendo a postura do nosso envolvimento direto nas atividades e decisões do cotidiano escolar. Essa posição faz com que a clássica distância do/a psicólogo/a se desfaça, perdendo seu sentido e suplantando a necessidade de quebra de resistências. Por este motivo, sempre estou com as professoras durante o recreio, compartilhando seu momento de relaxamento entre as aulas, participo de todas as reuniões de coordenação oferecendo minha opinião teórico-profissional e pessoal. No caso da opinião teórico-profissional, para mostrar as possíveis contribuições da nossa área para os demais educadores, de modo a registrar a necessidade da psicologia escolar e seu auxílio potencial nas escolas e/ou no trabalho em sala de aula. Quanto à opinião pessoal, a instituição em que trabalho possui nuanças que, conforme nos posicionamos, somos mais ou menos respeitadas profissionalmente pelas demais colegas. São casos de decisões institucionais, engajamento em luta por melhores condições de trabalho, envolvimento com movimento reivindicatório, incluindo greve. Este fenômeno deve ser observado em outras organizações, mas por ser uma psicóloga técnica somente respondo pela minha experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez estando envolvida com o corpo de profissionais, a chegada de questões laborais que podem ser beneficiadas com a nossa intervenção passa a ser natural. Desta forma, realizo meu trabalho de higiene mental, cuidando do corpo de servidores de toda a instituição de forma a evitar doenças laborais e, consequentemente, o absenteísmo por falta de saúde física, emocional ou por desmotivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao nosso paralelismo com a psicologia clínica, consideramos o início de atendimento a uma criança ou adolescente o primeiro contato com os responsáveis por ele/a que nos traz a demanda. Uma vez ouvida a demanda, inicia-se o atendimento, mesmo antes do primeiro contato com o pequeno. De forma equivalente, na escola, uma vez ouvida o/a profissional ou o/a pai/mãe que encaminha o/a aluno/a, o atendimento já se inicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, durante a resolução do caso na escola, não tive o tempo de que disponho aqui para argumentar e demonstrar meu raciocínio e entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo claro, então, que, em minha opinião, um atendimento psicológico inicia-se quando se recebe o caso de fonte envolvida e que possibilita um compromisso, um contrato de trabalho específico e para o qual se realizará, em breve, uma devolutiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7696350936892958220?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7696350936892958220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/quando-comeca-o-atendimento-psicologico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7696350936892958220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7696350936892958220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/quando-comeca-o-atendimento-psicologico.html' title='Quando começa o atendimento psicológico'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6716641501734985785</id><published>2010-04-10T12:15:00.002-03:00</published><updated>2010-04-10T12:23:33.118-03:00</updated><title type='text'>5000</title><content type='html'>Caro/as leitores/as,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estive sem acesso a internet nestas últimas três semanas e sequer registrei o alcance de 5000 acessos.&lt;br /&gt;Faço-o agora!&lt;br /&gt;Peço desculpas pela demora em postar novas questões.&lt;br /&gt;Apresento-me, como sempre, agradecida pela frequencia e estímulo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6716641501734985785?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6716641501734985785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/5000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6716641501734985785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6716641501734985785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/04/5000.html' title='5000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6981813208091892978</id><published>2010-02-19T20:48:00.001-03:00</published><updated>2010-02-19T20:50:48.774-03:00</updated><title type='text'>Utilizando a técnica da leveza</title><content type='html'>No início deste ano recebi a visita de um aluno muito querido. Ele não estuda mais na escola e eu estava com saudades dele. Esse aluno, que aqui chamaremos de K., é muito inteligente e perspicaz. Possui uma liderança competitiva e isto dava um pouco de trabalho para as professoras da escola que tinham que ser firmes na imposição de limites. Uma vez demarcados, K. não mais os ultrapassava. Isso também aconteceu comigo, quando ele chegava em minha sala queria ser atendido imediatamente. Quando começou a me atrapalhar, indiquei o que estava acontecendo e como seu comportamento prejudicava meu trabalho. Não foi necessário repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o atendia por solicitação dele próprio. Seus atendimentos eram longas sessões de lamúrias. Ele contava detalhes de brigas sem sentido com a mãe. Ela, pelos relatos dele e depois pela própria fala dela, parecia-me uma pessoa bastante imatura, que não colocava as regras claramente e que as mudava conforme sua vontade. K. terminava por não saber o que, quando, com quem ou como fazer qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito carismático e dengoso, K. usava sua inteligência para manipular as pessoas. Além disso, usava as palavras de seus interlocutores contra eles mesmos. Usava tudo isto com sua mãe e seu padrasto de tal forma que os deixava sem argumentos e impacientes. A frágil estrutura familiar ruía sempre sob seu discurso para o qual nenhum dos dois adultos apresentava resposta. Creio na superioridade da inteligência e da maturidade de K. sobrepujando seus responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante seus atendimentos, eu tomava cuidado para não demonstrar que ele parecia mais consciente e dominador das situações de conflito. Sua sensatez e entendimento dos eventos e da dinâmica familiar eram demonstrados pelos detalhes que apresentava das situações logo confirmadas pelo discurso materno. Caso eu demonstrasse para ele sua superioridade, sua forte personalidade não mais encontraria limites numa família tão frágil. Pelo menos é o que eu cria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns dias de aula, K. apareceu cedo na escola pedindo para falar comigo. Notei que seu rosto estava inchado, mas pensei que fora devido a proximidade com a hora de seu despertar. K. me contou que por uma motivo ínfimo, seu padrasto havia batido violentamente em seu rosto. Ele resolveu tomar providências policiais, mas fora impedido devido a sua menor idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contato com a mãe, esta me disse que K. era muito irritante e que sempre avisou sobre a possibilidade de tal ocorrência. Não fiquei estupefata porque já a conhecia. Mesmo numa situação limite como essa, a mãe defendeu seu esposo. Também enfrentava uma crise laboral e mencionando-a a mim, afirmou que K. não poderia prejudicá-la e que ele não estava sequer pensando nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relato este caso para acrescentar os exemplos de pessoas que lutam por saúde mental em seus lares psicotizantes. Há bastante tempo já acreditava na força do ego de K. que se mantinha altivo apesar das mudanças comuns de regras, de perdas de benefícios e atividades de lazer e do despotismo de seu par parental. K. auxiliava nas tarefas de casa, inclusive cuidando dos irmãos menores e nunca teve problemas na escola – nota ou comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a minha primeira reunião com sua mãe, percebi a quantidade de ações ambíguas, sua imaturidade e a fraqueza do esposo para organizar o lar. Infelizmente, enquanto psicólogos/as não podemos informar todas as incongruências que nossos clientes cometem. Nesses casos, corremos o risco do cliente não mais voltar para o tratamento ou de considerar-nos insanos/as. Quando tenho pais de alunos/as com este perfil, estudo que comportamento a pessoa que atendo pode mudar com o menor sofrimento. A esta técnica chamo &lt;em&gt;leveza&lt;/em&gt;. Dessa forma, o indivíduo consegue mudar e perceber a melhoria em sua vida. A partir daí alcanço a adesão ao tratamento. Nas visitas seguintes vou selecionando novos comportamentos que podem ser transformados sempre explicando à pessoa como tal atitude nova pode facilitar sua vida e mudar a dinâmica familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usei esta técnica com a família aqui estudada e tive bons resultados. Porém, tentei atingir o padrasto através da mãe e malogrei. Nosso aluno informou-me que sua vida estava bem mais calma quando saiu da escola. Seu retorno deveu-se a não evolução de sua família ou a uma resistência na mudança – talvez um retrocesso depois de um avanço. Infelizmente será difícil determinar o que realmente ocorreu neste momento, pois perdi o contato com K. Para mim uma grande perda porque foi uma pessoa que me ensinou muito com seus conflitos e também fora deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outro caso de sucesso meu que relatei aqui (vide &lt;em&gt;Um caso de indisciplina severo&lt;/em&gt;). Neste caso também ouve retrocesso. A técnica utilizada era completamente diferente e se focava no comportamento do aluno (L.) e no fortalecimento da consciência de seus atos. Seu problema era agir e não reconhecer os efeitos como sendo seu sujeito, mesmo que testemunhas o apontassem. Apesar de parecer insanidade e de todos os demais profissionais da escola não acreditarem no que eu dizia, creio que L. realmente negava sua ação tão veementemente que desligava o ato de sua produção. Seu sucesso acadêmico e sua mudança comportamental foram imensos em dois meses. Porém, houve uma queda na seqüência e L. não mais aceitou que eu o acompanhasse impossibilitando o reconhecimento dos motivos do retrocesso. Esse recuo não significa dizer que o sucesso foi temporário ou tênue. Na verdade, acredito que houve mudança no comportamento de L. e que ele dispõe dos benefícios da transformação operada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, apesar da tristeza em me deparar com K. machucado e extremamente magoado com sua família e as reações das pessoas amadas, creio que auxiliei no desenvolvimento deste grupo de pessoa. Principalmente, acredito que influenciei positivamente K. no sentido de ter mais paciência com as pessoas que não têm o raciocínio tão rápido quanto o seu e de não tirar proveito delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6981813208091892978?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6981813208091892978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/02/utilizando-tecnica-da-leveza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6981813208091892978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6981813208091892978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/02/utilizando-tecnica-da-leveza.html' title='Utilizando a técnica da leveza'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6285759025023737082</id><published>2010-02-07T11:53:00.011-03:00</published><updated>2010-02-08T20:27:46.666-03:00</updated><title type='text'>Taare Zameen Par: Every Child is Special (Como Estrelas na Terra: toda criança é especial)</title><content type='html'>Artistas, de uma maneira geral, conseguem captar a alma humana com mais transparência que nós, psicólogos/as. Filmes, romances, pinturas, fotografias mostram muito de personalidades, maneiras de viver, costumes sociais e familiares com muita profundidade. Uma de minhas professoras da faculdade ensinou-nos a perceber costumes através de romances e novelas. As novelas brasileiras, principalmente, trabalham com costumes recentes e formam opinião sobre questões sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras de arte podem ser utilizadas por nós como instrumentos de acesso a questões que precisam ser trabalhadas na escola. Tenho muito interesse em filmes de curta metragem, porém nosso acesso a eles não é muito facilitada. Isto deve mudar com o u-Tube, mas confesso que tenho pouca familiaridade com este instrumento. Quanto aos de longa-metragem, é necessário muito tempo para trabalhá-los. Mesmo assim, são muito utilizados na formação de profissionais e nos debates entre os já formados em atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta introdução foi criada para eu falar de um filme que trata de dificuldade de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de Taare Zameen Par: Every Child is Special, em português Como estrelas na Terra: Toda Criança é Especial. É um filme indiano primoroso. O filme não foi lançado ainda no Brasil e nem distribuído em DVD. Mas há quem se ocupe de trazer este filme em particular e outros obras indianas de igual porte. Tem sido divulgado no Brasil através de download, mas ainda não consegui o endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao filme. Ele mostra como uma criança normal pode ser atrapalhada por dificuldades motoras e disfunções no processamento de informações que prejudicam o processo de aquisição de leitura e escrita. Apesar de curiosa e alegre, a criança não é compreendida em suas dificuldades e não sabe como solucionar os problemas que os adultos lhe apontam. Entra em grande sofrimento, pois tudo que tenta como solução lhe rende mais problemas ainda. Como estrelas na Terra mostra esta questão escolar com grande sensibilidade e profundidade. As dificuldades enfrentadas pela família desorientada, assim como a escola costuma lidar com a situação e o principal sintoma da criança também têm lugar no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando o endereço para disponibilizar o filme aqui, encontrei um sítio que foi construído com o objetivo de trazer Como estrelas na Terra para os cinemas brasileiros. É elaborado pelo Sr. Ibirá Machado e deve ser visitado devido à riqueza de informações que disponibiliza. O sítio é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://cinemaindiano.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e traz detalhes dos atores, diretores, produtores, pólos de produção cinematográfica da Índia, filmes, propagandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicito que acessem a sinopse que o Ibirá escreveu, de modo a dar-lhe o crédito devido a seu esforço cultural. Em seu sítio poderão assinar um abaixo-assinado para trazer o filme para os cinemas brasileiros, além de contribuir com uma campanha de alimentação para crianças desfavorecidas da Índia. A primeira postagem fala do filme e a segunda é uma crítica que Ibirá escreveu sobre ele (esta acrescenta informações que melhoram a compreensão do filme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://cinemaindiano.blogspot.com/2008/06/taare-zameen-par.html&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;http://cinemaindiano.blogspot.com/2008/06/como-estrelas-na-terra.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto procuro o endereço para baixar o filme, ajudemos o Ibirá em seu esforço de trazer essa fantástica obra para o Brasil, assinando o abaixo-assinado já referido. Conto com vocês!&lt;a href="http://cinemaindiano.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6285759025023737082?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6285759025023737082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/02/taare-zameen-par-every-child-is-special.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6285759025023737082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6285759025023737082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/02/taare-zameen-par-every-child-is-special.html' title='Taare Zameen Par: Every Child is Special (Como Estrelas na Terra: toda criança é especial)'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3908785606643551795</id><published>2010-01-30T11:13:00.004-03:00</published><updated>2010-01-30T11:19:00.910-03:00</updated><title type='text'>Projeto de Lei 3512 de 2008</title><content type='html'>Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) de regulamentação da Psicopedagogia como profissão da Deputada Professora Raquel Teixeira. São oito artigos que indicam direitos dos profissionais que atuam em psicopedagogia e deveres também relacionados ao exercício da profissão. Falta os deveres da profissão, conforme apontou a relatora do PL na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, Deputada Gorete Pereira, em seu voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justificativa para aprovação da lei versa sobre o fracasso escolar e seu magnitude apontada nas estatísticas da educação brasileira. O psicopedagogo é visto como o profissional que tem condições de resolver a situação. Como o PL é de legislatura anterior e foi resgatado pela referida deputada, ela menciona o primeiro autor, o então Deputado Barbosa Neto, e utiliza sua justificativa que aqui é apresentada em parte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A escola, que deveria ser local de promoção do desenvolvimento das potencialidades de todos os indivíduos, torna-se, para muitos, palco de fracassos ou de desenvolvimento insatisfatório e precário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse quadro exige uma urgente revisão do projeto educacional brasileiro, de modo a melhorar a qualidade do que se ensina e de como se ensina; do que se aprende e de como se aprende. Essa situação só poderá ser enfrentada se o processo de aprendizagem for analisado sob uma perspectiva que considere não só o contexto social em que esta prática se dá, mas simultaneamente com a visão global da pessoa que aprende e de suas dificuldades nesse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta para tal desafio é a prática psicopedagógica. (sic) exercida por um profissional especializado, o Psicopedagogo, cuja atuação visa não apenas a sanar problemas de aprendizagem, considerando as características multidisciplinares da pessoa que aprende, buscando melhorar seu desempenho e aumentar suas potencialidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo adquirido conhecimentos multidisciplinares e manuseio de instrumentos psicopedagógicos específicos que lhes permitem uma atuação eficaz junto aos alunos, os Psicopedagogos são, hoje, os profissionais que apresentam as melhores condições de atuar na melhoria da forma de aprendizagem e na resolução dos problemas decorrentes desse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relação com o aprendiz, o Psicopedagogo estabelece uma investigação cuidadosa, que permite levantar uma série de hipóteses indicadoras das estratégias capazes de criar a situação mais adequada para que a aprendizagem ocorra.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo estudado todo o PL para elaborar um parecer técnico a pedido do Conselho Regional de Psicologia da região 01, não identifiquei no documento as ações específicas deste profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo de aprendizagem e seu estudo são objeto da psicologia. Não creio que haja discenso a respeito desta questão. Por que, então, ter lugar o chamado para outro profissional contribuir nela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a justificativa de regulamentação temos a culpabilização do aluno por seu fracasso escolar, idéia já tão discutida e combatida pela psicologia escolar. É a criança que está no centro da problemática, aparentemente como vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão “exige uma urgente revisão do projeto educacional brasileiro” tem como resposta a criação de mais uma profissão. Um profissional vai resolver o problema que professores, pedagogo, gestores, pais, psicólogos, orientadores educacionais não conseguem resolver na escola e que especialistas sociólogos, antropólogos, pedagogos, psicólogos, filósofos, pesquisadores da educação não conseguem resolver nas secretarias municipais e estaduais de educação e ministério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este profissional é chamado a &lt;strong&gt;sanar &lt;/strong&gt;os problemas de aprendizagem e melhorar o desenvolvimento e aumentar o potencial dos indivíduos na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o ponto que gostaria de chamar atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio, para quem é realmente educador, que não é a entrada em cena de um novo ator, que mudará o roteiro da peça. Não acredito que um psicopedagogo na minha escola alterará a “produção” do fracasso escolar. Tenho trabalhado com pedagogas especialistas em psicopedagogia que, apesar de sua competência profissional, não sabem o que fazer em determinadas situações e, principalmente, não sabem lidar com o principal ator do processo ensino-aprendizagem, a saber o professor. Não conseguem expor inteligivelmente ao professor as questões que viram na relação do aluno com o objeto de saber. Os psicopedagogos já estão atuando e seu surgimento – na década de 90 – não provocou impacto algum nos índices de fracasso escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me aflige é que problema de aprendizagem é assunto da Psicologia. Será que nós, psicólogos, temos alguma dúvida quanto a isto? Assim, questiono nossa atuação nas escolas e nas clínicas. O que estamos fazendo, ou deixando de fazer, que permite que um grupo (grande) de pessoas resolva fazer o nosso trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente por ver tantos profissionais achando que podem fazer o nosso trabalho nas escolas que proporcionou a criação deste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso trabalho é muito importante, necessário e sério. Assim deve ser encarado e realizado junto aos demais profissionais da educação para que estes percebam nosso espaço e respeitem-nos. E o respeito refere-se a não tentar fazer o que é nosso e esperar nossa atuação correta. Não há como provocar isso apenas com palavras e textos escritos. Devemos atuar com a responsabilidade da estabilização da Psicologia Escolar enquanto profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas em que atuei, os demais educadores não sabem o que um psicólogo escolar faz. Esperam que façamos clínica dentro da escola. Quando digo que tal ação é vetado legalmente, eles caem em um vazio, não sabem quem devem encaminhar para mim e se assustam quando peço para entrar em suas classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que há espaço a ser ocupado e não estamos competentes o bastante para fazê-lo. Outros grupos também vêem o espaço e querem ocupá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também a questão de que as escolas, públicas e particulares, estão fechadas para nós. Com a desculpa de parcos recursos, não somos contratados. Creio que esta profissão não está estabelecida plenamente a ponto dos gestores não perceberem nossa importância. Nossa atuação profissional responsável, focada na construção desta área, embasada teoricamente, juntamente com o apoio do Conselho Federal de Psicologia e dos Conselhos Regionais poderão responder a comunidade educacional qual é o nosso papel nas escolas e na educação não sendo necessário mais ninguém para resolver os problemas de aprendizagem que têm solução nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reformas educacionais são necessárias sim, não com “novos” profissionais, mas com ações reais, fortes e impactantes desde o nível ministerial até as secretarias municipais e boas gestões administrativas escolares. Educação não é brincadeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3908785606643551795?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3908785606643551795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/projeto-de-lei-3512-de-2008.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3908785606643551795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3908785606643551795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/projeto-de-lei-3512-de-2008.html' title='Projeto de Lei 3512 de 2008'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1713877952867518470</id><published>2010-01-27T10:40:00.003-03:00</published><updated>2010-01-27T10:58:51.878-03:00</updated><title type='text'>4000</title><content type='html'>Queridas leitoras e caros leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, a cada milhar de acessos, marco a ocorrência com uma postagem.&lt;br /&gt;Mais uma vez, agradeço a frequência, o incentivo dos/as amigos/as, a visita de navegadores, de curiosos/as da área de educação e, principalmente, dos/as estudantes, profissionais e pesquisadores da Psicologia Escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reafirmo meu desejo e principal objetivo com este blog que é a discussão de temas típicos da área da Psicologia Escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha penúltima postagem - uma lista dos livros que leio - tem como meta indicar quem são os autores que me influenciam. Isto porque quando pensamos e escrevemos, trazemos idéias de outras pessoas. Assim, os textos que escrevo sobre meu cotidiano na escola tem auxílio de multiplas fontes, inclusive orais, e muitas vezes é extremamente difícil distinguí-las. O meu compromisso ético resolve parte desta situação com esta postagem que, obviamente, será atualizada a cada término de leitura. Os textos mais relacionados com o nosso tema serão resenhados em postagens individualizadas, como tem sido feito. As demais, com uma mini resenha, como já pode ser lido na penúltima postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que meus/minhas seguidores/as continuem frequentando este blog, que as visitas sejam proveitosas, que meus textos sejam úteis a quem se dispõe a lê-los.&lt;br /&gt;Informo ainda que neste mês de férias, minhas postagens estão menos frequentes devido a distância da minha musa inspiradora: a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigada pela presença!&lt;br /&gt;Vicenza Capone&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1713877952867518470?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1713877952867518470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/4000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1713877952867518470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1713877952867518470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/4000.html' title='4000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1740824363075109782</id><published>2010-01-26T13:49:00.015-03:00</published><updated>2011-01-04T09:54:38.087-03:00</updated><title type='text'>Livros lidos em 2010</title><content type='html'>Os textos aqui expostos muitas vezes não possuem citações ou referências. Eles sofrem a influência de livros que leio. Esta é a razão de apresentar a lista destes livros aqui com uma breve resenha correspondente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver a curiosidade de verificar esta lista perceberá que os títulos não correspondem apenas a textos da ciência psicológica. Outros livros que tenho curiosidade de ler ou que me são indicados por colegas também estão aqui. Além disso, há livros de religião e romances que também influenciam nosso pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice, - Benjamin Moser&lt;br /&gt;Biografia de Clarice Lispector.&lt;br /&gt;Moser trabalha a tese de que a obra de Clarice é auto-biográfica, ou seja, seus livros, contos e crônicas versam sobre ela mesma, seu estado de espírito e seu crescimento pessoal.&lt;br /&gt;Além de detalhes da vida desta autora fascinante contextualizada com os fatos político-sociais dentre os quais ocorreram, cada livro seu é interpretado por Moser conforme a situação de vida que Clarice enfrentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magia da Pixar – David A. Price&lt;br /&gt;Algo como a biografia da empresa Pixar de desenhos animados por computador.&lt;br /&gt;Os primórdios da invenção da Pixar a partir do desejo de fazer longa-metragem de animação sem talento para desenhar.&lt;br /&gt;A importância de Steven Jobs e John Lasseter na realização do sonho e seus esforços para que filmes como &lt;em&gt;Toy Story I &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;II&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Os incríveis&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Ratatuille&lt;/em&gt; se tornassem realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino do pijama listrado – John Boyne&lt;br /&gt;Mais uma história sobre o holocausto judeu.&lt;br /&gt;Sutilmente, Boyne mostra a crueldade de indivíduos que liquidam seus iguais em espécie sem fortes ideologias.&lt;br /&gt;Com a visão de um menino de 9 anos, apresenta o cotidiano de uma família que contempla passivamente a destruição de centenas sem questionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condessa de Barral: a paixão do imperador – Mary del Priore&lt;br /&gt;Biografia de Luísa Margarida Portugal e Barros, Condessa de Barral e de Pedra Branca.&lt;br /&gt;Luísa foi filha do Conde de Pedra Branca, diplomata brasileiro no período colonial. Foi também preceptora das princesas Isabel e Leopondina.&lt;br /&gt;O livro retrata a luta pela independência na Bahia e suas diversas revoltas. Ilustra também os diferentes tratamentos aos escravos conforme diferentes senhores de engenho, a vida na corte francesa e brasileira e a influência do romantismo no comportamento das pessoas do Brasil imperial.&lt;br /&gt;A Condessa de Barral foi amante de D. Pedro II e influenciou fortemente o destino de nossa nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convidada - Simone de Beauvoir&lt;br /&gt;Romance intimista que mostra o desenvolvimento de uma mulher de trinta anos através de seus relacionamentos e dos sofrimentos causados por eles e pelo próprio processo de crescimento.&lt;br /&gt;Angústias geradas por decisões, desejos que se chocam com planos alheios, rupturas de regras sociais, filosofia e intelectualidade são constantes durante toda a narrativa desenrolada durante o período anterior a segunda guerra mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1984 - George Orwell&lt;br /&gt;Romance distópico que narra uma sociedade gerida por estado extremamente opressor, sem qualquer liberdade individual. Orwell cria uma sociedade pós-revolução socialista na qual até o pensamento é monitorado e o poder tem por objetivo o próprio poder e sua fonte é o controle do indivíduo.&lt;br /&gt;Intenso e inquietante, esta obra tem sido estudada por cientistas sociais. É considerada um alerta para a manutenção da liberdade pessoal contra o massacre do estado em nome do bem coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberação - Salvador Gentile&lt;br /&gt;Romance espírita que descreve as formas de obsessão e desobsessão, suas origens, relações, efeitos, formas de ação, como os espíritos incluenciam as atividades dos encarnados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentiras no divã - Irvin D. Yalom&lt;br /&gt;Romance que descreve relações entre psicanalistas e seus clientes, entre estes e entre os profissionais e seus amigos e conjuges. Yalom explora vários conceitos fundamentais em psicoterapia e, a usando as relações de seus personagens, nos faz questionar dogmas da psicanálise e das psicoterapias.&lt;br /&gt;Fascinante leitura para psicólogos/as e leigos. Yalom é psicanalista e escreve usando sua experiência profissional de forma extremamente criativa e instigante. É principalmente uma grande propaganda dos benefícios que a submissão à psicanálise pode nos proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrumento de Vigilância Precoce do Autismo: Manual e Vídeo - Carolina Lampreia e Mariana M. R. Lima&lt;br /&gt;Teste de identificação precoce de autismo direcionado para profissionais de saúde e de educação a ser aplicado em bebês de até 24 meses.&lt;br /&gt;Resultado de quatro anos de pesquisa coordenada pela Professora do Departamento de Psicologia da PUC-RIO, Carolina Lampreia sobre formas de identificação de autismo. A detecção desta forma diferenciada de desenvolvimento humano é fundamental para um tratamento mais eficaz. O instrumento conta com 34 páginas e um DVD explicativo. Vendas: vendas@loyola.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um "fluido vital" chamado ectoplasma: uma nova proposta de cura - Matthieu Tubino&lt;br /&gt;Obra que disserta sobre os efeitos do excesso de ectoplasma e como eliminá-lo. Mostra a busca das pessoas aos especialistas em doenças e a falha da medicina no alívio de sintomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eclesiastes&lt;br /&gt;Livro componente da Bíblia. Trata da efemeridade da vida e da grande importância que damos a elementos fúteis.&lt;br /&gt;"O que foi, isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol."&lt;br /&gt;"Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do sol."&lt;br /&gt;"Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em ciência, aumenta em trabalho."&lt;br /&gt;"Melhor uma mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho e aflição de espírito."&lt;br /&gt;"Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito, mas a fortuna do rico não o deixa dormir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que confundiu sua mulher com um chapéu - Oliver Sacks, com tradução de Laura Teixeira Motta&lt;br /&gt;Sacks se auto-intitula um neurologista romancista. A descrição dos casos expostos se dá de forma acessível, mostrando aberrações a que podem ser submetidos homens e mulheres. Com fundamentação teórica, ma não citações científicas, o autor permite que leigos (como eu) desfrutem do mundo desconhecido da neurologia com pouquíssimos termos técnicos e com a doçura e um escritor e médico sensível às dores humanas.&lt;br /&gt;Sacks é autor do livro que embasou o filme "Tempo de Despertar" que é amplamente conhecido entre nós, brasileiros/as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transtornos mentais: uma leitura espírita - Suely Caldas Schubert&lt;br /&gt;Os transtornos mentais mais comuns são apresentados conforme a psicologia geral, a psicologia profunda e a psiquiatria e, posteriormente, analisados conforme a interpretação espítita com exposição de casos. As práticas de cura e o ambiente de preparação para as sessões de cura também são expostos e discutidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres do Evangelho e outros personagens transformados pelo encontro com Jesus - Robson Pinheiro pelo espírito Estevão&lt;br /&gt;Detalhamento da vida de alguns personagens que tiveram contato com Jesus na antiguidade e as transformações pelas quais passaram após o encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autismo e psicanálise: o lugar possível do analista na direção do tratamento - Flávia Chiapetta de Azevedo&lt;br /&gt;Flávia escreve de forma brilhante, clara, concisa, retomando a intervalos o significado de sua argumentação e, assim, facilitando a apreensão desta difícil tarefa que é compreender o tecido elaborado com fios psicanalíticos.&lt;br /&gt;Este livro é uma visão explicativa do desvio de desenvolvimento chamado autismo. A autora expõe três principais teóricos psicanalíticos que se dedicaram ao tema apresentando seus equívocos.&lt;br /&gt;Apresenta, então, a teorização lacaniana com a retomada do inconsciente freudiano utilizando, como referência, os três "A" de Bleuler: o pequeno "a", o grande "A" e o objeto "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;a&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;Passa a discorrer sobre o lugar possível do analista no trabalho com um ser que ainda não se constitui como sujeito e que, portanto, não demanda. Esta última vem do próprio analista que, ao se colocar na posição de objeto "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;a&lt;/span&gt;", provoca a possibilidade de posicionamento da criança como sujeito, o pequeno outro "a", de forma a reduzir a ameaça que representa o grande "A".&lt;br /&gt;Nesta obra, apesar de não expressar objetivamente, Chiapetta considera que o autismo tem estrutura psicótica. Consideramos dessa forma porque a autora usa a análise de casos de adultos psicóticos e o estudo da linguagem desses para avançar na compreensão do autismo.&lt;br /&gt;Leitura para iniciados em psicanálise e para psicólogos despidos de preconceitos quanto a esta teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambores de Angola – Robson Pinheiro pelo espírito Ângelo Inácio&lt;br /&gt;Romance espírita que esclarece o trabalho realizado por tendas de umbanda e desmistifica os equívocos entre a umbanda e a quiumbanda ou os terreiros de candomblé. Os termos corretos também são corrigidos nesta obra, como se vê acima, onde se usa quiumbanda no lugar de quimbanda, designação errônea, segundo Robson Pinheiro. As diferenças entre a doutrina espírita e seu desenvolvimento astral também é exposto comparativamente à umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábulas de Esopo para executivos – Recontadas por Alexandre Rangel&lt;br /&gt;Cem fábulas de Esopo são contadas por Rangel e interpretadas, brevemente, com a moral da história direcionada ao trabalho em corporações. Ideal para serem usadas para desenvolvimento de recursos humanos. Por ser de rápida leitura, não há garantia de sua total apreensão, já que contém muita informação para ser incorporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder do Agora - Eckhart Tolle&lt;br /&gt;Através de perguntas e respostas, Tolle apresenta exercícios de meditação capazes de superar conflitos, sofrimentos e dores comuns da vida moderna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1740824363075109782?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1740824363075109782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/livros-lidos-em-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1740824363075109782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1740824363075109782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/livros-lidos-em-2010.html' title='Livros lidos em 2010'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-5416766688716538514</id><published>2010-01-02T17:05:00.012-03:00</published><updated>2010-01-02T18:21:56.529-03:00</updated><title type='text'>Elaborando um Plano de Ação</title><content type='html'>Informo às/aos minhas/meus seguidoras/es que meus textos se originam das intempéries cotidianas vivenciadas por mim no ambiente escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mês de novembro, com seu excesso de feriados (aqui em Brasília também temos o dia 30, dia do Evangélico) reduz bastante a nossa produtividade laboral. Dezembro é o mês obrigatório para a elaboração de relatórios individuais e anuais de atividades, além do plano de ação para o ano que virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez este seja um bom assunto: a elaboração do plano de ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As/os profissionais de Pedagogia e Licenciatura estão acostumados a trabalhar com projetos. Estes são direções de ações a serem executadas por um setor ou indivíduo de modo a suprir necessidades da escola. Professoras/es trabalham em conjunto em projetos em todos os níveis da educação. No primeiro seguimento do nível fundamental (1ª a 4ª séries), as professoras trabalham com temas durante o ano e (toda) a escola é ornamentada segundo o tema da vez. Muitas vezes, o tema relaciona-se com as festas do calendário escolar. Também costuma ocorrer o trabalho conjunto sobre um valor humano do qual as/os alunas/os demontram necessitar, como cultura da paz, solidariedade, higiene, nutrição saudável. No caso de professoras/es no segundo seguimento do ensino fundamental (5ª a 8ª séries), os docentes trabalham o mesmo assunto com enfoques particulares em cada uma das diciplinas, realizando também um trabalho multidisciplinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os projetos devem conter fundamento teórico, justificativa, objetivo geral, objetivos específicos, procedimentos, cronograma de ações, material necessário para execução, parcerias possíveis. Eventos que necessitem de espaço devem indicar as soluções possíveis e documentos necessários, como autorizações de pais para passeios dos infantes, devem estar anexados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elaboração de um projeto em uma escola conhecida pode ser uma tarefa fácil. Os livros de Psicologia Escolar às vezes indicam direções que o trabalho pode tomar. Pesquisas também podem mostrar ações que funcionaram em outros contextos. Além disso, o estudo deve ser companheiro do prático e aqui ele servirá para fundamentar as ações propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, como fazer um plano de ação para uma escola nova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente devemos fazer um diagnóstico. Devemos ser sensíveis para expor nossas descobertas, identificar parceiros dentro da escola, estabelecer objetivos em conjunto. Entrevistas com os professores em conjunto ou individualmente, gestores, pais, auxiliares de educação, secretários orientam o trabalho e mostram como a escola funciona. Observação de recreio, entrada e saída de turnos, tempo de descanso de professores também são essenciais para a construção de uma visão da escola o mais próxima da realidade possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico não pode demorar muito devido a expectativa que um/a psicólogo/a traz para o ambiente de trabalho. Em geral, as pessoas acreditam que resolveremos todos os problemas da escola, já tratamos disso aqui (Vide &lt;em&gt;O que espera a escola&lt;/em&gt;, 20 de julho de 2009). Muitas vezes o que acontece é que mostramos a elas questões que não percebiam ou às quais se acomodaram. Tal consciência pode ser bastante perigosa, principalmente se nos propusermos a mudar a realidade que é confortável para outros profissionais. Este é o motivo principal que nos compromete a elaborar objetivos em conjunto. Não resolver rapidamente um problema devido ao costume de trabalho de outras pessoas é algo que não se aprende teoricamente. Creio que a Psicologia Organizacional nos auxilia nesta angústia/frustração, mas a análise e construção de formas de se atuar neste terreno lodoso é muito particular e contextual (Ver &lt;em&gt;Conhecimentos de Psicologia Usados em Psicologia Escolar&lt;/em&gt;, 18 de julho de 2000). Aqui há um imperativo para o uso da sensibilidade e delicadeza. Trata-se de uma questão de respeito à escola e seus atores agir cuidadosamente. Há um grande risco de se perder todo o trabalho. Isto já aconteceu comigo. Consulte &lt;em&gt;Angústia&lt;/em&gt;, 9 de agosto de 2009, neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver pressa, pois a confiança da escola em nosso trabalho é fundamental para que ele seja exequível. Assim, seis meses a um ano de pesquisa sobre o funcionamento da instituição pode ser melhor do que o impedimento do serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às parcerias, devemos alertar para a construção de redes institucionais confiáveis antes de contar com profissionais para palestras, oficinas, reuniões ou estudos de casos. Antes de anunciar uma atividade todos os participantes executores devem ter confirmada a sua presença para que a segurança na figura da/o psicóloga/o não seja abalada. Também é necessário ter opções, caso haja cancelamento. Infelizmente, a atitude profissional que buscamos ter às vezes não é demonstrada por quem mais confiamos. Isto também já aconteceu comigo. (Sobre redes, veja &lt;em&gt;Redes Interinstitucionais&lt;/em&gt;, 12 de outubro de 2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-5416766688716538514?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/5416766688716538514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/elaborando-um-plano-de-acao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5416766688716538514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5416766688716538514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2010/01/elaborando-um-plano-de-acao.html' title='Elaborando um Plano de Ação'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6484588815764209553</id><published>2009-12-26T10:55:00.003-03:00</published><updated>2009-12-28T14:33:22.135-03:00</updated><title type='text'>Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica</title><content type='html'>Estive afastada das minhas atividades ligadas ao blog devido a exigências típicas de fim de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ínterim participei do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica(FMEPT) que ocorreu em minha cidade, Brasília. Um evento de tal grandeza levou-me a esforçar-me para comparecer. As conferências e encontros individuais com outros educadores nutriram-me de idéias dignas de exposição. Uma delas, creio, deve ser apresentada dada a justificativa para nosso acompanhamento no evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que trabalho em uma escola pública de 1ª a 6ª séries do ensino fundamental. Fui questionada sobre o que estava fazendo em um Fórum de Educação Profissional e Tecnológica. Muito simples, para chegar à educação técnica é necessário passar pela educação fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta primeira resposta teve eco na conferência de Márcio Porchmann no primeiro dia. Este educador é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, professor da UniCamp e descreveu sucintamente o atual estado da sociedade brasileira em seus aspectos econômicos e relacionais. Falou sobre a nova constituição familiar, com menos crianças e vários enlaces amorosos e o conseqüente predomínio de famílias monoparentais. Em contraste com as constituições anteriores, na qual um aniversário ou comemoração reunia dezenas de pessoas sem contar os agregados, nessa perspectiva há redução da possibilidade de socialização através da família devido a sua evidente redução de entes. Esse dado implica em importante queda de qualidade de vida, de oportunidade de conhecimentos e diminuição drástica nas redes sociais (vide &lt;em&gt;Redes Sociais&lt;/em&gt;, neste sítio, setembro de 2009). As soluções dos problemas surgidos com esta nova constituição familiar deverão ser dadas por alguém ou alguma instituição. É claro que a solução deve ser oferecida pela escola. Estava, eu, pois, no lugar certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos brindados também pela conferência de Leonardo Boff. Apesar deste senhor dispensar apresentações, meu colega de lado perguntou-me qual era a instituição que ele representava. Quem me conhece deve imaginar a cara que fiz: assombro total. Boff foi aplaudido sete vezes em uma hora de palestra. Seus argumentos vão de bactérias a vários universos ao invés de um; corrigindo-me, conforme Boff, &lt;em&gt;pluriverso&lt;/em&gt;. Devo acrescentar que as informações que Boff apresenta são assustadoras, mas perfeitamente aceitáveis, talvez pela forma com que ele as profere, talvez pela sua aparência doce e confiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de Boff a responsabilidade do meu atraso em escrever resumidamente os novos conhecimentos adquiridos no Fórum. Não aceitei escrever sem um link para sua palestra. Tal complexidade ela contém que não me senti capaz de resumi-la. Sua principal idéia, para mim, é a nossa dependência do planeta. A Terra pode ficar sem os seres humanos, mas nós não temos outro veículo. Não é apenas uma dependência alimentar. Necessitamos deste abrigo. Não podemos estar em outro lugar. No entanto, estamos destruindo quem nos acolhe e oferece tudo de que necessitamos. Sua conferência é emocionante e não nos permite alternativa senão lutar incansavelmente pela recuperação de nossa casa – segundo ele, nossa Mãe Terra. Na última semana de novembro, período em que se realizou o FMEPT, a Cop 15 ainda não havia começado. Talvez a desesperança provocada por Copenhagen possa ser reduzida com a sua conferência: http://sitefmept.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=347&amp;catid=39&amp;Itemid=220&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 26 de novembro, os trabalhos do FMEPT foram abertos com a Caravana da Anistia, em sessão solene de julgamento do processo de anistia de Paulo Freire. A vida deste exemplar educador foi apresentada, assim como sua perseguição política pelo Estado Brasileiro. Após aprovação unânime do parecer do relator do processo, a palavra foi dada a sua viúva. Preparada e ansiosa por vivenciar este momento, a representante de Paulo Freire expôs, com veemência, o sofrimento provocado pela ditadura ao homem que tanto amava sua Recife. Durante sua fala, podíamos ouvir os sons típicos de choro em toda a platéia. Quanto a mim, não presenciei palestra mais emocionante. Além do momento histórico que presenciávamos, o pedido oficial de desculpas do governo brasileiro a tão nobre cidadão, a forma com que tudo se deu, o local mais que apropriado, as palavras ricamente escolhidas por Ana Maria Araújo que possibilitavam a empatia e compaixão pelo sofrimento provocado em Freire pela sua expulsão compulsória do seu país, tudo isto justifica nossa expressão de emoção. http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u657969.shtml&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do FMEPT eu percebia o quanto a educação ainda é tida como a redenção para os problemas que vamos enfrentar. Acredito que a crise pela qual passamos ainda não acabou, principalmente após ouvir Boff, e que continuaremos sem apoio real para realizarmos o que sociedade e intelectuais tanto esperam de nós. Assim como o método de Paulo Freire nunca foi implantado no Brasil, também nós modificamos vidas em nossas escolas com nosso esforço pessoal. Conforme proferiu Moacir Gadotti, momentos depois do julgamento da anistia citada, Paulo Freire somente será realmente anistiado quando não mais houver analfabetos no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6484588815764209553?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6484588815764209553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/12/forum-mundial-de-educacao-profissional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6484588815764209553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6484588815764209553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/12/forum-mundial-de-educacao-profissional.html' title='Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4257055942263136716</id><published>2009-11-21T16:30:00.005-03:00</published><updated>2010-01-02T20:01:15.030-03:00</updated><title type='text'>Curso de Escutatória</title><content type='html'>Durante a leitura da minha antepenúltima postagem &lt;em&gt;Sobre indisciplina coletiva &lt;/em&gt;detectei a possibilidade da interpretação de que os alunos têm solução para seus problemas coletivos. Bem, não acredito nisto. O que eu quis dizer é que se ouvirmos uma turma em relação a um problema que professores encontram nela, perceberemos melhor e mais rapidamente a solução mais viável e correta para o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito muito no desenvolvimento que o estudo e a auto-compreensão trazem. Como nós somos adultos temos mais disto que os pequenos. Porém eles têm informações e não costumam ser ouvidos. Esta é, então, a minha proposta: ouvir os alunos a respeito de questões mesmo quando são de difícil solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como psicóloga tenho percebido intensamente como a escuta faz diferença para as pessoas. Não estamos acostumados a ser ouvidos. Há um texto de Rubem Alves chamado Curso de Escutatória que fala sobre o poder do silêncio e da necessidade de ser ouvido/a. Nós, psicólogos, usamos a escuta como instrumento de trabalho. É com ela que entendemos onde está a questão que aflige o outro e podemos assim auxiliá-lo, realizando nossa função primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ferramenta é por nós usada com profundidade. Mas todos os humanos devem fazer uso dela. Rubem Alves propõe isto e o escreve com sua magnitude peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando o texto para disponibilizá-lo, achei um sítio que talvez interesse pela delicadeza. Resolvo expor o texto do mestre com sua fonte para que minhas/meus leitoras/es possam passear livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de alertar as/os colegas para o grande risco que representa a substituição de discurso. Devemos estar sempre atentas para ela ao escutar uma pessoa individualmente ou em grupo. A partir do que é dito poderemos elaborar formas de ultrapassar as dificuldades provocativas de acordo com nossas teorias de base e (as) desenvolvidas pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Curso de Escutatória, por Rubem Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas – coitadinhas delas – entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise…) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia – a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada…” A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.” Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg – citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.” Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico”), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.” Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.” Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.” E assim vai a reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U” definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino…” Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós – como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa – quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto… &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://questionar.wordpress.com/2009/07/21/curso-de-escutatoria-%e2%80%93-rubem-alves/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4257055942263136716?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4257055942263136716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/11/curso-de-escutatoria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4257055942263136716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4257055942263136716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/11/curso-de-escutatoria.html' title='Curso de Escutatória'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-5279443052269720286</id><published>2009-11-21T09:45:00.003-03:00</published><updated>2009-12-04T19:57:59.824-03:00</updated><title type='text'>Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas</title><content type='html'>Em todas as escolas há drogas... A média de idade do primeiro contato com substâncias psicoativas é de 12 anos... A escola é espaço privilegiado para prevenção porque todas as crianças e adolescentes devem freqüentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do uso, abuso e dependência de drogas está relacionado à nossa cultura. O uso de psicoativos sempre esteve presente nas sociedades humanas, porém associado a rituais. A sociedade ocidental descontextualiza o uso de elementos alteradores de consciência, transformando essa prática em problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proibição não diminui o uso de psicotrópicos. A informação oferecida pelas muitas mídias não reduz os índices de uso a ponto de diminuir a preocupação dos órgãos governamentais de saúde. Os efeitos do abuso de drogas sobre o próprio organismo não inibe a continuidade do uso. Apesar da aparente impossibilidade de solução deste problema, não é possível também que esperemos os efeitos sem qualquer ação. Assim, cabe principalmente à escola o serviço público de alertar para os efeitos e perigos associados ao uso de drogas psicoativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas (PRODEQUI), a pedido do Ministério da Educação em associação com a Universidade de Brasília, elaborou o Curso de Prevenção de Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas com objetivo de “capacitar educadores para uma abordagem de forma aberta, integrada, cooperativa e eficiente das situações do cotidiano escolar relacionadas ao uso de drogas, bem como para o adequado encaminhamento de usuários e familiares para a rede de serviços especializados; [e de] instrumentalizar os educadores com conhecimentos científicos e técnicos que lhes permitam planejar e executar ações preventivas no âmbito da escola.” (Guia do Aluno)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso, além de informações sobre os diversos tipos de drogas, seus efeitos e impactos sobre a família e a sociedade; também apresenta características importantes da adolescência enquanto fase da vida. As diferenças na propensão e impactos que substâncias psicoativas podem apresentar sobre o organismo humano também são expostas, alertando para diferenças individuais. São informadas como características de vulnerabilidade individual na adolescência “baixa auto-estima, falta de autoconfiança, dificuldade de tomar decisões; fatores biológicos; conflitos familiares e violência doméstica; fracasso ou exclusão escolar; regras e sanções ambíguas ou inconsistentes na família ou na escola; falta de vínculos afetivos com a comunidade; falta de consciência dos efeitos das drogas; ausência de participação social e de um projeto de vida.” (pág. 95) Além disso, há “condições sociais como o desemprego, a discriminação, o empobre-cimento, a violência, assim como a disponibilidade de acesso às drogas, são fatores importantes na configuração do abuso de drogas.” (pág. 95)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instrumentalização das possíveis ações a serem desenvolvidas pelos alunos-educadores advém das leis brasileiras; da teoria sistêmica utilizando a compreensão contextual do uso, abuso e dependência; e do estudo das redes sociais pessoais e da instituição de ensino como fatores de proteção ou de risco para o uso de psicoativos. A partir destes instrumentos, os educadores são convidados a buscar parcerias na comunidade que abarca a escola e a residência dos alunos atendidos. Formas de envolver a família dos alunos também são propostas, assim como as possibilidades de empoderamento das mesmas de modo a potencializar a ação preventiva desenvolvida pelos educadores na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas são as possibilidades de se tratar o assunto nas atividades escolares, tradicionais ou não:&lt;br /&gt;integrando o assunto nas disciplinas ministradas de modo a provocar sua discussão e conseqüente familiarização/desmistificação pelos alunos;&lt;br /&gt;envolvendo o tema na programação de eventos que a escola organiza durante o ano;&lt;br /&gt;estabelecendo ações e prevendo eventos no projeto pedagógico da escola;&lt;br /&gt;envolvendo o professor pessoalmente, fazendo-o repensar sua vivência com as drogas, o impacto dela em sua vida e sua reações a ela objetivando a possibilidade de tratar do assunto com maior tranqüilidade e segurança;&lt;br /&gt;promovendo a formação de adolescentes multiplicadores de informações de prevenção ao uso, abuso e dependência de psicoativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas ações devem ser desenvolvidas com integração da maior quantidade de profissionais possível e sempre com a participação ativa de professores, pois estes são os atores principais de uma instituição escolar. É necessário estabelecer a demanda da escola, os objetivos a serem atingidos e as metas a curto, médio e longo prazo, qual população será alvo do trabalho. A comunidade escolar deve estar envolvida nas atividades desde o seu início e a programação deve constar em um plano de ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso aqui analisado sugere que após o conhecimento da escola e/ou da comunidade é possível realizar o diagnóstico da instituição na qual se aplicará o plano através do levantamento de informações sugerindo-se a utilização dos seguintes instrumentos: contato com informantes-chave; observação; pesquisa; expectativas; demandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este diagnóstico será um dos itens do projeto de atuação anti-drogas a ser realizado como trabalho final dos alunos-educadores do curso aqui analisado. Os alunos são estimulados a desenvolver o projeto definindo atividades, sensibilizando as pessoas da instituição ou da comunidade para sua implantação, selecionando o material educativo adequado à população-alvo, capacitando recursos humanos para o trabalho preventivo, realizando oficinas para disponibilizar conhecimentos e desenvolver habilidades, realizando atividades com alunos, identificando os recursos necessários, avaliando custos, construindo parcerias, definindo prazos e formas para avaliar o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se que o curso apresenta sugestão para a alusão do assunto de forma individual a ser usado no caso de alunos que estão usando produtos psicoativos sem oferecer fórmulas. Há indicações de leis e órgãos a serem buscados para auxiliar nestes casos. Assim, o educador deixa de sentir-se abandonado com um grande problema que detectou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão bastante interessante é a possibilidade de uso das informações e do enfoque usado com os alunos, em grupo ou separadamente, embasados no tempo presente. Isto é considerado importante porque crianças e adolescentes não apresentam pensamento projetivo ou abstração desenvolvidas como os adultos. Não é possível, portanto, analisar um assunto argumentando sobre o tempo futuro quando seu interlocutor é muito jovem – os efeitos do consumo após dez anos, o impacto da falta de estudos na vida adulta, a redução da capacidade de raciocínio devido à dependência, as restrições no campo social. O enfoque do discurso que causa efeito nessa faixa etária deve ser dado no tempo presente e este curso apresenta argumentos que possibilitam esta abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que o curso em análise tem sido aplicado desde 2004, sendo o presente ano o terceiro. No primeiro ano foram atendidos cinco mil alunos-educadores; em 2006 o número de estudantes cresceu para dez mil e em 2009, são vinte e cinco mil cursantes em todo o Brasil. É provável que no ano de 2010 não haja ampliação deste número. O curso é desenvolvido à distância com monitoramento constante. Conta com várias mídias como auxiliares do processo de ensino, a saber, livro, cd-rom, fórum de debates na internet, grupos de estudo, exercícios a cada lição, consulta a monitores on-line. A programação prevê dezesseis lições com um curtametragem associado. Na última lição, são oferecidas informações para a montagem do plano de ação antidrogas que foi construído durante todo o curso através dos exercícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente não há garantia de que os alunos-educadores efetivarão o plano construído nem há compulsoriedade desta ação. Consequentemente, a avaliação do curso, ou seja, o impacto dele sobre as comunidades atingidas não ocorre. Em entrevista a coordenadora do PRODEQUI, Professora Doutora Maria Fátima Olivier Sudbrack, relatou a preocupação do órgão com este ponto. Estuda-se métodos para o acompanhamento pós-curso como forma de garantia de execução e ganhos efetivos para a comunidade escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para outras informações sobre o curso, acesse:&lt;br /&gt;http://www.prodequi.unb.br/moodlesenad/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-5279443052269720286?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/5279443052269720286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/11/curso-de-prevencao-do-uso-de-drogas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5279443052269720286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5279443052269720286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/11/curso-de-prevencao-do-uso-de-drogas.html' title='Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4434626134795251102</id><published>2009-11-16T17:49:00.002-03:00</published><updated>2009-11-16T17:57:06.620-03:00</updated><title type='text'>3000</title><content type='html'>Como de costume, a cada milhar escrevo para marcar a data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de agradecer aos/às leitores/as e amigas/os que ajudam na propaganda deste blog, gostaria de compartilhar que recebo muitos comentários positivos de algumas/ns visitantes que me saúdam pela fluência do texto e interesse despertado pelas questões apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estes/as incentivadores, o meu "muito obrigada" porque são estas palavras que reforçam a minha vontade de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de acessos indica que o exercício da escrita e da exposição de experiências têm sua fundamentação no ato de compartilhar e convidar ao desenvolvimento conjunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4434626134795251102?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4434626134795251102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/11/3000.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4434626134795251102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4434626134795251102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/11/3000.html' title='3000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8111311280000661041</id><published>2009-10-25T16:03:00.000-03:00</published><updated>2009-10-25T16:04:11.039-03:00</updated><title type='text'>Sobre indisciplina coletiva</title><content type='html'>Um/a leitor/a solicitou auxílio para lidar com sua classe indisciplinada (comentou na postagem “&lt;em&gt;Dinâmica laboral de uma escola&lt;/em&gt;”). Agradeço a questão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que todo o comportamento pode ser interpretado como uma forma de comunicação. Assim, a indisciplina dos alunos indica um desconforto com alguma coisa. Se ela está muito relacionada com a violência, então apresenta o principal perfil da nossa sociedade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço da violência que percebemos hoje em todos os níveis de relacionamento entre humanos aponta para um modelo. Eu penso que a principal raiz deste modelo está nas produções audio-visuais que consumimos. Um dos diretores mais famosos e valorizados é Quentin Tarantino. Ele afirma que a câmera cinematográfica foi inventada para fotografar a violência. Filmes de longa-metragem para cinema ou televisão, seriados, desenhos animados são realizados com base em relações violentas. Produções que não apontam conflito não geram bilheteria e são sem graça. Esta cultura de agressividade tem chegado às músicas e o sucesso dos raps entre adolescentes mostram isto. Nossos telejornais também mostram esta preferência. Há jornais escritos que são classificados pela metáfora: quando torcemos este jornal, pinga sangue. Os mortos são fotografados e apresentados sem pudor algum e os jornais são consumidos vorazmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos esperar que as crianças apresentem comportamentos diferentes dos que elas presenciam em casa, nas novelas, nos filmes, nos desenhos. Que tipo de expressão afetiva elas mostrarão senão aprendem nada diferente? A violência e o desrespeito são valorizados socialmente em seus mínimos gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos alunos mais violentos são tratados com outro tipo de afeto. Uma vez me surpreendi com minha reação agressiva frente a um aluno e sua mãe. Ele gritava comigo e com sua mãe, recusando tudo o que lhe oferecíamos. Ela bateu nele duas vezes na minha frente. Após perceber a minha própria reação e com a saída da mãe por alguns instantes, toquei o braço do aluno com delicadeza e falei-lhe bem baixinho e com doçura. Ele então aceitou um copo d’água que lhe ofereci, andamos um pouco até o bebedouro para que ele respirasse melhor, aguardei que bebesse a água, dispensei a mãe e comecei a conversar com ele informando quais eram meus objetivos, proposta de trabalho e exemplo de um caso bem sucedido que ele conhecia. Desde então, sua extrema reatividade acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este exemplo procuro mostrar que há casos em que o/a aluno/a não sabe outra forma de expressar-se. Como sempre é incompreendido quando está agitado, não percebe que pode mudar pequenas coisas e, consequentemente, transformar a reação dos outros em relação a si mesmo. Na verdade, muitos de nós, mesmo adultos, não percebemos isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sugestão para tratar uma turma inteira indisciplinada é conversar com todos de forma que eles/as possam se olhar e se ouvir. Eles/as devem entender que a desorganização é prejudicial a todos e responsabilidade deles/as também. O silêncio é feito por cada um e cada um deve responder pelo seu silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário dar a palavra ao/às alunos/as. Eles/as apresentam excelentes alternativas de solução de problemas. Apostemos nas idéias das novas gerações. Ninguém melhor do que nossos alunos/as se conhecem, individualmente e em grupo. Eles/as sabem quem faz mais bagunça, pois estão atentos para a diferença da turma quando alguém falta à aula. Valorizemos suas idéias, sua comunicação oral, facial e gestual. Devemos oferecer alternativas de comunicação para os pequenos. Conhecer suas famílias e entender como se relacionam e comunicam para melhor compreendê-los e, assim, educá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é importante que eles/as saibam que estão sendo agressivos oral, facial e gestualmente e o quanto isto é ruim para nós. Esta conversa especificamente deve ser individual para que não se posicionem contra nós perante a turma de modo a se fortalecerem, o que é bastante valorizado socialmente entre os/as alunos/as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a pessoa que suscitou esta postagem tenha tido acesso a ela e que a tenha atendido. Caso não tenha surtido efeito, solicito que indique pormenores para que eu possa ser mais específica. Se preferir, envie e-mail para mim diretamente: vicenzacapone@hotmail.com e ficarei feliz em auxiliar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8111311280000661041?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8111311280000661041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/sobre-indisciplina-coletiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8111311280000661041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8111311280000661041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/sobre-indisciplina-coletiva.html' title='Sobre indisciplina coletiva'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4665106945648776587</id><published>2009-10-18T21:16:00.004-03:00</published><updated>2009-10-18T21:22:10.503-03:00</updated><title type='text'>Violência contra educadores</title><content type='html'>Hoje recuperei um relato meu sobre uma crise de aluno durante atendimento psicopedagógico. Muitos foram os fatores posteriormente identificados que provocaram uma forte reação agressiva por parte deste meu aluno. Trago meu próprio relato para mostrar o pânico que os educadores sofrem quando lidam com casos de agressividade dentro das escolas. O problema que enfrentei teve sua origem nas instituições e não na criança atendida. Um dos fatores identificados como propiciadores de sua reação foi a falta de acompanhamento dos responsáveis pelo abrigo que acolhia esta criança. Além disso, a falta de apoio dos gestores da educação e a incompreensão que sofri por parte dos colegas de trabalho me deixaram chocada com a forma que a situação foi conduzida (na verdade, percebo hoje que havia um desejo de que a situação fosse simplesmente ignorada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Passei a atuar como psicóloga escolar este ano e em minha escola estuda um ex-menino de rua. Após conhecer um pouco da história do menino, decidi fazer uma intervenção mais freqüente com ele que agia de forma completamente diferente dos outros. Ele tem sete anos e já passou por tudo que meninos de rua costumam passar. Após três meses de atendimento, eu ainda não conhecia muito o menino, pois ele fala muito pouco. Devido a uma mudança de horário, um dia o menino agitou-se a ponto de me jogar todos os móveis que havia em minha sala assim como todos os objetos pequenos. Eu o atendia com mais duas crianças que foram tiradas às pressas da sala para não serem machucadas. À noite, minha mãe me perguntou se eu tinha ido fazer exame de corpo delito e eu respondi, alarmada, que não, claro que não! Ela então me disse: “até quando vocês vão apanhar dessas crianças?” Liguei então para uma amiga/colega de trabalho e ela foi mais enfática que minha mãe. Fazer o exame e um relatório para minha central explicando o fato. Fui então à delegacia onde o policial me explicou que nada aconteceria com o garoto e que não havia outra forma de realizar o exame, comprovando a agressão. Não tive apoio na escola onde atuava, pois ela é considerada muito tranqüila e a direção questionou meu relatório. Aparentemente estavam com medo de alguma coisa que ainda não consegui perceber. Quando fui entregar meu relatório na central, a outra chefia perguntou qual era a escola e uma vez respondida ela disse: "mas é uma escola tão tranquila!" Ainda não sei o que esse povo quis dizer. Quarenta dias depois do ocorrido, a conselheira tutelar que toma conta do menino visitou a escola. Perguntou o que tinha acontecido. Contou a história de vida do menino. Ao final, ela questionou quem era a vítima da história e disse que eu não deveria ter ido à polícia. Eu não esperei que ela dissesse a razão para não ir, respondi-lhe que não havia outra forma de fazer o exame de corpo delito e que o policial me garantiu que nada aconteceria ao garoto. Nossa infância está dilacerada! As pessoas que estão em idade reprodutiva não são adultas para educar suas crias. Nós da educação não conseguimos lidar com essas crianças tão protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Temos que compreender como pensam essas novas crianças de modo que elas também nos compreendam. Mas será que elas têm algum interesse em ser compreendidas? E o que podemos dar para essa nova geração? Nossa ciência não oferece subsídios para essa realidade tão crua e nós, que estamos com as mãos na carne, temos que inventar alguma coisa para evitar esse caos que tão rapidamente se aproxima.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O crescimento da violência nas escolas toma um vulto que chegamos a pensar na mudança de leis ou criação de outras. O Jornal do Senado, em sua edição semanal de 12 a 18 de outubro de 2009, tem a violência escolar como manchete principal. A matéria intitulada “Violência escolar explode no mundo todo” e toma toda a página central do periódico legislativo. Ela informa a inclusão da cultura da paz entre os objetivos básicos da educação nacional. Para íntegra da matéria, acesse http://www.senado.gov.br/JORNAL/arquivos_jornal/arquivosPdf/091012.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das colunas será aqui transcritas na íntegra devido a sua importância e alcance conforme nosso julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“&lt;strong&gt;O que fazer em cada caso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando ocorre violência na escola, é preciso tomar atitudes imediatas. Veja como o professor deve agir nas seguintes situações:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aluno armado na escola&lt;/strong&gt;: só converse com a criança/adolescente se sentir que o diálogo é possível. Peça à direção que chame a polícia, cujo dever é abrir processo no juizado da infância e da juventude.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ameaça ao professor&lt;/strong&gt;: a vítima deve registrar ocorrência na delegacia de polícia, pedir a intervenção do conselho tutelar, conversar com os pais e a comunidade. Em último caso, pode ser inevitável solicitar a transferência do aluno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agressão&lt;/strong&gt;: informe a direção da escola e a diretoria regional de ensino, registre a ocorrência na polícia, de preferência acompanhada pelo diretor da escola. Se o agressor for menor de 12 anos, é obrigatória a convocação de representante do conselho tutelar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arrombamentos e furtos&lt;/strong&gt;: dar queixa na polícia é obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Suspeita de abuso em casa&lt;/strong&gt;: é obrigação da escola comunicar o conselho tutelar. O mesmo vale para ausência prolongada do estudante.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;No caso de agressão, acrescento que o relatório encaminhado a cada uma das instâncias acima indicadas deve ter uma cópia encaminhada à Promotoria da Educação (ProEduc) do Ministério Público. Os casos de violência sofridos pelos profissionais da educação devem ser denunciados e não esquecidos, escamoteados. E os profissionais devem ser apoiados. Se as políticas de prevenção propostas para a nossa sociedade passa pela escola, os educadores devem ser empoderados em sua ação ao invés de massacrados por exigências de outras instâncias públicas e falta de respeito de alunos, pais e gestores como vem ocorrendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4665106945648776587?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4665106945648776587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/violencia-contra-educadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4665106945648776587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4665106945648776587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/violencia-contra-educadores.html' title='Violência contra educadores'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7670553329578507752</id><published>2009-10-18T13:52:00.003-03:00</published><updated>2009-10-18T14:50:37.269-03:00</updated><title type='text'>Psicologia Escolar na Internet - uma pesquisa de conteúdo</title><content type='html'>Quando criei este blog, fiz uma pesquisa para identificar sítios similares a este tanto em conteúdo quanto em proposta. Lancei o termo Psicologia Escolar e analisei o conteúdo de uns tantos endereços que foram identificados pela ferramenta de busca do Google. Percebi que havia um único sítio semelhante ao meu, ou seja, referente a exposição de experiência em Psicologia Escolar por parte de um profissional atuante na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por crer na importância desta informação, no dia 13 de outubro de 2009 refiz a pesquisa utilizando dois termos desta vez: &lt;em&gt;Psicologia Escolar e Educacional &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Psicologia Escolar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando como palavras de busca no Google &lt;em&gt;Psicologia Escolar e Educacional&lt;/em&gt; obtive 318000 resultados compatíveis. A ferramenta de busca selecionou 540 por serem os demais bastante semelhantes. &lt;em&gt;“Para mostrar os resultados mais relevantes, omitimos algumas entradas bastante semelhantes a 531 já exibidas.&lt;br /&gt;Se quiser, você pode repetir a consulta, incluindo os resultados omitidos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisei os 100 primeiros sítios indicados dos quais:&lt;br /&gt;60 são institucionais:&lt;br /&gt;03 clínicas&lt;br /&gt;10 ABRAPEE&lt;br /&gt;01 ANPEPP (aviso sobre reunião do Grupo de Trabalho em Psicologia Escolar)&lt;br /&gt;01 CRP (aviso sobre reunião do Grupo de Trabalho em Psicologia Escolar)&lt;br /&gt;03 revistas da área&lt;br /&gt;15 Cursos de Psicologia Escolar e Educacional (universidades, departamentos, especializações, graduação)&lt;br /&gt;15 encontros de profissionais (congressos, simpósios, palestras)&lt;br /&gt;05 CFP (informações sobre a prova de especialista em Psicologia Escolar e Educacional)&lt;br /&gt;01 Gabarito da prova de especialista em Psicologia Escolar e Educacional de instituição não identificada&lt;br /&gt;06 grupos de pesquisa ou laboratórios ligados a instituição de ensino superior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34 são referentes à produção acadêmica:&lt;br /&gt;10 resumos (anais de congresso ou informativos sobre o assunto para leigos)&lt;br /&gt;12 livros (aqui fazemos uma ressalva, pois alguns livros apresentam diversos sítios aparecendo cinco vezes em um dos casos)&lt;br /&gt;12 artigos de revista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03 indicações de sítios ou livros da área&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03 currículos de profissionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui indico como resultado mais importante não haver nenhum sítio de exposição de experiências em &lt;em&gt;Psicologia Escolar e Educacional&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a pesquisa com o termo &lt;em&gt;Psicologia Escolar &lt;/em&gt;no Google, foram relacionados aproximadamente 528.000 sítios e indicados 446 para análise por parte da própria ferramenta de pesquisa: &lt;em&gt;“Para mostrar os resultados mais relevantes, omitimos algumas entradas bastante semelhantes a 444 já exibidas. Se quiser, você pode repetir a consulta, incluindo os resultados omitidos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente analisei os 100 primeiros sítios disponibilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49 institucionais&lt;br /&gt;06 ofertas de empregos&lt;br /&gt;02 ABRAPEE&lt;br /&gt;01 revista&lt;br /&gt;24 cursos (universidades, departamentos, especializações - 09, graduação)&lt;br /&gt;06 serviços oferecidos em Psicologia Escolar&lt;br /&gt;03 grupos de pesquisa e estudos (ligados a instituições de ensino superior)&lt;br /&gt;05 encontros profissionais&lt;br /&gt;02 concursos públicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43 produção acadêmica&lt;br /&gt;03 indicações de livros (livrarias, sítios de compras)&lt;br /&gt;14 artigos de revista&lt;br /&gt;01 resumo em anais de congresso&lt;br /&gt;03 resumos ou relatórios (para disciplinas em curso de graduação)&lt;br /&gt;15 livros (mais uma vez, alguns livros foram indicados diversas vezes)&lt;br /&gt;07 resumos para leigos (textos de temas introdutórios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 imagem de Psicologia Escolar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 pergunta no Yahoo Respostas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02 comunidades na internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 indicação para serviços em Psicologia Escolar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03 experiências profissionais em Psicologia Escolar (dois deles são referentes a este blog)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os sítios indicativos de livros selecionados pelo Google, minha análise mostra apenas sete livros não repetidos. O clássico livro organizado por Maria Helena Souza Patto não está entre eles. Os endereços para interessados/as:&lt;br /&gt;http://www.guiademulher.com.br/ver_noticias.php?cid=livro-sobre-psicologia-escolar-1&lt;br /&gt;http://br.gojaba.com/book/1779739/Psicologia-Escolar-Maria-Helena-Novaes&lt;br /&gt;http://www.tradepar.com.br/detalhes/psicologia-escolar-etica-e-competencias-na-formacao-e-atuacao-profissional-8575160516-95.html&lt;br /&gt;http://claisy-maria-marinho-araujo.comprar-livro.com.br/livros/1857516127/&lt;br /&gt;http://www.livrariadafisica.com.br/detalhe_produto.aspx?id=85031&lt;br /&gt;http://www.jacotei.com.br/psicologia-escolar-em-busca-de-novos-rumos-machado-adriana-marcondes-8585141816.html&lt;br /&gt;http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=5292&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indico também a seleção de artigos de revistas on-line. Neste caso, não cuidei das duplicidades. Além disso, não me responsabilizo pelas idéias contidas em cada artigo ou sítio aqui disponibilizados.&lt;br /&gt;http://www.psicologiavirtual.com.br/psicologia/principal/conteudo.asp?id=3854&lt;br /&gt;http://www.partes.com.br/ed33/emquestao.asp&lt;br /&gt;http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-98932002000200002&amp;lng=es&amp;nrm=&lt;br /&gt;http://books.google.com.br/books?id=c1G6dW1my0UC&amp;pg=PA105&amp;lpg=PA105&amp;dq=Psicologia+EScolar&amp;source=bl&amp;ots=zmLayKuxiA&amp;sig=0TyAw2MfAQuoH_G6ci9BxRkw-Dk&amp;hl=pt-BR&amp;ei=TpbUSpbnGIONuAewmKGJDQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=8&amp;ved=0CCEQ6AEwBzgU#v=onepage&amp;q=&amp;f=false&lt;br /&gt;http://www.revistavigor.com.br/2008/01/21/psicologia-e-psicologia-escolar-no-brasil/&lt;br /&gt;http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=36573407&lt;br /&gt;http://www.infocien.org/Interface/Colets/v1n05a06.pdf&lt;br /&gt;http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;src=google&amp;base=LILACS&amp;lang=p&amp;nextAction=lnk&amp;exprSearch=525634&amp;indexSearch=ID&lt;br /&gt;http://www.alppsicologa.hpg.ig.com.br/PsicologoEscolarEducadorClinico.pdf&lt;br /&gt;http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao.asp?entrID=572&lt;br /&gt;http://sites.ffclrp.usp.br/paideia/artigos/28/07.htm&lt;br /&gt;http://www.institutoagilita.com.br/imagens/Queixa%20escolar.pdf&lt;br /&gt;http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=43282769&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo desta pesquisa foi identificar as produções relativas a experiências vividas na atuação profissional fora da academia. Neste sentido, dentre os 200 sítios analisados, apenas dois preencheram os nossos critérios. Um deles é este. O outro também foi encontrado quando realizei a primeira pesquisa no dia 21 de abril de 2009. Como foi o único, não poderia me esquecer. O sítio é do psicólogo José Luiz Belas, que atua em Niterói – RJ. A experiência profissional dele é vasta com atuação em psicologia clínica (atendimento individual, grupal, casal, família), psicologia hospitalar, escolar, seleção, orientação de estágios em clínica. O objetivo de sua página é semelhante ao meu: compartilhar experiências de forma sistemática com outros profissionais e estudantes de psicologia. Seus textos são fundamentados sem pretensão de linguagem acadêmica.&lt;br /&gt;http://www.jlbelas.psc.br/meustextos.php?var=meustextos&amp;op=secao&amp;id=15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme disse inicialmente e a própria ferramenta de pesquisa indica, há repetições de conteúdo dentre as centenas de milhares de indicações encontradas em ambas pesquisas. Decidi não avançar na análise de todos os 446 sítios indicados em &lt;em&gt;Psicologia Escolar&lt;/em&gt; porque encontramos muitas repetições nos 100 analisados, parecendo-nos desnecessário e improdutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerei também digno de nota a variação encontrada entre as duas pesquisas. Em &lt;em&gt;Psicologia Escolar e Educacional &lt;/em&gt;,94 sítios foram institucionais e acadêmicos, tendo seis páginas fora dessas categorizações. Na pesquisa com o termo &lt;em&gt;Psicologia Escolar &lt;/em&gt;houve maior variação de subtemas dificultando a restrição de categorias: 92 sítios categorizados em instituições ou produção acadêmica; 8 páginas classificadas em cinco grupos bem díspares em conteúdo. Relaciono esta pequena diferença à valorização do termo &lt;em&gt;Psicologia Escolar &lt;/em&gt;em detrimento do &lt;em&gt;Educacional&lt;/em&gt;. Além disso, a diferença no número de sítios selecionados pela ferramenta de pesquisa indica o englobamento de uma pesquisa sobre a outra, neste caso a &lt;em&gt;Psicologia Escolar &lt;/em&gt;supera a &lt;em&gt;Psicologia Escolar e Educacional&lt;/em&gt;, abarcando-a. Talvez o termo menor esteja se fortalecendo pelo uso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7670553329578507752?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7670553329578507752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/psicologia-escolar-na-internet-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7670553329578507752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7670553329578507752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/psicologia-escolar-na-internet-uma.html' title='Psicologia Escolar na Internet - uma pesquisa de conteúdo'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8388823399615806526</id><published>2009-10-12T23:10:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T23:13:53.885-03:00</updated><title type='text'>Redes Interinstitucionais</title><content type='html'>Em meu trabalho como psicóloga de escola, durante as entrevistas com os pais, percebia necessidades que eu não poderia sanar. Limitações no trabalho com os alunos também me angustiaram desde o início de minha experiência laboral. Comecei a perceber que sozinha não conseguiria resolver as questões que detectava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cursos, palestras, supervisões, reuniões, conversas me mostraram que há vários serviços disponíveis que podemos usar e encaminhar pessoas. O nome deste conjunto de contatos é rede. Este conceito é equivalente ao de rede social. A rede social é composta por pessoas que convivem conosco. Já escrevi sobre isto neste blog (Redes Sociais) e apresentei suas características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheço qual é o nome oficial desta rede profissional, mas aqui usaremos o nome &lt;em&gt;rede interinstitucional&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo federal instituiu o Programa Saúde nas Escolas (PSE) que não é uma parceria, mas uma ligação efetiva dos trabalhos de duas áreas do poder executivo: saúde e educação. A educação é chamada porque todas as crianças do país devem, obrigatoriamente, estar na escola sob pena de responsabilidade dos pais. O trabalho preventivo da saúde não consegue atrair as pessoas, então as duas áreas se complementam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este programa está sendo implementado em várias cidades do país e no Distrito Federal há escolas que iniciam sua implantação como projeto piloto. Para saber mais sobre o Programa Saúde na Escola (PSE) acesse:&lt;br /&gt;http://dtr2004.saude.gov.br/dab/programa_saude_na_escola.php&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no setor de saúde, a nível federal temos os Centros de Atenção Psicossocial com atuação e gestão municipal. Os CAPS são centros de atendimento em saúde mental substitutivos de hospitais psiquiátricos. São uma resposta à reforma psiquiátrica fruto da luta antimanicomial. Há centros com foco em dependência química, denominados CAPS-AD (álcool e outras drogas). Para detalhes:&lt;br /&gt;http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29797&amp;janela=1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área de Assistência Social temos um programa governamental em adiantado estágio de implantação, mas talvez de pouco conhecimento, em todo o território nacional. A política de Assistência Social brasileira se faz em três níveis: básica, de média complexidade e de alta complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nível básico, são realizadas ações preventivas para indivíduos ou famílias que se encontrem em vulnerabilidade ou em risco social. As ações têm como fonte o Centro de Referencia de Assistência Social (CRAS). As adaptações são feitas pelos profissionais de cada CRAS de acordo com a necessidade de cada comunidade. Mais informações, favor acessar:&lt;br /&gt;http://www.mds.gov.br/programas/rede-suas/protecao-social-basica/paif&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nível de média complexidade, as ações envolvem casos em que já ocorreram violações de direitos como violência física, moral, sexual; abandono ou ameaça, trabalho infantil, entre outras. Neste nível, as pessoas que tiveram seus direitos violados ainda contam com vínculos familiares preservados. Em geral, os casos de crianças e adolescentes são levados ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) pelos Conselhos Tutelares. Outras informações, acesse:&lt;br /&gt;http://www.mds.gov.br/programas/rede-suas/protecao-social-especial/centros-de-referencia-especializados-de-assistencia-social-servicos-de-protecao-social-especial-a-familia-pessoa-idosa-crianca-adolescente-e-pessoa-com-deficiencia/centros-de-referencia-especializado-da-assistencia-social-2013-creas-familias-e-individuos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Assistência Social de alta complexidade é realizada por abrigos e albergues quando os vínculos familiares foram rompidos ou a família se mostra fonte do desrespeito aos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O já citado Conselho Tutelar é o núcleo de encaminhamentos de questões que envolvem violações de direitos de crianças e adolescentes. São formados por cidadãos pertencentes à comunidade que representam e são votados por ela conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os Conselhos Tutelares funcionam realmente e as comunidades que tenho servido temem sua ação devido a sua atuação incisiva e eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área esportiva temos o Programa Segundo Tempo em fase de implantação. Objetiva estimular a prática de esportes por parte das novas gerações no turno contrário à freqüência escolar. Seu público alvo são crianças e adolescentes em risco social. Infelizmente, não foi possível acessar o Ministério do Esporte diretamente. O sitio sugerido traz um resumo do que podemos esperar deste programa federal:&lt;br /&gt;http://www.sempretops.com/destaques/programa-segundo-tempo-ministerio-do-esporte/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Cultura, desde 2007, estimula iniciativas de ações culturais locais através dos Pontos de Cultura. Grupos formados na comunidade com objetivos culturais e sem fins lucrativos recebem benefícios de modo a se fortalecerem e realizarem suas atividades com apoio financeiro. Para saber o que são e como funcionam os Pontos de Cultura, sugiro este sitio da Secretaria de Cultura do Mato Grosso: &lt;br /&gt;http://www.cultura.gov.br/site/2009/06/14/edital-de-selecao-de-pontos-de-cultura-em-mato-grosso/&lt;br /&gt;e do Distrito Federal:&lt;br /&gt;http://www.sc.df.gov.br/?sessao=materia&amp;idMateria=7&amp;titulo=DF-GANHARA-21-PONTOS-DE-CULTURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são exemplos de entidades e programas governamentais que podem auxiliar o trabalho que realizamos com nossos alunos na escola. Dependendo de cada caso, os pequenos podem se beneficiar com uma aula de música, esportes, teatro, serviços de saúde; suas famílias podem ser acompanhadas em grupos terapêuticos; seus pais encaminhados a setores de atendimento em saúde mental ou grupos de Alcoólicos Anônimos (AA ou AlAnon, para familiares) ou Narcóticos Anônimos; grupos de geração de renda; atendimentos psicoterápicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses serviços disponibilizados pelo governo municipal, estadual e distrital (no nosso caso aqui em Brasília), ligações pessoais entre profissionais podem ser feitos durante nossa participação em cursos, palestras ou encontros casuais durante nossa vida social. Tenho o costume de solicitar telefones para amigos antigos e novos que demonstram potencial auxílio em meu trabalho. Em geral sou bem compreendida quando ajo desta forma e, principalmente, quando aciono as pessoas para atuar junto às crianças e suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leis são muitas e as formas de atendimento nos setores públicos e privados mudam muito. Quando conhecemos alguém no lugar certo, muitas dificuldades são ultrapassadas devido ao acesso a informações úteis, frescas e, principalmente, corretas. Deixo claro que os atendimentos não são privilegiados, mas objetivos já que, encaminhando para setores corretos, não perdemos tempo precioso e, dependendo do caso, evitamos traumas ou agravos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8388823399615806526?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8388823399615806526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/redes-interinstitucionais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8388823399615806526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8388823399615806526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/redes-interinstitucionais.html' title='Redes Interinstitucionais'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-2378900092423669600</id><published>2009-10-06T23:24:00.002-03:00</published><updated>2009-10-06T23:35:58.448-03:00</updated><title type='text'>2000</title><content type='html'>Comemoro hoje 2000 acessos!&lt;br /&gt;Sinto-me imensamente feliz em poder oferecer minhas idéias e saber que tenho contribuindo com o trabalho e/ou estudo de colegas, futuros colegas psicólogo/as, colegas educadore/as, curioso/as e amigo/as.&lt;br /&gt;O que mais me impressiona é a dimensão que este instrumento de comunicação nos proporciona. Comemorei 1000 acessos em agosto e agora, no início de outubro, dia 06, passo da contagem de 2000 acessos.&lt;br /&gt;Agradeço aos visitantes por tornarem este blog útil.&lt;br /&gt;Esta contagem aumenta a minha motivação em escrever e compartilhar minhas sistematizações.&lt;br /&gt;Tenho tido retornos fantásticos a respeito do conteúdo, mas principalmente pelo estilo de escrita.&lt;br /&gt;Agradeço aos estímulos que amiga/as e profissionais têm oferecido a este trabalho.&lt;br /&gt;Estou cada vez mais fortalecida no propósito de expor idéias que considero úteis à área de Psicologia Escolar.&lt;br /&gt;Agradeço imensamente às/aos leitoras/es que divulgam nosso blog e fazem dele um instrumento de conhecimento coletivo.&lt;br /&gt;Por favor, fiquem a vontade para criticar, discutir, expor suas idéias também através dos &lt;em&gt;comentários&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-2378900092423669600?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/2378900092423669600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/2000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2378900092423669600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2378900092423669600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/10/2000.html' title='2000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-501088982066104856</id><published>2009-09-27T13:01:00.002-03:00</published><updated>2009-10-05T12:18:32.539-03:00</updated><title type='text'>Um caso de indisciplina grave</title><content type='html'>Como disse na última postagem, há alunos que apresentam comportamentos persistentes de indisciplina. Exponho agora um caso bastante controverso que atendi que é exemplo disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L. era um aluno plurirepetente da 5ª série. Sua constituição física já estava completa quando o conheci, devia ter uns 170 cm de altura. Não demonstrava interesse por namoro e brincava com os colegas no mesmo nível. Isto causava muitos problemas porque era visivelmente bem mais forte que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As professoras se queixavam de que L. não as respeitava, brincava em aula o tempo todo, batia nos colegas durante as aulas e também fora delas, não assumia seus próprios atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube que o aluno seria transferido. Como eu havia chegado há pouco tempo na escola, interessei-me quando o processo do aluno já se mostrava bem avançado. Conversei com as instâncias superiores e mostrei que os recursos da escola não estavam esgotados porque o caso não tinha passado por mim ainda. Interpretei o sentimento de desconfiança na expressão facial do meu diretor, mas ele aceitou a minha proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convoquei a mãe para iniciar atendimento psicopedagógico imediatamente. Ela informou que a família impunha limites claros ao filho, ele contava com responsabilidades perante a organização e limpeza da casa e auxiliava no trabalho do pai. Não havia, entretanto, horário para o estudo e nosso aluno era constantemente comparado com o filho mais novo que, segunda a mãe, tinha comportamento exemplar como o mais velho, e que já estava alcançando L. na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui exigente com a mãe, estabelecemos algumas regras relacionadas ao estudo, alertei sobre os riscos das comparações e mostrei que eu era a responsável pela permanência do filho naquela escola e, portanto, caso L. fizesse qualquer coisa grave e inaceitável pela escola, todos os outros profissionais viriam sobre mim. Penso que a mãe compreendeu bem a situação e mostrou-se bem agradecida. Era uma senhora consciente dos direitos do filho e lutava firmemente por eles. Bastante cansada de lidar com as travessuras infantis de L., a mãe preocupava-se com uma quarta reprovação e provável evasão escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a trabalhar no dia seguinte. Meu esquema de atendimento é semanal e grupal. Porém, este era um caso de urgência, eu precisava de resultados rápidos. Além disso, o aluno só poderia comparecer em um determinado horário que casava com o meu e que não havia outro aluno. Assim, delineamos atendimento duas vezes por semana e individualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira sessão, pude constatar a principal queixa das professoras – L. não se responsabilizava pelos próprios atos, mesmo que eu visse seu movimento e estando apenas nós dois na sala. Mostrei-lhe isto e indiquei as implicações, como este comportamento atrapalhava seu rendimento em sala, que impactos teria em sua vida como adulto, os riscos que estava correndo agindo daquela maneira. Observei também sua inteligência, sua motivação em continuar na escola, sua vontade em aderir ao trabalho proposto por mim, sua inconsciência a respeito de suas ações e possibilidades de atuação sobre a opressora realidade que enfrentava. Percebi que o aluno possuía recursos para ter êxito no meu tratamento e na série. Na primeira sessão, usei um jogo de regras complexas e L. compreendeu-as e usou-as adequadamente, mas com bastante ingenuidade. Na segunda sessão mostrei a ele os recursos que dispunha para ultrapassar seus problemas. Jogamos xadrez (que ele havia aprendido na escola anterior) e fui mostrando para ele como concentrar-se, articular ações, usar as regras do jogo em benefício próprio. L. apresentou claramente neste dia, uma falta de atenção que o prejudicava também. Na terceira sessão, utilizamos novamente o xadrez e trabalhamos sua falta de atenção e como eu também era prejudicada pela minha deficiência de foco. Mostrei erros que nós dois cometíamos e assim, apresentei a ele o mundo real no qual todos somos frágeis e como devemos identificar e modificar comportamentos que nos são prejudiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atendimentos foram seguindo com tranqüilidade, a mãe se mostrava satisfeita e após duas semanas informou-me que L. não precisava mais que lhe indicassem o momento de realizar suas tarefas em casa. Ele atualizou todos os cadernos que estavam disfuncionais e passou a fazer as tarefas que as professoras pediam. Passei a não ouvir mais seu nome nas reuniões ou nos momentos de intervalos das professoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu momento de pedir retorno sobre este atendimento estava chegando com o fim do bimestre e seu conselho de classe. Costumo participar dele e pontuar ações minhas com os alunos enquanto as professoras fazem suas avaliações coletivas de cada aluno. Porém, antes da discussão chegar à turma de L., fui convocada para compor outra reunião realizada em paralelo na escola. Desta forma, perdi a avaliação do meu trabalho com L. Por falha minha, não consegui resgatá-la posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela reunião para a qual fui convocada estabeleceu obrigatoriamente que eu fizesse um curso justamente no meu dia de atendimento psicopedagógico. Como o comportamento de L. já estava se adequando ao contexto escolar e ele mostrava aproveitamento e rendimento, eu havia reduzido seu tratamento para uma vez por semana. Devido a um feriado, um problema de saúde meu e o tempo de organização do horário do meu curso levei um mês sem atender L.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias antes de retomarmos os atendimentos, L. cometeu uma falha grave. Demonstrou um comportamento inaceitável com uma aluna de sua sala. As professoras ouvidas indicaram que ele estava alterado naquela semana e que elas tentaram resolver as situações em sala de aula, porém a última ultrapassou em muito o aceitável pela escola. Todas as professoras ouvidas disseram que L. começou o ano muito mal, com comportamento péssimo e que, por algum milagre (sic) que não sabiam qual era, ele havia melhorado muito, mas que agora estava voltando ao comportamento anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exponho este relato para mostrar a força do nosso trabalho na escola. Mesmo com ações clínicas sendo altamente criticadas pelas teóricas da nossa área, elas surtem efeito curativo necessário para alguns alunos. A relação de L. com as professoras e colegas de turma foi totalmente restaurado, sem mudança de personalidade. L. continuava brincando com os colegas de modo saudável, tendo cuidado para não machucá-los devido a sua constituição física e nos momentos em que poderia fazê-lo. Passou a ter mais consciência dos próprios atos e controlar seu comportamento. Este último é o sempre o meu objetivo nos atendimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alerto veementemente para que mostremos para a comunidade escolar nossos êxitos e participações em soluções, pois somente se falarmos claramente sobre nossa ação as pessoas a perceberão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-501088982066104856?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/501088982066104856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/um-caso-de-indisciplina-grave.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/501088982066104856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/501088982066104856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/um-caso-de-indisciplina-grave.html' title='Um caso de indisciplina grave'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7833306442857912543</id><published>2009-09-27T11:24:00.002-03:00</published><updated>2009-09-27T11:27:44.046-03:00</updated><title type='text'>Dinâmica laboral de uma escola</title><content type='html'>Ações de profissionais da escola são moduladas por questões como período do ano, aluno com persistente comportamento característico de indisciplina, nível de descontrole comportamental coletiva nas turmas, quantidade de turmas agitadas na escola, competência de atuação da direção da escola, políticas governamentais, nível de influência parental sobre decisões laborais, nível de agressividade da comunidade escolar, clima organizacional, quantidade e qualidade de apoio laboral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todas estas questões, algumas são típicas da escola e destas a que merece menção especial por não ser clara é a referente à sazonalidade – o primeiro item da nossa lista acima. A dinâmica de trabalho em uma escola é bastante agitada e se intensifica conforme o ano passa. A falta de evolução de alguns alunos, as brincadeiras conflituosas intraclasses (as denominadas bagunças) que aumentam conforme os laços relacionais dos alunos se consolidam, o impacto do clima sobre a saúde geral (em Brasília, agosto e setembro são meses de seca e índices de umidade relativo do ar muito baixos), o acúmulo do cansaço dos meses anteriores são fatores prejudicadores do bom desempenho das professoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta dinâmica de eventos só pode ser observada por quem está dentro deste sistema. Um exemplo é a agitação que toma conta de uma escola quando se aproxima o momento das reuniões de conselho de classe. Há uma série de atividades que mostram a previsibilidade disto. As professoras planejam, no início do ano, módulos de aprendizagem com auxílio dos livros didáticos e dos Parâmetros Curriculares Nacionais. A cada bimestre há uma programação a cumprir e várias atividades da escola concorrem com ela, às vezes beneficiando seu andamento, às vezes interrompendo-o, dificultando-o e mesmo impedindo-o. O nosso atendimento aos alunos é uma dessas atividades, assim como passeios culturais ou de lazer, eventos cívico-culturais da escola, o comportamento coletivo da turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do bimestre é a culminância de uma série de atividades que o professor desenvolve em sala de aula. O não cumprimento do planejamento bimestral da docente gera-lhe angústia. Os momentos de avaliação deixam as turmas ansiosas. A sistematização das avaliações elaboradas durante o bimestre e sua compilação devem ser realizadas antes da reunião do conselho de classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preenchimento do documento escolar mais importante também gera sofrimento para as professoras. O diário escolar causa arrepios se as regras não estiverem totalmente claras e disponíveis. Este documento pertence ao Ministério da Educação e seu correto preenchimento é exigência deste órgão. Não é permitido qualquer tipo de rasura e ele é o comprovante de freqüência dos alunos, dos conteúdos aplicados, que os temas transversais estão sendo utilizados, que o profissional trabalhou conforme as políticas referentes ao nível educacional em questão. Há muitas e complexas informações neste documento. Todas as pequenas vidas têm sua evolução anual transcritas para o papel no formato do diário escolar. As secretarias de cada escola são responsáveis pelo correto preenchimento e arquivamento deles e exigem que as docentes façam sua parte com perfeição pois os profissionais da escola serão responsabilizados legalmente caso algo saia errado, cada qual em seu âmbito de atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o conselho de classe grande parte dos dados do diário de classe já está preenchida e nele ocorre a finalização das anotações de cada bimestre. Os diários não podem sair das escolas posto serem documentos ministeriais oficiais. Assim, as professoras despendem horas de trabalho para correção de avaliações, sistematizações, preenchimento de diário além das aulas e de seus necessários planejamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto faz com que haja uma tensão aos finais de bimestre. O trabalho do psicólogo escolar deve ser sensível a queixas durante esta época, relevando possíveis exageros, mas não deixando de verificar a necessidade de atendimento. Cuidado também deve haver nas intervenções individuais e coletivas, pois há uma maior quantidade de avaliações neste período e uma interrupção neste momento pode ser altamente prejudicial para o aluno ou turma. O momento de saída de um aluno ou intervenção coletiva deve sempre ser cuidadoso e permitido pela profissional regente, mas intensifica-se neste tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário usarmos nossos conhecimentos de psicologia organizacional para diminuirmos as tensões típicas sazonais de modo a oferecer maior segurança e saúde às profissionais que atendemos reduzindo também o impacto destas tensões sobre o comportamento e o aprendizado dos pequenos. Devemos respeitar o movimento da escola, suas tensões e ritmos; devemos estar atentos/as para que nossa atuação tenha mais chances de êxito e sejam de fato aproveitadas pela instituição e seus entes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7833306442857912543?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7833306442857912543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/dinamica-laboral-de-uma-escola.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7833306442857912543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7833306442857912543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/dinamica-laboral-de-uma-escola.html' title='Dinâmica laboral de uma escola'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8288705926117095038</id><published>2009-09-22T23:31:00.006-03:00</published><updated>2009-09-24T18:59:46.097-03:00</updated><title type='text'>Desenvolvendo Habilidades Sociais em Adolescentes</title><content type='html'>É comum em nosso país a crença de que o Brasil não produz conhecimento. Crença equivocada e preconceituosa, que indica o ainda prevalente europocentrismo com “pitadas” de americanismo. A produção de conhecimento no Brasil é constante, forte e invejável. Outro problema mostra-se grave e talvez seja o causador da continuidade do pensamento equivocado supracitado. Esse refere-se à dificuldade de publicação já que nesta fase é que são conhecidas as produções, mesmo depois se saber que há algo acontecendo. É através de textos científicos que o reconhecimento do que foi realizado ocorre. Sem publicação nada existe de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que as dificuldades que o português, enquanto língua, carrega e a cultura brasileira que supervaloriza o texto falado sejam coresponsáveis pelas dificuldades em publicar trabalhos científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheila G. Murta ultrapassa essa suposta dificuldade e demonstra o quanto está implicada em fazer conhecer o trabalho que desenvolve e no qual acredita.&lt;br /&gt;Seu livro Programa de Habilidades de Vida para Adolescentes: um manual para aplicação é um documento que os profissionais de prevenção dispõem para pronto uso. A introdução e segundo capítulo intitulado O processo de implementação do programa: cuidando para o programa dar certo apresentam a população que pode ser beneficiada pela proposta, os doenças e/ou transtornos que podem ser prevenidos e tratados através da aplicação, a justificativa para se trabalhar as habilidades de vida com adolescentes e jovens, o cuidado que o profissional deve ter para realizar o programa com efetividade e baixa frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com objetivo de expandir o conhecimento e presentear as pessoas que trabalham com jovens, a autora baseia sua proposta na Psicologia Positiva, na Teoria da Aprendizagem Social e no conceito de resiliência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos destaques que podemos aqui fazer é a lista de “habilidades sociais educativas” que o facilitador deve ter para obter sucesso na empreitada proposta. A lista não é simples, mas explicada ponto a ponto mostrando o que significa cada item e porque ele é importante para a realização do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Murta apresenta um total de dezesseis encontros pormenorizadamente preparados para aplicação nos quais se trabalha habilidades sociais como identificação de habilidades pessoais; conscientização de auto-críticas; assertividade; uso dos próprios recursos para solução de problemas reais; administração de estresse; escuta empática; fazer amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Psicologia Preventiva nos ensina que habilidades sociais e redes sociais são elementos promotores de saúde psíquica e física que provocam a saúde social. Ao pensarmos nas comunidades carentes que se encontram fragilizadas pelos mais diversos motivos, este manual proposto por Murta pode ser considerado como um instrumento promotor de saúde comunitária (ou grupal) já que promove o ensino e treino de habilidades sociais que poderão formar redes sociais efetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro tem como segundo subtítulo um resumo de seu conteúdo. Nele é possível perceber a abrangência de possíveis aplicadores, contextos, níveis sociais e efeitos benéficos:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Um livro para profissionais de saúde, educação e assistência social usarem na comunidade para prevenir problemas emocionais e comportamentais entre adolescentes.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Sheila Murta apresenta nesta obra sua face prática. É exemplo de profissional que publica pelo benefício que pode trazer a comunidade acadêmica e profissional prática, tendo em vista que a publicação é uma fase da pesquisa científica. Também é uma amostra de que a crença na baixa produção científica brasileira deve ser colocada de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murta, S.G. (2008). &lt;em&gt;Programa de Habilidades de Vida para Adolescentes: um Manual para Aplicação&lt;/em&gt;. Goiânia: Porã Cultural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8288705926117095038?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8288705926117095038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/desenvolvendo-habilidades-sociais-em.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8288705926117095038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8288705926117095038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/desenvolvendo-habilidades-sociais-em.html' title='Desenvolvendo Habilidades Sociais em Adolescentes'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1858363441983082813</id><published>2009-09-19T11:24:00.008-03:00</published><updated>2009-09-24T19:01:30.579-03:00</updated><title type='text'>O afeto como vacina anti-drogas</title><content type='html'>A recuperação de um dependente químico é longo e intenso nas palavras de Maria de Fátima R. Padin, Psicóloga e Coordenadora do Ambulatório de Adolescentes do UNIAD/UNIFESP. Padin apresentou o funcionamento do ambulatório em um workshop promovido pelo Adolescentro – Centro de Referência, Pesquisa, Capacitação e Atenção ao Adolescente em Família (Secretaria de Estado de Saúde – DF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padin fez questão de mostrar as dificuldades do processo de recuperação e salientou que não há ex-dependente químico, mas dependente em recuperação. As possibilidades de recaída são reais e devem ser monitoradas constantemente. No início da abstinência isto mostra-se com bastante agudeza1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do workshop, todos nós questionávamos os custos do tratamento oferecido pelo Ambulatório da UNIAD. Quando finalmente alguém expôs a pergunta, Padin respondeu estar em torno de R$ 250,00... por dia. Ela informa que é difícil dizer o valor do tratamento pois há muitas avaliações em questão e a quantidade de especialistas envolvidos é proporcional aos danos provocados. Assim, quanto mais necessidade de tratamento maior o custo dele posto que diversos exames e terapêuticas serão oferecidas ao dependente químico em recuperação.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O custo do tratamento sempre depende da avaliação. Que deve ser feita por equipe multidisciplinar (psicólogos-psicodiagnóstico e avaliação da gravidade da Dependência / psiquiatra- verificar comorbidades psiquiatricas/ pedagogas: avaliação acadêmica/ neuropsicólogas: investigação do funcionamento cerebral e  avaliação clínica-hebiatra) Somente apos essa avaliação traçamos o plano de tratamento."&lt;/blockquote&gt; (Padin, em comunicação pessoal)&lt;br /&gt;Alguns pacientes contam ainda com Acompanhantes Terapêuticos além do custo com o tratamento no ambulatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incômodo que espero ter provocado nas/nos leitoras/es refere-se ao valor da prevenção. Os custos do tratamento foram até agora apresentados somente sob seu ângulo financeiro. E neste ponto o custo da prevenção que evita os danos causados pelo vício são ínfimos. Devemos contabilizar ainda os custos emocionais, afetivos, relacionais, familiares, laborais, patrimoniais, educacionais, orgânicos que a dependência química provoca. O impacto de um problema como esse em uma família é devastador conforme Padin nos relatou. A UNIAD conduz uma pesquisa nacional sobre esses impactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esforço despendido para recuperação é imenso e envolve o próprio dependente, seus familiares, seu/sua companheiro/a e amigos/as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais simples, muito mais barato e mais eficaz é o trabalho preventivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como espaço privilegiado para a prevenção, a escola mostra-se mais uma vez como instituição de ponta para a realização deste trabalho. E nós, psicólogas/os escolares, somos as principais atrizes deste tipo de prevenção juntamente com as orientadoras educacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justo esclarecer que palestras sobre os perigos que as drogas trazem não são o bastante para evitar o uso, o consumo e o abuso de substâncias psicoativas. A iniciação às drogas acontece geralmente no ambiente familiar pelas mãos dos próprios pais e através do álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este motivo, a orientação das famílias quanto a comportamentos, relacionamentos e eventos propícios ao estabelecimento de vício é essencial. Trabalhar a família particular ou coletivamente é necessário como prevenção efetiva. Dentro desta orientação deve haver informação sobre as substâncias psicoativas e sintomas do uso2; ensino de trocas afetivas não erotizadas3; comunicação efetiva com base na confiabilidade; estabelecimento e manutenção de momento compartilhado de ações; fortalecimento da família quanto ao seu papel educativo e afetivo3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarecemos que as famílias estão perdidas quanto à forma de educar seus filhos. Demonstram consciência de que o castigo físico não é adequado, porém não sabem estabelecer limites e restrições que demarquem a importância e a seriedade das regras. Conhecem o poder do Conselho Tutelar, respeitam sua ação e buscam-na para atuar junto às crianças. Eu, pessoalmente, sou procurada pelos pais que se sentem perdidos na educação dos pequenos. Neste contexto, nossa atuação dentro das escolas mostra-se essencialmente preventiva e, em alguns momentos, emergencial curativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino da afetividade na comunicação e no contato físico intrafamiliar é básico para a prevenção do consumo de substâncias psicoativas e da busca de relacionamentos afetivos prejudiciais. A idéia é que se a criança e o adolescente têm sanadas suas necessidades afetivas, não procurará fora do lar relações que a satisfaçam. Principalmente, se há falha em algum sentido, a comunicação intrafamiliar não pode faltar. A/o psicóloga/o como agente de relações humanas privilegiado deve se colocar na posição de resgatar a comunicação e confiabilidade familiar. Aprofundamento neste sentido pode ser obtido em Bezerra &amp; Linhares (2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para os casos em que a família se nega a receber atendimento, o Conselho Tutelar deverá ser acionado. Nossa parceria com o CT costuma ser bem sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política pública preventiva brasileira chega a ser ridícula. Leis que vinculem o funcionamento das escolas à presença do psicólogo escolar propiciarão uma queda nos custos do resgate dos consumidores de drogas, por exemplo. Trazemos neste espaço, os benefícios que representamos ao contexto escolar. Precisamos pressionar o poder público, não por corporativismo, mas como fator de saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.http://www.uniad.org.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=577&amp;Itemid=155 III Semana do Adolescentro, em 19 de setembro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Nicastri, S. (2003). Drogas: classificação e efeitos no organismo. Em: Secretaria de Estado de Saúde do DF. &lt;em&gt;Adolescentes. Pensando Juntos&lt;/em&gt;. Manual do Facilitador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Bezerra, V.C. &amp; Linhares, A.C.B. (2003). A família, o adolescente e o uso de drogas. Em: Secretaria de Estado de Saúde do DF. &lt;em&gt;Adolescentes. Pensando Juntos&lt;/em&gt;. Manual do Facilitador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1858363441983082813?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1858363441983082813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/o-afeto-como-vacina-anti-drogas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1858363441983082813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1858363441983082813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/o-afeto-como-vacina-anti-drogas.html' title='O afeto como vacina anti-drogas'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-195765618031481598</id><published>2009-09-05T22:14:00.004-03:00</published><updated>2009-09-06T22:48:31.683-03:00</updated><title type='text'>Redes Sociais</title><content type='html'>O estudo das redes sociais apresentou-me conhecimentos que os leigos intuem e que são extremamente importantes para a saúde mental. Com redes sociais queremos dizer que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“as fronteiras do sistema significativo do indivíduo não se limitam à família nuclear ou extensa, mas incluem todo o conjunto de vínculos interpessoais do sujeito: família, amigos, relações de trabalho, de estudo, de inserção comunitária e de práticas sociais.” (p. 37)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em Psicologia Ambiental estudamos planejamento urbano e, no escopo deste, a segurança. A principal informação que esta área da ciência traz é que uma rua é segura quando está sendo usada pelas pessoas e não quando há policiais fazendo-lhe a ronda. Assim, as pessoas na rua, ocupando-a, usando o espaço público é que efetivamente instala a segurança em um local, não sendo apenas uma sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira similar, quanto mais pessoas em nossas vidas, mais estamos seguros pessoal, social e psicologicamente. Para isso, precisamos nos fazer presentes nas vidas das pessoas e mostrar-lhes o quanto poderemos fazer falta. A busca mútua entre as pessoas parece ser uma vacina para nossa atual “histeria”: a depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão de que cada pessoa pode atuar em funções diferentes também é bastante útil para não sobrecarregarmos as expectativas que temos. Nós e os outros nos colocamos em posições tais que devem ser respeitadas e utilizadas com cuidado. Esperar que uma pessoa atue de forma diferenciada que aquela que costuma atuar pode gerar frustração, desentendimentos desnecessários e rupturas. Na verdade, tal atitude pode ser reajustada quando se compreende os diferentes papéis que as pessoas têm nas nossas vidas, e que aquele comportamento inesperado não indica desinteresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As redes sociais têm como características estruturais:&lt;br /&gt;Tamanho – números de pessoas na rede;&lt;br /&gt;Densidade – conexão entre membros independentes do informante;&lt;br /&gt;Distribuição – quantidade de indivíduos em cada grupo em estudo (família, amigos, comunidade, escola, trabalho, grupos desportistas – observadas as características de cada cliente);&lt;br /&gt;Dispersão – distância entre os elementos da rede;&lt;br /&gt;homo/heterogeneidade – diferenças etárias e sócio-culturais entre os componentes da rede.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos da rede social podem ter diversas funções. Estas por sua vez podem ser exclusivas ou associadas. As funções são:&lt;br /&gt;companhia social;&lt;br /&gt;apoio social;&lt;br /&gt;apoio emocional;&lt;br /&gt;guia cognitivo e conselhos;&lt;br /&gt;regulação social;&lt;br /&gt;ajuda material e de serviços;&lt;br /&gt;acesso a novos contatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa pode ser companhia social (acompanha a festas) e apoio emocional (nos casos em que há crises, o amigo mostra-se presente). Uma amiga pode ser apenas guia cognitiva e de conselhos, mas não ser boa em ajuda material devido a sua estrutura familiar super exigente e a falta de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características e funções da rede social de um cliente (aluno, professor, pai de aluno, diretor da escola, auxiliar de serviços gerais) podem ser analisadas objetivando detectar melhores adaptações, explorações e ajustes para ultrapassar dificuldades psicológicas. A possibilidade de usar estas informações torna-se um importante instrumento clínico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicito que busquem mais informações em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sluzki, C.E. (1997). A rede social: proposições gerais. Em: C.E. Sluzki. &lt;em&gt;A rede social na prática sistêmica: alternativas terapêuticas&lt;/em&gt;. São Paulo: Casa do Psicólogo.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;posto que este nosso texto traz apenas um aperitivo do que realmente se conhece e instrumentaliza de redes sociais. Como sempre, trago para os leitores deste blog novidades para mim que considero úteis para os psicólogos escolares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-195765618031481598?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/195765618031481598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/redes-sociais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/195765618031481598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/195765618031481598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/09/redes-sociais.html' title='Redes Sociais'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4221752969348254120</id><published>2009-08-30T12:02:00.004-03:00</published><updated>2009-08-30T12:25:51.160-03:00</updated><title type='text'>Dificuldades de publicação e conhecimentos insabidos</title><content type='html'>A partir de algumas leituras e do nosso objetivo primeiro em criar este blog faz-se cada vez mais clara a necessidade que temos de produção científica e quais são as principais dificuldades para tal em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar percebo a dificuldade que o idioma português impõe perceptível inclusive em nível oral. De modo particular a produção científica se faz a partir da experiência de professores universitários e não de profissionais da área. Este último corpo de profissionais tem em sua vivência diária a necessidade de resolver os problemas que surgem da realidade, de questões emergentes e que urgem solução. Desta situação surgem dois problemas que por isto mesmo são interligados: a literatura científica mostra-se deficitária para o profissional fim, posto a distância entre a realidade e o elaborador da teoria. A segunda questão é a desorganização ou não prioridade de tempo para publicar as experiências pelos profissionais em atuação fora da universidade. Há também, e é bastante impactante, a dificuldade que surge ao se publicar com termos científicos. As regras mudam de modo que os práticos não os acompanham e seus artigos, quando escritos, são barrados pelos editores de revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em psicologia escolar isto me parece bastante verdadeiro e pungente porque psicólogos são seres solitários em sua atuação. Muitas vezes não percebem que executam um bom trabalho e que ele pode auxiliar colegas. Quando buscam ajuda na literatura especializada não encontram respostas, mas cobranças e indicações que não casam com suas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas questões que tenho na minha atuação estão sendo respondidas na &lt;em&gt;Psicologia Preventiva&lt;/em&gt;. Alerto para o fato de que em minha postagem &lt;em&gt;Conhecimentos de Psicologia usados em Psicologia Escolar&lt;/em&gt; esta área do conhecimento sequer foi citada, dada a minha ignorância pela referida seção. Não tenho nenhum receio em informar como tomei conhecimento desta grande falha em minha formação profissional principalmente porque ela ainda se mostra claramente na academia. Busquei conhecimentos de Psicologia Comunitária na minha instituição de origem, a Universidade de Brasília. É justo acrescentar que nosso curso é indicado como um dos melhores do país por seguidos anos. Como não havia oferta deste curso resolvi me inscrever em outro em que minha formação também falhara: Psicologia Preventiva e Higiene Mental. Esta matéria existe no currículo desde antes da minha formação, mas pouco valorizada, não me lembro de ter sido oferecida enquanto eu lá estudava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois está sendo uma grata surpresa que os conhecimentos de que necessito em minha atuação na escola estão sendo respondidos e minhas atuações sem respaldo estão sendo embasadas cientificamente com grande êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui faço meu apelo para as/os profissionais da nossa área buscarem informações de Psicologia Preventiva. Talvez encontrem respostas úteis mais do que nos livros de Psicologia Escolar. Também indico para as professoras de Psicologia Escolar que incluam leituras desta área em seus cursos para alertar os futuros profissionais sobre auxílios bem-vindos e frutíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ainda estou estudando, não me permito escrever sobre a área ainda. Mas este blog ainda será recheado com conhecimentos de Psicologia Preventiva. Enquanto me preparo, não poderia deixar de me furtar à informação principal: a de que o conhecimento existe e está disponível sob um nome no mínimo suspeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4221752969348254120?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4221752969348254120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/dificuldades-de-publicacao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4221752969348254120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4221752969348254120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/dificuldades-de-publicacao-e.html' title='Dificuldades de publicação e conhecimentos insabidos'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-5169400874084848549</id><published>2009-08-28T20:55:00.003-03:00</published><updated>2009-08-28T20:58:05.067-03:00</updated><title type='text'>Parabéns para Psicólogas e Psicólogos</title><content type='html'>Comemoramos, no dia 27 de agosto, o dia do Psicólogo.&lt;br /&gt;Recebi esta parabenização e compartilho com os leitores deste blog, psicólogos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SphuuhoIwyI/AAAAAAAAACg/E1836t6pCv4/s1600-h/Dia+do+Psic%C3%B3logo+2009.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SphuuhoIwyI/AAAAAAAAACg/E1836t6pCv4/s320/Dia+do+Psic%C3%B3logo+2009.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375167900846441250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-5169400874084848549?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/5169400874084848549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/parabens-para-psicologas-e-psicologos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5169400874084848549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5169400874084848549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/parabens-para-psicologas-e-psicologos.html' title='Parabéns para Psicólogas e Psicólogos'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SphuuhoIwyI/AAAAAAAAACg/E1836t6pCv4/s72-c/Dia+do+Psic%C3%B3logo+2009.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7494773577707945011</id><published>2009-08-24T21:17:00.004-03:00</published><updated>2009-08-24T21:23:09.583-03:00</updated><title type='text'>Homofobia na escola</title><content type='html'>A questão de gênero em psicologia ultrapassou os estudos das relações homem-mulher e chega agora às relações afetivas em geral e são tratadas por homofobia. Esta última trata de questões que abarcam gênero e vai bem mais além. Segundo Daniel Borillo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A divisão dos gêneros e o desejo (hetero)sexual funcionam mais como um mecanismo de reprodução da ordem social que como um mecanismo de reprodução biológica da espécie. A homofobia torna-se, assim, uma guardiã das fronteiras sexuais (hetero/homo) e de gênero (masculino/feminino). É por essa razão que os homossexuais não são mais as únicas vítimas da violência homofóbica, que se dirige também a todos os que não aderem à ordem clássica dos gêneros: travestis, transexuais, bissexuais, mulheres heterossexuais que têm personalidade forte, homens heterossexuais delicados ou que manifestem grande sensibilidade.” (p.18)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Motivada pela presença de um aluno declaradamente homossexual na escola, busquei estudar este fenômeno e fui agraciada com um ciclo de palestras na Universidade de Brasília, do qual recebemos o livro “Homofobia &amp; Educação: um desafio ao silêncio” organizado por Tatiana Lionço e Debora Diniz do qual retiramos o trecho acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos textos do livro indica a dificuldade pela qual passa um homem em encarar a feminilidade de outro, por quais motivos um homem se sente ofendido ao ser cortejado por outro. Daí a necessidade de agressão física para mostrar ao homem mais feminino como deve se comportar. Informa que hoje, em nosso país, ocorre uma morte por este motivo a cada três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos uma ação nestes moldes em nossa escola quando um grupo de garotos correu atrás do menino com orientação sexual homossexual. Não conseguimos descobrir o que eles fariam se pegassem o menino porque ouve um acidente durante a correria e o motivo dela ficou desprezado. Há dificuldade dos profissionais da escola em tratar o assunto, inclusive entre si mesmos, chegando ao ponto de constrangimentos ao se referirem ao aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas leituras chegaram a uma conclusão simples: a negação da vivência do prazer pela sociedade. É-nos proibida qualquer manifestação de afeto diferente das padronizadas. Homem forte, másculo e provedor. Mulher frágil, suave, submissa e dependente. Mesmo tendo nossos espaços garantidos no mercado de trabalho, vários são as ocorrências que apresentam a valorização da superioridade masculina. A principal para mim é a desvalorização das profissões ditas femininas – as profissões do cuidado. São atuações de segunda classe e têm remuneração diminuída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos longe da igualdade. Precisamos ainda nos policiar para não repetirmos os padrões que lutamos para substituir ou destruir. Temos na escola um local privilegiado para oferecer novas formas de pensar e agir a afetividade, mas primeiro é necessário vencer o grande preconceito que circunda as questões do afeto. Lionço &amp; Diniz denunciam o grande força que o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; tem nas instituições educacionais: o silêncio. Percebo-o durante minha atuação como a omissão fácil pela qual optam as profissionais da educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, nós, profissionais da educação, não percebemos o quanto esta limitação de expressão do afeto pode impactar o desenvolvimento de uma pessoa. Talvez se faça necessário informar que a homossexualidade não é uma opção. Não há escolhas neste sentido. Da mesma forma que um indivíduo heterossexual se apaixona ou se sente atraído sexualmente por outro do sexo oposto, um homossexual é atraído por outro do mesmo sexo. Sem opção. Seu corpo se emociona por outro assim como todos os seres do reino animal. Porém, contrariando das regras, sua emoção é dirigida a outro ser do mesmo sexo que o dele/a. Mas, de onde vem a regra? Quem a fez? Qual é o erro do ser emocionado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi educado/a para se envolver emocionalmente com pessoas do sexo oposto, inicia-se uma grande dificuldade cognitivo-emocional. A percepção das possíveis reações da família e da comunidade é fundamental para esta vivência. Os conflitos podem levar ao consumo de drogas, a negação do seu sentimento verdadeiramente e ao suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Diferentemente de outras formas de hostilidade, o que caracteriza a homofobia é o fato de que ela visa mais claramente indivíduos separados e não grupos constituídos &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; como minorias. O homossexual sofre solitário o ostracismo ligado a sua homossexualidade em um ambiente hostil. Ele é, portanto, mais vulnerável a uma atitude de aversão a si mesmo e a uma violência interiorizada que pode levá-lo ao suicídio.” (Borillo, 2009, p. 19)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Um fenômeno com tal risco não pode ser negligenciado por psicólogos. Há uma obrigação em estudar como poderemos auxiliar nossos alunos independentemente de sua expressão. Devemos garantir o direito que têm em mostrar-se desde seus primeiros anos na escola. Sabemos que há alunos e alunas que demonstram seu interesse afetivo desde tenra idade. Não é necessário nos espantarmos com tal ação. Ao contrário, devemos preparar a escola para a aceitação das diferentes formas de amar que o ser humano dispõe. Citando novamente Tolstói em sua Ana Karenina: “Se é verdade que cada cabeça cada sentença, há de haver tantas maneiras de amar quantos os corações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaremos a este assunto, posto a complexidade que o envolve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7494773577707945011?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7494773577707945011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/homofobia-na-escola.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7494773577707945011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7494773577707945011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/homofobia-na-escola.html' title='Homofobia na escola'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-4031223440672159413</id><published>2009-08-17T20:56:00.003-03:00</published><updated>2009-08-17T21:06:03.653-03:00</updated><title type='text'>1000</title><content type='html'>Comemoro hoje mil visitas!&lt;br /&gt;Obrigada aos leitores, amigos, conhecidos e desconhecidos interessados em Psicologia Escolar!&lt;br /&gt;Agradeço principalmente ao amigo Jorge Pimentel fonte da idéia de criação deste blog e grande incentivador de minha exposição intelectual.&lt;br /&gt;Graças também à jovem amiga e consultora deste veículo, Valentina Fonseca. Além de grande ajuda na estética do sítio, prossegue dando dicas enriquecedoras e presenteou-me com seu selo de qualidade. Fofa!&lt;br /&gt;Aos amigos e às amigas que me estimulam verbalmente ao lerem minhas postagens: Lana Vieira, Nilvânia Faria, Carlos Adamuz, Cleide Souza.&lt;br /&gt;Aos gentis amigos novos e antigos que se tornaram seguidores deste blog.&lt;br /&gt;A todos os visitantes, agradeço imensamente: se não houvesse leitores, de que valeria meu esforço em escrever?&lt;br /&gt;Muito obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-4031223440672159413?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/4031223440672159413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/1000.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4031223440672159413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/4031223440672159413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/1000.html' title='1000'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-9194292771029390349</id><published>2009-08-15T17:45:00.006-03:00</published><updated>2009-08-17T10:18:59.488-03:00</updated><title type='text'>Outros tipos de família</title><content type='html'>A última postagem, &lt;em&gt;Famílias Desestruturadas&lt;/em&gt;, abriu espaço para refletirmos sobre outros tipos de famílias e envolvimentos afetivos diferentes dos esperados. Trataremos aqui das famílias que têm se apresentado e que nos cobram respeito e aceitação devido às dificuldades que enfrentam por serem, ainda, consideradas anormais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casais homossexuais, mulheres solteiras, homens separados, avós, tios, patrões, abrigos são exemplos de famílias. Não sou especialista no assunto, exponho aqui o que se apresenta nas escolas em que trabalho e trabalhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a revolução sexual que nos brindou com este buquê de possibilidades. As diferentes orientações sexuais e a morte são fonte delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à homossexualidade, à qual trataremos com devida atenção em próxima postagem, o alcance de fundar um lar com outra pessoa de mesmo sexo exige tanto de um indivíduo, que muitas vezes esse lar tem mais equilíbrio emocional que o formado por um casal heterossexual. Ou, na pior das hipóteses, terá tantos conflitos quanto os tem o hegemônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mães solteiras são frutos de diversas origens: imaturidade feminina (por não identificar o pai dentre diversos parceiros, não se prevenir adequadamente, não exigir prevenção do parceiro e/ou por usar a maternidade como um modo de envolver o outro); imaturidade masculina (por não assumir o fruto de um momento irrefletido, não se prevenir adequadamente de uma gravidez indesejada ou por fugir a um compromisso amoroso); desejo feminino em ser mãe sem um parceiro para competir pela criança ou que seja um companheiro no sentido mais amplo da palavra. Hoje vistas com mais tranqüilidade, mas ainda carregando bastante preconceitos como irresponsabilidade e inconseqüência feminina. Nesse grupo enquadramos também as mães sozinhas. Apesar de haver as figuras masculinas por algum período, viúvas ou separadas enfrentam dificuldades cotidianas semelhantes às mães solteiras. Sobrecarga de trabalho no lar e isolamento para tomar decisões. Para este último caso, algumas mulheres separadas apresentam graus diferenciados de participação dos pais, havendo casos de aumento de problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pais sozinhos – homens separados ou viúvos (ainda não observei homens solteiros com filhos): não se equivalem às mães devido à grande admiração que causam por assumirem inteiramente os filhos. Como há naturalização da assunção feminina dos filhos no caso de separação do casal, quando o homem o faz passa a ser tratado com grande reverência e surpresa. Em geral, a comunidade escolar, incluindo outras famílias, observa os acontecimentos deste lar com maior atenção devido à crença no improvável sucesso dos homens na educação dos filhos. Nossa cultura colocou a educação das crianças nas mãos das mulheres e qualquer desvio nessa norma é vista com desconfiança. Os pais têm demonstrado muita sapiência, controle e afetividade assim como sempre fizeram as mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmãos: no caso de pais que morrem antes dos filhos chegarem à fase adulta ou têm impedimentos judiciais, os irmãos mais velhos cuidam dos mais novos. Na maioria das vezes, o ente mais velho assume a família totalmente e desempenha todas as funções como pai/mãe. Há casos em que as crianças chamam os irmãos de mãe ou pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avós com ou sem a presença de um dos pais em casa: cada vez mais comum, este tipo de família tem crescido principalmente devido a forma de educação dada à primeira geração. A falta de responsabilidade com a própria vida inviabiliza a assunção de uma nova vida – a do(s) filho(s). Há casos de pai/mãe que tem filho(s) de vários parceiros, de apenas um, de ex-marido/esposa. Em todos estes exemplares são os avós quem criam a geração mais nova e ocorrem, algumas vezes, crises sobre quais são as regras preponderantes, as dos pais ou dos avós. Essas crises podem chegar à escola e, em geral, nós, psicólogos, somos chamados para mediar os conflitos familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tios: pais falecidos, com envolvimento com justiça ou drogas geram demanda de auxílio para seus parentes que assumem sua prole. Além dos avós, entram também em ação os tios. Há casos de proximidade com escolas consideradas de melhor qualidade em que as crianças ficam os dias da semana na casa dos parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrões do(s) pai(s): nossa histórica estrutura social colonial chega aos dias de hoje com as moradias compartilhadas entre patrões e empregados. Em bairros nobres, com grandes casas, os empregados convivem 24 horas, 7 dias por semana com seus empregadores. Isso também ocorre nas famílias de classe média, quando a empregada doméstica tem um ou dois filhos e mora no trabalho. Alguns patrões se afeiçoam excessivamente ao descendente do subordinado e o tratam como seus filhos. Há casos de crianças que chamam os donos da casa de pais e tratam a mãe pelo nome. Na escola, essas crianças competem com os demais se auto-afirmando por terem piscina, sauna, churrasqueira dentro de casa. As confusões de identidade são tão perigosas que podem chegar à negação da real condição social e genética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrigos: aqui está algo difícil de explicar e de vivenciar. Há uma tendência mundial em transformar abrigos infantis em casas-lares. Os cuidadores, geralmente mulheres, são considerados mães-sociais e devem desempenhar o papel de mãe. Mas, como bem alertou uma colega minha de trabalho, mãe não tira folga. E eu acrescento que mãe às vezes dá um tapa quando os limites são ultrapassados, o que é vetado às mães-sociais terminantemente. As mal-criações são as mesmas e, talvez devido ao veto, até piores. As angústias entre permanecer em tal emprego e sair são imensas. Ocorre envolvimento emocional profundo: algumas crianças consideram a profissional mãe e a genitora apenas uma pessoa conhecida, no máximo uma parenta. A mãe-social também sofre com as possibilidades de alteração de função/papel por parte dela mesma e da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até atingir a necessidade de abrigamento, uma criança passa por muita dificuldade. Assim, elas são nossas clientes preferenciais, pois carregam um conjunto de traumas advindos de espancamentos, assédios sexual e moral, envolvimento com drogas, comércio (trabalho em sinais de trânsito ou com tráfico de drogas), situação de rua (meninos de rua ou moradores de rua com os pais). Em cada casa-lar há pelo menos oito crianças, já presenciei uma com quinze. Por lei, os irmãos não são separados. Cada caso tem suas idiossincrasias, seus distúrbios, seus comprometimentos. As trocas de experiências são inevitáveis, podem ocorrer trocas de vícios comportamentais e químicos. É possível ocorrer abuso sexual dentro da própria casa, principalmente se o atual abusador tiver sido abusado e não tiver recebido atendimento adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casais sem filhos: este tipo de família tem sido encontrado com cada vez mais facilidade e, penso eu, que isso se justifica pela valorização da liberdade do casal. A energia dispensada com as responsabilidades que uma criança exige é direcionada para todas as outras atividades que um adulto pode desenvolver. Não vejo nesta questão um exemplo de egoísmo, muito pelo contrário. Deve-se ter muito cuidado ao decidir pela descendência. É necessário muito desprendimento para se criar bem outro ser humano. Essas pessoas que decidem não ter herdeiros optaram responsavelmente por si mesmas. Se elas estão perdendo ou ganhando, não cabe a ninguém julgá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que eu tenha falhado em expor algum tipo de família por pouca memória ou vivência. Para este tipo de lacuna disponibilizamos o espaço para comentários logo abaixo desta postagem. Por favor, fique a vontade, clique sobre a palavra e sinta-se livre para expressar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses tipos de família ainda estão sujeitas a nova estrutura familiar brasileira anteriormente descrita/proposta em Famílias Desestruturadas. Em todas estas formas de famílias, não vemos a Dó-re-mi “desejada”. Os representantes nas reuniões de pais são os mais diversos e as escolas os aceitam porque é cada vez menor a freqüência de adultos nas reuniões. As instituições de ensino precisam de contato com os responsáveis e quando ele acontece, todo o corpo profissional festeja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-9194292771029390349?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/9194292771029390349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/outros-tipos-de-familia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9194292771029390349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9194292771029390349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/outros-tipos-de-familia.html' title='Outros tipos de família'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-3940855709414990494</id><published>2009-08-13T18:23:00.007-03:00</published><updated>2009-08-15T20:39:34.560-03:00</updated><title type='text'>Famílias Desestruturadas</title><content type='html'>Quando eu fiz meu curso de ensino fundamental primeiro seguimento (é assim que se fala?), nossos livros apresentavam textos com famílias desenhadas: pai, mãe, filho, filha brancos e empregada negra. Essa era a família padrão dos anos 80. Mas havia famílias chefiadas por mulheres, com mães trabalhadoras e outras que desconheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a década de noventa, os livros didáticos foram altamente criticados por apresentar uma família de estrutura rígida e racista, já que os negros, quando apareciam, estavam sempre em uma posição social inferior aos brancos. A razão de criticar tais instrumentos educacionais se faz pela naturalização que trazem desenhos e histórias repetidas na infância. O que sempre é visto torna-se comum ao ponto de ser considerado natural e, portanto, esperado. Os livros didáticos foram revisados e suas ilustrações passaram a retratar famílias negras, orientais e situações típicas indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nós – profissionais – ainda somos preparados para trabalhar com a família Dó-re-mi do primeiro parágrafo. Nossos textos técnicos, apesar de não ter ilustrações, tratam de famílias européias ou norte-americanas típicas de pelo menos trinta anos atrás. Lembro-me dos comentários da minha professora de Psicologia do Desenvolvimento alertando para as possibilidades de se encontrar crianças com desenvolvimento diferenciado daquele mostrado nos livros da Helen Bee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém nunca nos alertou sobre famílias diferenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já enquanto profissional, durante atendimento de professoras, ouvia sempre falar de famílias desestruturadas. Eu compreendia perfeitamente que a família do aluno em pauta não era a Dó-re-mi. As famílias são descritas, às vezes, desde os avós pelas professoras e coordenadoras, o que facilita muito a compreensão do que acontece com os alunos. Mas a expressão desestruturadas não faz mais sentido para mim. Explico o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a estrutura da família brasileira mudou completamente. Se a família Dó-re-mi foi algum dia o padrão do Brasil, hoje ele está bem diferente. A família hoje corresponde a um genitor biológico e outra pessoa, geralmente parceiro sexual do primeiro. Comumente, o genitor é a mãe e a outra pessoa, o padrasto. Há casos em que os filhos do padrasto também se associam à nova família. Neste caso, identificamos um problema de denominação: como chamar a relação entre as crianças? Creio que não são meros amigos porque pertencem à nova família formada. Também ocorrem novos nascimentos e nascem meio-irmãos/ãs (também desconheço o plural correto deste termo e se há hífem ou não). Também acontece desse segundo relacionamento matrimonial se desfazer e surgir um terceiro. É devido à freqüência dessas ocorrências que considero importante cunharmos rapidamente uma nomenclatura para esse novo tipo de parentesco não-sanguíneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos como ficaria um esquema dessa estrutura familiar que é freqüente nas escolas onde atuo e que percebo em todas as classes sociais – apesar de ainda não aparecer nas novelas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SoXc6yyNmJI/AAAAAAAAACY/qsazjwqO1sg/s1600-h/Fam%C3%ADlia+Moderna.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 81px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SoXc6yyNmJI/AAAAAAAAACY/qsazjwqO1sg/s320/Fam%C3%ADlia+Moderna.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369941033332086930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com intuito de não confundir muito, tomamos emprestados os lindos símbolos da genética, com adaptações. Para os que não se lembram (ou não prestaram atenção às aulas) os quadrados são machos e os círculos são fêmeas. Os traços horizontais na primeira linha indicam relação atual. As linhas pontilhadas mostram relacionamentos anteriores. Os traços horizontais inferiores demonstram relações de parentesco e os verticais, descendência. No meu esquema, na segunda linha temos os dois primeiros meninos filhos do segundo matrimônio da mãe. As quatro figuras seguintes (uma menina, um menino e duas meninas) vivem com o casal representado logo acima deles. Os três seguintes vivem com o pai, a filha se desentendeu com suas regras e foi morar com a mãe. No relacionamento do centro, ambos os parceiros advém de relações anteriores. O marido entra no novo casamento com seus dois filhos da primeira relação e teve uma menina com a atual esposa. Essa, por sua vez, trouxe a filha que se desentendeu com o pai. Nessa família há padrasto, madrasta, pai e mãe. Denominaremos os filhos do esposo de co-irmãos da filha da esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se este novo esquema não suscitasse problema nenhum, eu terminaria aqui minha exposição. Porém, como muitos sabem, as paixões intra-familiares são comuns. Os tabus ocorrem quando há co-sanguinidade, mas o que se faz quando co-irmãos se apaixonam ou brincam juntos sexualmente e geram um bebê? Como evitar que isso ocorra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais comum do que este risco é a indecisão dos padrastos e madrastas assumirem o papel de pais. Há restrições por parte do pai genético, da esposa, da própria criança/adolescente. No nosso exemplo, tomando a família central novamente: caso a esposa decida informar a enteada sobre pílulas anticoncepcionais quando ela completar treze anos, a mãe poderá se sentir invadida, pois pode considerar esse assunto íntimo restrito à relação mãe (genitora) e filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As formas de educação de cada pai, as interpretações dos genitores que não moram com os filhos, os riscos de o novo esposo envolver-se emocionalmente com a filha: temores que assombram novos relacionamentos recheados de filhos e enteados. Muitos problemas advêm da dificuldade de decisão sobre os novos papéis e de entendimento entre os ex-parceiros. Também podem ocorrer problemas da não aceitação de separação e novo relacionamento. Crimes ocorrem devido à falta de definições emocionais. Todas as pendências geram sofrimento e impactam a vida escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falamos ainda sobre as avós e avôs que enfrentam uma jornada ampliada como pais de seus netos. A realidade econômica aumenta cada vez mais a necessidade deste tipo de auxílio às novas famílias. Há grandes crises quanto às formas de educação intergeracionais. O excesso de respeito e os desrespeitos que surgem desse arranjo, também costumam chegar às nossas mãos porque confundem as crianças e geram conflitos em todos os personagens da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa fofoca toda acaba em nossas mesas de trabalho e não falar disso é tampar o sol com a peneira. Creio que assistentes sociais devam ser especialistas nesse assunto. Apesar disso, considero o tema aqui abordado assunto da sociologia, já que se trata de nova formação básica da sociedade. Trago ele à tona para alertar os/as alunos/as de psicologia e provocar discussão nos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda as famílias que começam a se mostrar nas escolas e que merecem um texto exclusivo: as que impõem uma revisão no conceito de família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-3940855709414990494?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/3940855709414990494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/familias-desestruturadas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3940855709414990494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/3940855709414990494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/familias-desestruturadas.html' title='Famílias Desestruturadas'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SoXc6yyNmJI/AAAAAAAAACY/qsazjwqO1sg/s72-c/Fam%C3%ADlia+Moderna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1214280186018574847</id><published>2009-08-09T11:56:00.002-03:00</published><updated>2009-08-09T11:57:56.741-03:00</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>A nossa profissão trabalha sobre a angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clínica psicológica nos ensina que se não há angústia, sofrimento, não há espaço para a mudança e, por conseguinte, para a cura. Esse espaço se justifica pelo incômodo que exige a transformação. A partir do momento que uma pessoa percebe seu sofrimento e este é de tal ordem que ela não mais suporta conviver com ele, então busca auxílio. Somente com o incômodo um indivíduo pensa em modificar-se. Apesar de forte e estranho, esse pensamento é constantemente corroborado pela clínica porque se há uma situação doentia na qual o indivíduo não se perturba, não haverá identificação de problema. Sem problema, não há necessidade de modificação. Não há espaço para cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos fazer uma comparação com doenças físicas. O câncer é um ótimo exemplo do que falo aqui: a maioria dos tumores não doe, não apresentam sintomas, se ajustam a homeostase do organismo com perfeição e passam a atrapalhar o funcionamento desse quando inicia-se um total colapso. Por isso, o câncer é dito a doença silenciosa. Não há como a pessoa buscar auxílio, pois o problema está equilibrado, não há nada que a incomode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também ocorre com sintomas psicológicos. Algumas vezes os sintomas auxiliam na manutenção da vida sem a necessidade de busca de auxílio para sanar problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso campo de atuação profissional é o oposto deste. Nós buscamos justamente perceber onde estão os sintomas mesmo que não eles não estejam claros. Essa é a nossa ação preventiva. Evitar que o mal-estar se instale. Promover saúde mental na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa busca é a nossa angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando somos chamadas por um professor para atender um aluno ou um pai nos procura, temos um espaço de atuação já instalado. Colheremos as formas de solução do próprio discurso de quem vive o conflito. Quando o sujeito é o/a pai/mãe, nossa ação mostra-se bem facilitada. No caso do/a aluno/a precisamos mostrar a ele/a e aos pais que existe algo inadequado ou não saudável. Hoje, ocorre muito o discurso parental de impotência. Muitas mães dizem claramente não saber o que fazer com o/a filho/a. A plotagem &lt;em&gt;O que espera a escola&lt;/em&gt; mostra um caso assim. Então, encontramos casos que vão de oito a oitenta, os pais não percebem qualquer problema ou já não sabem mais como abordá-lo, pois já tentaram de tudo e não houve resultado positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que fazer com a instituição que parece não conter problemas? Trabalhei em uma escola elogiadíssima por seus excelentes resultados. Muitos profissionais gostariam de trabalhar nela, inclusive eu. Ao chegar, realizei uma pesquisa diagnóstica com todos os atores da escola: professores, alunos, pais, servidores da limpeza e merenda, direção e corpo de apoio (profissionais que atuam fora da sala de aula apoiando o trabalho pedagógico). O formulário constava de três perguntas: visão geral da escola, seus pontos positivos e negativos. O principal resultado foi que a direção não funcionava. A escola era ótima porque os professores faziam muito bem o seu papel e, se a direção não atrapalhasse a escola seria uma das melhores da cidade. Como a direção não atuava, outros personagens faziam o papel dela e essa troca passou a contaminar todas as áreas da escola fazendo com que a troca de papéis se multiplicasse. O clima de trabalho era péssimo, pois a manutenção desse sistema se dava pelo pacto de silêncio entre os profissionais e as aparências eram mantidas por esse silêncio. A pesquisa quebrou este pacto por ser anônima e todos os grupos pesquisados mostraram a questão a ser trabalhada pelo psicólogo. Revelado o problema da escola, seus profissionais se negaram a participar das soluções propostas, a saber, cada um fazer tão somente o seu papel. A minha ação foi, então, tolhida e falhei na resolução. Digo falhei porque é nossa função elaborar meios para sanar as falhas. Mas também precisamos ser pacientes conosco mesmos e perceber que alguns sujeitos não desejam a saúde. Nesse caso não há ação possível porque não há angústia, não há reconhecimento de problema. Nossa angústia isolada não resolve e por isso não faz qualquer sentido. Deve simplesmente ser descartada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à angústia preventiva, que evita dificuldades e problemas, esse é o nosso &lt;em&gt;locus &lt;/em&gt;de trabalho e nossa principal ferramenta. Procurar sinais de desarranjos, comportamentos que suscitam ações doentias, atitudes comuns que preparam situações desarmônicas, associações que criam conflitos; são ações do psicólogo profilático. Sua ação é silenciosa e constante. Muitas vezes os demais profissionais não percebem sua importância e, mesmo sendo alvo da atuação, vêem em sua conversa um colega e não um profissional atuando com consciência, determinação e direcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa atenção deve estar sempre ativa para que não entremos nos jogos institucionais e passemos a conviver com os sintomas normalmente, sem percebê-los. Quando isso ocorre, devemos nos afastar da organização, pois já não podemos prestar o melhor serviço. Não há mais angústia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1214280186018574847?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1214280186018574847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/angustia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1214280186018574847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1214280186018574847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/08/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-2664370770872309412</id><published>2009-07-22T13:16:00.003-03:00</published><updated>2009-07-22T13:20:13.611-03:00</updated><title type='text'>O Poder Psicológico</title><content type='html'>Quando entramos em um ônibus, colocamos nossa vida nas mãos do motorista. A responsabilidade sobre a nossa segurança passa a ser de outra pessoa. O motorista do ônibus passa a ter um poder sobre nós e esse poder é por nós delegada a ele. Nunca encontrei uma pessoa que não se assustasse quando ouve essa idéia. Mas ela não é minha. E é tão verdadeira que está prescrita no Código Brasileiro de Trânsito. Assim, todas as pessoas que dirigem deveriam sabê-lo. Quando damos carona a alguém, passamos também a ter a guarda de sua segurança durante todo o período em que ele está dentro do carro, mesmo que a máquina esteja parada ou estacionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa sociedade está cheia de exemplos de delegações de poder e nós, muitas vezes, sequer percebemos. Ao elegermos uma pessoa, mesmo que não votemos nela, estamos outorgando a ela a administração do que é nosso. É ela que, observando a cidade como um todo, decidirá quais são as prioridades e quanto deverá ser investido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o poder é nosso. Serei mais provocativa e direi &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt;. Eu tenho o poder de consertar a minha rua ou de decidir se o buraco que a chuva provocou no asfalto é mais importante do que construir uma calçada para ir ao parque, ou não. Eu tenho esse poder. Mas como eu preciso trabalhar todos os dias, quero descansar nos finais de semana e nem imagino como funciona asfalto e cimento, eu entrego a tarefa para outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo isso com bastante ênfase porque todos podemos resolver problemas. Trocar uma lâmpada no seu condomínio, por exemplo. Mas há alguém que é o responsável por isso. E se eu vejo a lâmpada queimada, eu vou avisar o síndico. Eu depositei o meu poder de resolver na pessoa do síndico. E quem quer ser síndico de condomínio? Ninguém ou alguém que perdeu o juízo. E para ser síndico não é preciso muito, basta querer e se candidatar na próxima reunião de condomínio. E sendo síndico, eu terei o poder de decisão sobre o meu condomínio, pois os demais condôminos delegaram seu poder a mim. Caberá a mim exercer o meu poder... ou não. Posso ter mil desculpas para não trocar a lâmpada. Ou trocá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumir o poder de administrar o que é meu &lt;em&gt;também &lt;/em&gt;é uma decisão minha. Porém, não deveria ser assim. Se outras pessoas delegaram o seu poder de resolução de problemas a mim, eu devo assumi-lo e realizar um bom trabalho pelo simples fato de estar num cargo de confiança. O voto é sempre de confiança. Aliás, voto de confiança deve ser pleonasmo vicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos alunos de psicologia angustiam-se ou simplesmente brincam com as expressões receosas de seus amigos quando descobrem o curso que estão fazendo. Psicologia! Demonstram seu medo de falar e agir livremente, pois o psicólogo poderá ler seus pensamentos. Isso permanece após a formatura. Por alguns anos evitei me apresentar como psicóloga devido ao grande impacto que isso causa sobre o interlocutor. No meu ambiente de trabalho, quando sou apresentada durante uma reunião, os olhos da pessoa atendida se abrem um pouco mais como se fosse apresentada a uma bruxa. Sua postura também muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;ser psicólogo &lt;/em&gt;carrega consigo uma delegação de poder da sociedade. Nossa cultura investe em nós o poder de descobrir o que está oculto, o que as pessoas evitam ver, perceber, sentir. Somos nós que tratamos do que não se pode dizer a ninguém. E nós podemos ouvir porque não diremos a mais ninguém. O Código de Ética do Psicólogo proíbe que o digamos, poderemos ser processados e até deixar de sermos psicólogos se falharmos com o sigilo. Nós podemos ajudar sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um poder imenso. E foi-nos delegado. Mas não o foi gratuitamente. Recebemos treinamento durante, pelo menos, cinco anos. Cinco anos árduos, os meus foram! Mas cabe a mim usá-lo ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso dizer aos meus amigos no bar: “imagina, eu não leio a mente de ninguém. Tenho uma colega psicóloga que nem em mente acredita.” Talvez isso faça com que a mesa do bar fique mais descontraída. Eu também posso dizer isso na mesa de trabalho, onde acabei de ser apresentada aos pais de um aluno com comportamento agressivo em sala de aula. Posso dizer: não temam, eu sou uma pessoa normal como vocês e usarei as suas informações e as técnicas que aprendi lendo para auxiliar o processo de aprendizado de seu filho. Pronto. Eu tenho o poder de fazer isso. Tenho o poder de usar o meu poder outorgado ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu também posso usar o poder que aqueles pais entregaram para mim quando me olharam com mais cuidado ao ser apresentada. Faço isso mostrando a eles que estou atenta e lendo as entrelinhas do que dizem, as expressões faciais e corporais, as ênfases que dão a cada informação através de seu tom de voz, os sentimentos emanados a cada exposição. Buscando informações que não foram dadas ou que foram sugeridas levemente, chegando ao âmago da questão de maneira suave, mas firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu uso o poder que me outorgaram em benefício deles! O poder &lt;em&gt;é &lt;/em&gt;deles e eu devolvo para eles. O resultado é o melhor atendimento que eu posso oferecer. Usando todos os recursos de que disponho, eu percebo mais do que os outros técnicos da escola porque este é o meu papel. Eu devo observar, sentir e perceber mais do que qualquer profissional porque fui treinada para isso, devo me esforçar para fazê-lo e bem feito. É um dever ético funcionar como instrumento para solucionar problemas subjetivos, emocionais, íntimos. Esse é o diferencial do psicólogo na escola e devemos usar o poder que nos foi dado. Se assim é, esse poder é nosso. Não o rejeitemos. Usemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento dos olhos como sinal de atenção aguçada e a mudança de postura indicativa de receio são reações típicas de proteção. Essa defesa vai se desfazendo à medida que nos colocamos na posição de auxílio e pesquisa. A afetividade pode ser utilizada neste momento como instrumento para o estabelecimento do &lt;em&gt;rapport&lt;/em&gt;. Após quebrada essa primeira barreira, a pessoa geralmente se entrega plenamente facilitando o nosso trabalho. Um contato bem feito no início de entrevista é primordial para seu sucesso final. À vontade, o sujeito possibilita que o nosso atendimento seja profundo e eficaz. Quando o resultado chega, além do benefício para quem atendemos, podemos degustar o manjar de ter realizado um excelente trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-2664370770872309412?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/2664370770872309412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/o-poder-psicologico.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2664370770872309412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/2664370770872309412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/o-poder-psicologico.html' title='O Poder Psicológico'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-7344212360781919755</id><published>2009-07-20T23:35:00.004-03:00</published><updated>2009-07-20T23:41:45.698-03:00</updated><title type='text'>Comunhão Orientação Educacional</title><content type='html'>A postagem &lt;em&gt;Parcerias para o trabalho em Psicologia Escolar&lt;/em&gt; recebeu dura crítica de uma orientadora educacional. Questionava ela que sua especialização não foi sequer mencionada no texto. Devo desculpar-me publicamente. A nossa penúltima postagem – &lt;em&gt;Conhecimentos de Psicologia usados em Psicologia Escolar&lt;/em&gt; – já traz um pouco dessa minha retratação à Orientação Educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciarei expondo que quando ingressei na Psicologia Escolar, questionei uma das minhas professoras da graduação sobre o trabalho conjunto entre psicóloga e orientadora educacional. Ela ensinou-me que esta área da pedagogia veio sanar uma falta do profissional psicólogo nas instituições de ensino. Essa resposta me assustou porque haveriam então duas profissionais realizando o mesmo trabalho na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante minha experiência com minha nova colega orientadora, fomos observando, eu e ela, que nosso trabalho não era complementar, nem suplementar. Estranho esse comentário? Uma ação somente será complementar ou suplementar ao realizar-se dentro do mesmo domínio. Além disso, e principalmente, o que complementa acrescenta ao elementar. Não se pode dizer que o trabalho de uma ou outra área seja elementar. E o que suplementa acrescenta ao que já está completo, terminado, vai além do necessário e suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicologia escolar e Orientação educacional são áreas paralelas, necessárias ao bom andamento de uma escola. Seus focos são diferenciados e as pessoas atendidas por ambas profissionais obtêm ganhos de cada uma. A psicologia com seu foco subjetivo, emocional alerta-se para questões da sua área no discurso do cliente. Questões de relacionamento, dificuldades próprias da pessoa que são projetadas em familiares, angústias dificilmente resolvidas solitariamente – elementos típicos da psicologia que temos instrumentos para detectar e usar em benefício de nosso interlocutor. A orientação educacional analisa comportamentos equivocados, indica quais mudanças são benéficas para os atores em questão, novas posturas em relação ao problema analisado, leis que beneficiam ou obrigam a mudança de comportamento, instituições auxiliares, profissionais cujo atendimento elevaria as possibilidades de melhor adequação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas áreas da ciência são independentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada profissional trabalha muito bem com as questões da escola. Não há exclusividade de campo, pois os casos dos alunos que não são resolvidos pelas professoras, extrapolam o poder da coordenação ou escapam da direção vão para a nossa responsabilidade – psicólogas escolares e orientadoras educacionais – e de lá não são mais encaminhados, a não ser que haja problemas de saúde efetivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós atendemos os mesmos casos de forma diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que dei a aula citada na penúltima postagem havia uma aluna orientadora educacional. Foi um grande presente! Solicitei-lhe que nos dissesse qual era o seu trabalho: orientação de alunos sobre como otimizar seus estudos (horários, postura física, iluminação, alimentação, sono-vigília, responsabilidade); orientação de alunos sobre sexualidade, drogadição, valores sociais em grupo ou individualmente; orientação a pais também em grupo ou individualmente; participação nas reuniões de pais e de professores, coordenações pedagógicas; encaminhamento de casos de alunos para profissionais extra-escolares. Tudo isso verificando as necessidades de cada caso individualmente. A aluna-profissional, cujo nome infelizmente me escapa, acrescentou que na orientação há limites claros de ação, pois aprofundamentos emocionais são da área da psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmei anteriormente que realizaria entrevistas com minhas colegas orientadoras educacionais e tive uma excelente oportunidade de fazê-lo durante um chá da tarde com três profissionais de alto gabarito. Após anunciar meu objetivo de entrevistá-las sobre as características de sua profissão, a mais próxima emocionalmente de mim olhou-me profundamente e disse: “espero que eu já tenha lhe mostrado isso. Escreva, pois você já sabe”. Fiquei com vergonha e aqui estou eu. Devo informar ainda que este texto passará pelo seu crivo antes da publicação, para colher a crítica no momento correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um elemento que não explorei o suficiente: um atendimento conjunto de psicologia e orientação educacional  em geral se faz com bastante compatibilidade. Nós da psicologia temos certa rigidez em relação ao momento (time) de realizar uma intervenção. Minhas colegas orientadoras educacionais sempre me deixaram a vontade para paralisar uma entrevista e aprofundar em determinada fala ou expressão oral, facial ou postural. Também é possível recuperar o momento rememorando as falas e explorando-as logo que o discurso ou a direção da entrevista possibilitem. Para isso utilizo técnicas de entrevista e de aconselhamento psicológico. Acrescento ainda que a psicologia escolar não é um espaço clínico, mesmo utilizando-se de seus instrumentos, e isso oferece liberdade de ação para nossos objetivos e para as necessidades do indivíduo em atendimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-7344212360781919755?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/7344212360781919755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/comunhao-orientacao-educacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7344212360781919755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/7344212360781919755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/comunhao-orientacao-educacional.html' title='Comunhão Orientação Educacional'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8099573390072032979</id><published>2009-07-20T00:00:00.003-03:00</published><updated>2009-07-20T00:10:03.395-03:00</updated><title type='text'>O que espera a escola</title><content type='html'>A expectativa de trabalho por parte das escolas em relação ao psicólogo escolar é clínico. Alunos que demonstrem comportamento diferenciado dos demais em movimentação, comunicação, agressividade são os principais encaminhados para nós. Podemos fazer muitíssimo mais do que esperam que façamos. Isso é uma vantagem e uma desvantagem a um só tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desvantagem se faz quando o profissional não dimensiona seu real potencial e ajusta-se a demanda apresentada. Mantém-se no atendimento clínico e aguarda que o chamem ou encaminhem os alunos para si. Esta restrição de ação é altamente criticada pelas colegas acadêmicas que têm escrito sobre a nossa área. Elas têm toda razão. E eu só poderia concordar com elas, pois que me formaram e continuam formando, são elas que escrevem o que leio para me orientar sobre o meu trabalho. Sim, elas têm razão, mas nem desconfiam como é mais seguro permanecer em nosso escritório dentro da escola. É melhor até do que clinicar independente porque não há preocupação com a “conquista” de clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal desvantagem é para a classe de profissionais psicólogos porque a sociedade não conhece as ações de um psicólogo escolar e sem que lhe seja apresentada, não saberá. Sem saber, não usa, não valoriza, não emprega. E a área cresce lentamente, vagarosamente, tendo cada psicólogo individualmente que provar que seu trabalho é necessário e importante para o melhor desenvolvimento dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vantagem é que quando mostramos do que nossa ciência nos capacita somos chamados a participar em muitos eventos da vida escolar. Apesar de não sermos vanguarda na psicologia, o somos na escola, que espera muito do psicólogo escolar, mas nem imagina o que pode esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande ansiedade da escola é por resultados rápidos. Ela quer que consertemos os alunos. Essa expressão é minha, pessoal. Mas não pensem que querem se livrar das crianças ou do problema em si (consertei, taí o anjinho!). Elas se preocupam e querem que o aluno se desenvolva da melhor maneira possível. O tempo delas é diferente do nosso. Nós aprendemos a trabalhar em pro-ces-so. Leva t-e-m-p-o. Às vezes, nossas soluções demoram muito para elas e são bem ligeiras para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contarei um caso para mostrar a questão do tempo:&lt;br /&gt;Uma professora, muito preocupada com o bem-estar de seus alunos, solicitou-me atendimento para uma aluna adolescente ao final de uma reunião de rotina. Relatou os comportamentos preocupantes e eu anotei o nome da aluna, série e turma. Como as nossas reuniões ocorriam às quartas-feiras e quinta e sexta era folga das professoras, somente na semana seguinte tive contato com a professora novamente para me assegurar do caso. A aluna demonstrava comportamento completamente diverso do esperado para ambiente de aula, permitia que os colegas tocassem seu corpo e aproximava-se deles provocativamente, dirigia-se a eles de forma inadequada dentro e fora da classe e não demonstrava qualquer motivação pelas aulas. A professora em questão era das poucas unanimidades inteligentes do planeta: todos a adoravam, admiravam e respeitavam. Então a informação final foi bastante surpreendente. Busquei informações com outras professoras que confirmaram. Na terça-feira, fui ver a aluna em sala de aula e ela não estava. No dia seguinte, ausente. Liguei para os pais. O padrasto me informou que a família precisava de auxílio, pois não sabia o que fazer com a garota. Ela estava saindo e chegando embriagada em casa. A mãe decidira mandá-la para a casa do pai. Fiquei assombrada pela situação e pela percepção da professora. Marcamos reunião com a mãe para o dia seguinte. Bastante angustiada, a mãe demonstrou sua emoção rapidamente. Contou suas dificuldades para criar os filhos e que estratégias havia usado para resgatar sua filha. Alguns percalços já aconteceram e as soluções que proporíamos já haviam sido aplicadas sem sucesso. A mãe, então, como última idéia, mandou a filha para a casa do pai para que essa percebesse a diferença de tratamento e conforto entre as casas e pessoas, a partir daí valorizasse a mãe e se enquadrasse nas regras da casa materna. Bem pensado, se não fosse o risco aumentado na casa paterna: vizinhança altamente violenta, tráfico de drogas e, pior, possibilidade de sedução do próprio pai. Alertada para os riscos, a mãe se mostrava sem saída. E eu... que situação! Informei à mãe que a aluna deveria comparecer às aulas pois estavam em período de provas e as crianças devem freqüentar escola por força legal. No dia seguinte, a aluna se fez presente na sala de aula e também na minha sala. Minha surpresa foi imediata, pois quando comecei a estabelecer o rapport, a aluna emocionou-se igualmente à sua mãe. Seu discurso apontava para a barreira de comunicação familiar. Eu então compreendi o que faltava: afeto, atenção, carinho físico e emocional, reconhecimento, partilha. Percebi a grande amizade que havia entre mãe e filha e como elas sentiam falta uma da outra, devido a uma suspensão dos laços de amizade. Mas já era sexta-feira! Liguei para a mãe e ela não atendeu. Liguei de novo mais tarde, eu estava com pressa e a memória, sobrecarregada, a escola era grande. Consegui marcar uma conversa tripla para segunda-feira. A mãe foi pontual e eu busquei a aluna na sala. Ordenei que se cumprimentassem como se eu fosse um general. Deveria ter cronometrado. Também precisamos de muitos lenços de papel. Esclareci qual era o problema entre as duas e dei-lhes oportunidade de falar de modo que pudessem se ver e repetir aquele momento em casa sempre. Também “ordenei” que se cumprimentassem sempre que se vissem – boa técnica para trocas físicas necessárias na adolescência quando se perde o colo infantil. Quando a aluna saiu, questionei sobre o casamento e mostrei erros comuns que destroem relações muito saudáveis. A mãe foi embora bastante aliviada, tendo afirmado que a filha já havia mudado em casa, para minha sincera surpresa. Após cada contato com mãe ou filha, eu informava à professora. Na quinta-feira, a referida profissional me procurou. A aluna era outra: atenta, disposta, respeitosa. Para minha sincera surpresa: nunca havia tido um resultado tão rápido. Duas semanas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo adequado para a escola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8099573390072032979?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8099573390072032979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/o-que-espera-escola.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8099573390072032979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8099573390072032979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/o-que-espera-escola.html' title='O que espera a escola'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-8255141861395765658</id><published>2009-07-18T23:58:00.004-03:00</published><updated>2009-07-19T11:02:26.820-03:00</updated><title type='text'>Conhecimentos de Psicologia usados em Psicologia Escolar</title><content type='html'>Fui convidada a dar uma palestra sobre minha atividade profissional outro dia e não planejei a aula, o que se mostrou uma ótima estratégia. Os alunos me mostraram coisas que eu precisava saber que sabia.&lt;br /&gt;Quais são os conhecimentos de psicologia usados pelo psicólogo escolar; quais são as ações típicas do psicólogo escolar; diferença de atuação entre orientador educacional e psicólogo escolar; angústias da profissão; ansiedades da equipe escolar em relação ao nosso trabalho.&lt;br /&gt;Todas estas questões são interessantes para desenvolver aqui neste espaço. É bom acrescentar que pretendo fazer umas entrevistas com orientadoras educacionais para fundamentar o texto referente a elas.&lt;br /&gt;Começarei, então, pelo primeiro tópico: quais os conhecimentos da ciência psicológica usados na prática de psicologia escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, durante o curso de graduação não compreendemos o alcance dos conhecimentos aprendidos em cada matéria; mesmo sendo estes bem mais ligados a prática profissional do que os conhecimentos estudados no segundo grau. A minha idéia foi, então, motivar os alunos para suas matérias básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Psicologia da aprendizagem&lt;/em&gt;: como cada teórico apresenta a forma que os humanos e não humanos aprendem; diferenças entre as espécies; o papel dos estímulos; momentos mais propícios para se apresentar um novo conceito. Esse conjunto de teorias pode ser utilizado em clínica, empresas, escolas. No nosso ambiente em especial, além das diferentes abordagens teóricas, ainda considero as diferenças interindividuais. Tolstoi, melhorando um antigo dito popular, afirmou em seu clássico &lt;em&gt;Anna Karenina&lt;/em&gt; “se é verdade que cada cabeça uma sentença, há de haver tantas maneiras de amar quantos os corações.” Seguindo este raciocínio, há muitas formas de aprender algo. E as professoras já descobriram isso há bastante tempo também. Existem casos em que a profissional de sala de aula não percebe de que forma pode apresentar um assunto a determinado aluno e neste momento o psicólogo escolar pode lhe ser bastante útil. Alguns momentos com a criança, particularmente ou na sala de aula, permitem ao psicólogo uma análise de como as informações chegam mais facilmente ao processamento daquele indivíduo. O resultado desse contato deve ser repassado para a professora o mais rápido possível com linguagem acessível e adaptada.&lt;br /&gt;Aqui devemos reter-nos um instante para salientarmos a opção que o psicólogo faz por uma teoria orientadora. As teorias psicogenéticas são básicas para a psicologia da aprendizagem. Porém elas são excludentes. Piaget afirma que a aprendizagem ocorre após o desenvolvimento psicobiológico. Vygotsky propõe que a aprendizagem provoca o desenvolvimento psicológico. Skynner indica que aprendizagem e desenvolvimento são focos distintos para o mesmo fenômeno. É comum, ao conversarmos com uma professora, observar que ela usa instrumentos dessas três teorias simultaneamente de forma muito tranqüila. Acredito ser desnecessário e contraproducente mostrar tais equívocos às professoras. Mas tal ação é aqui censurada e combatida, pois as possibilidades de engano nesta área não são perdoáveis, posto nossa esperada especialidade no assunto. As ações do psicólogo devem ser coerentes com a teoria que escolheu para orientar-se e quanto mais seriamente considerar isso, melhores resultados obterá o profissional. As teorias que utilizamos se apresentam em nosso discurso oral, relatórios, explicações de comportamento e &lt;em&gt;aprendizagem&lt;/em&gt;, orientações a profissionais e pais, contato direto com o aluno. Teorias embasam ação (prática). Não é possível pensar uma coisa diferente para cada ação. Não há coerência nesta conduta e os profissionais que acompanham nosso trabalho percebem rapidamente esse problema. A confiança em nosso trabalho pode ser impactada por essa ação. E a falta de confiança em um psicólogo tem impacto sobre toda a nossa classe profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Psicologia organizacional&lt;/em&gt;: quando participamos de uma escola, podemos auxiliar o corpo diretor da instituição em relação à administração (vide &lt;em&gt;Parcerias para o trabalho em Psicologia Escolar&lt;/em&gt;, neste blog). Conhecimentos de comunicação, relações humanas, ergonomia, planejamento espacial (psicologia ambiental) são muito úteis apesar de inesperados. Como o perfil do psicólogo escolar não é conhecido dos demais profissionais da escola, nosso potencial auxílio institucional deve ser oferecido aos líderes/dirigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Psicologia de grupo e dinâmica de grupo&lt;/em&gt;: conhecimento muito útil para se perceber a dinâmica institucional. Quem são os líderes positivos e negativos, quais são os elementos chave que podem ser considerados ao se implantar novos projetos, quem compreende a dinâmica da escola, quem conhece a história da escola e, o mais importante, quais são as formas de auxiliar a instituição considerando seus próprios membros. O trabalho pode ser desenvolvido com o grupo de professores, direção, alunos, profissionais de manutenção e limpeza, merendeiros, pais, famílias ou ainda todos os profissionais da escola em conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Psicologia comunitária&lt;/em&gt;: análise de elementos valorizados pela comunidade atendida, pontos críticos e potencial humano não desenvolvido são conhecimentos desta área que também embasam o trabalho do psicólogo escolar e podem auxiliar em suas intervenções com a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Psicologia clínica&lt;/em&gt;: como dito em postagem anterior (&lt;em&gt;Acolher o problema&lt;/em&gt;), o treinamento em clínica instrumentaliza o psicólogo com a sua principal ferramenta, a que eu acredito ser o diferencial mais significativo entre os demais profissionais: a escuta clínica. A ligação de elementos do discurso do sujeito com sua demanda possibilita soluções não antevistas por ele. O acolhimento, a aceitação incondicional ao sujeito, a postura de confiabilidade que aprendemos na clínica são fundamentais para nossa caracterização profissional. E estes são elementos que podem ser usados na escola para iniciar um atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aconselhamento psicológico&lt;/em&gt;: neste ponto temos nossa interseção com a orientação educacional da qual falaremos mais pormenorizadamente em próxima postagem. Por ora podemos dizer que em aconselhamento aprendemos a devolver, em poucas sessões, alternativas de ação para um sujeito que se mostra perdido individualmente. Esta ação se aproxima da orientação devido a sua posição diretiva e assertiva que convida o sujeito em atendimento a movimentar-se, caso esteja paralisado; dirigir-se, caso não saiba que posição tomar; acalmar-se, caso mostre agitação alienante, por exemplo. Estas ferramentas são muito utilizadas para o atendimento de pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Psicologia do desenvolvimento&lt;/em&gt;: a forma como os seres humanos se desenvolvem é o objetivo desta seção da psicologia. E o objetivo maior da escola é o desenvolvimento do ser humano integralmente. Todas as ações da escola se dirigem para o maior crescimento de seus alunos. Ela se esforça para que os empecilhos sejam minimizados. Nesse ponto se encontram novamente todos os atores da escola: alunos, pais, profissionais. Há cerca de 50 anos, a psicologia vem [lentamente] se atentando para a continuidade do desenvolvimento para além da adolescência. Apesar do foco principal do psicólogo escolar ser os alunos e seu melhor desempenho global (biológico, familiar, emocional, relacional, intelectual, e.g.), temos uma excelente oportunidade de exercer nossas técnicas para o melhor desenvolvimento dos adultos e idosos envolvidos com as crianças atendidas. Assim, possibilitamos o crescimento de toda a comunidade escolar sob a luz de conhecimentos técnico-científicos eficazes. O corpo teórico da perspectiva do ciclo de vida apresenta-se como potencialmente útil para este embasamento. Não podemos deixar de apontar, entretanto, as brilhantes contribuições dos teóricos já citados Vygotsky, Piaget, Skinner e de outros como Freud, Wallon, Jung, Erickson, Roger, Reich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais instrumentos usar, como e em que medida serão determinados pela personalidade do psicólogo, pelas características da instituição a qual serve, pelas oportunidades e conhecimento dos instrumentos que possui. Por isso, neste blog sempre me remeto aos estudantes (futuros colegas), para que percebam que durante o curso de graduação estamos nos preparando e ainda não sabemos para quê. Digo isso com segurança porque há uma latência de cinco anos entre o que se aprende e sua aplicação eficaz e nossa sociedade tem mudado bastante ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro afirmando que estas são áreas que foram debatidas durante a palestra. Há seções da psicologia que provavelmente auxiliariam o trabalho do psicólogo escolar, porém me escapam da memória ou são deficientes em minha formação (como psicologia da motivação, da criatividade e comunitária).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-8255141861395765658?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/8255141861395765658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/conhecimentos-de-psicologia-usados-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8255141861395765658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/8255141861395765658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/07/conhecimentos-de-psicologia-usados-em.html' title='Conhecimentos de Psicologia usados em Psicologia Escolar'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1555162574974214166</id><published>2009-06-11T11:26:00.000-03:00</published><updated>2009-06-11T11:28:18.085-03:00</updated><title type='text'>Facilitando o aprendizado</title><content type='html'>Lecionei Psicologia da Educação para alunos de Licenciatura em Letras Português em uma Faculdade particular no Distrito Federal. Neste curso, o currículo contava com três semestres para essa matéria e a mim coube o terceiro semestre. Desde o primeiro dia de aula, os alunos questionavam-me sobre o que faltava aprender de psicologia da educação. Apesar de eu não ter elaborado o currículo, eu era a responsável pela matéria e compreendi que deveria aprofundar o que eles haviam estudado no ano anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma grata coincidência, eu havia realizado pesquisa sobre qual psicologia deveria ser ensinada para futuros professores de séries iniciais. Que assuntos seriam realmente úteis para as professoras lidarem com seus alunos, compreenderem suas dificuldades de aprendizagem, suas necessidades flutuantes, melhor adaptarem os conteúdos às especificidades de cada aluno ou da turma enquanto grupo, além de adaptações para alunos com necessidades educacionais especiais, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei, junto à professora orientadora da nossa antiga pesquisa, artigos científicos da área de formação de professores que envolvessem os temas já estudados pelos alunos. A intenção era mostrar-lhes como colocar aqueles conhecimentos em sua futura prática com os alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como meus alunos ainda não lecionavam, coloquei nossa aula como laboratório. Assim, coisas típicas de sala de aula, quando vivenciadas, eram expostas à turma e analisadas. Algumas vezes, eu questionava os alunos sobre o que fariam naquela determinada situação. Também expus minhas impressões e sentimentos a respeito de suas ações para perceberem as dificuldades peculiares da profissão de professor assim como seus prazeres. Quando fazia isso, apontava quais eram as teorias que fundamentavam cada ação ou intenção, essa última no caso do objeto de análise ser uma preparação de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção da disposição dos alunos, adaptações do conteúdo ao clima da aula, formas de motivação da turma, alerta para atividades necessárias – ações típicas de professores – eram destacadas em determinados momentos para que os alunos se apropriassem das formas de realizar isso a sua própria maneira. Essa ação deliberada era pontuada sempre com a teoria anteriormente estudada e ainda embasada com os textos lidos para preparação de cada aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a minha forma de mostrar aos meus alunos como Piaget, Wallon, Vygotsky, Skinner, Bandura e outros teóricos podem estar na sala de aula. Não apenas na psicologia da aprendizagem, mas na forma de lidar com emoções e comportamentos que surgem frequentemente nesse ambiente especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi uma tarefa fácil, nem sempre meus alunos compreendiam onde eu queria levá-los. Mas, após alguns anos comecei a encontrar ex-alunos e os questionava diretamente sobre meu método. Todos os alunos encontrados afirmaram que a tentativa de mostrar-lhes como as teorias se aplicavam havia funcionado e eles se sentiam seguros em usá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito ser necessário grande aprofundamento na teoria dos grandes mestres da psicologia do desenvolvimento para transformá-las em ações. Indivíduos que encontram-se em formação fora da psicologia costumam apresentar grandes dificuldades nisso. Durante minha ação como psicóloga escolar ouço professoras apontando que estudaram Piaget, mas não conseguem aplicar as idéias dele nas crianças e adolescentes com as quais lidam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto não é uma crítica apenas aos profissionais formadores de professores. É também uma crítica a professores que não realizam a ponte do conhecimento para o mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso a nossa ciência para criticar o que nossos colegas têm oferecido para seus alunos. E essa experiência pode ser utilizada por nós, dentro da escola, para alertar os professores da função do ensino: preparar para a vida. O conhecimento que não é aplicável, não serve, é inútil, não será lembrado, portanto não foi aprendido. Caso o professor apresente a informação ao aluno e não lhe mostre onde poderá utilizá-lo, caberá ao aluno fazê-lo. O aluno poderá decorar o assunto até que sua experiência na vida lhe mostre como poderá utilizá-lo ou até que sua imaginação o faça. Penso que tal não seja muito comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, cabe ao psicólogo escolar sensibilizar os professores dos quais é responsável para a importância das aulas práticas, ligadas a realidade ou advindas do cotidiano de seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não vai se realizar durante uma palestra proferida pelo psicólogo escolar em uma reunião de coordenação de professores. Ocorrerá enquanto o psicólogo, durante sua ação diária, mostrar aos professores quem são os alunos, como vivem e quais são suas experiências. Se tiver sorte, o psicólogo poderá estar numa escola onde as professoras conhecem profundamente seus alunos e suas famílias. Eu encontro-me numa escola assim. Mas isso não encerra o assunto. Há que se verificar se a adaptação está sendo feita na sala de aula. E o melhor momento para o psicólogo perceber e intervir neste ponto é compartilhando momentos de elaboração de plano de aula com o professor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1555162574974214166?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1555162574974214166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/06/facilitando-o-aprendizado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1555162574974214166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1555162574974214166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/06/facilitando-o-aprendizado.html' title='Facilitando o aprendizado'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-1575230722283841335</id><published>2009-06-07T11:39:00.000-03:00</published><updated>2009-06-07T11:41:10.321-03:00</updated><title type='text'>Separação por capacidade</title><content type='html'>Estive afastada da alimentação deste blog por motivo de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este período, entrei em contato com uma colega de profissão que informou sobre o sistema educacional suíço. Como ela não tem filhos, deu notícias superficiais, mas que já possibilitam alguns pensamentos comparativos em relação ao nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversávamos sobre capacidade intelectual diferenciada entre as pessoas. Ela então informou que o sistema educacional suíço trabalha com a seleção de alunos por rendimento escolar. Assim, os alunos que demonstram melhor desempenho ficam juntos em uma turma e tem como futuro o encaminhamento para a academia. Os seguintes ficam em uma segunda turma e podem ir para faculdade ou para cursos técnicos. Os piores (por que não usar esta palavra?) também são agrupados juntos e são preparados para cursos técnicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem mais de trinta anos deve se lembrar de algo parecido com isso aqui no Brasil. As turmas A, B e C dos anos 70 se parecem com este sistema. Mas não sei se havia, naquele tempo, essa correspondência com o futuro dos jovens como há hoje na Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência psicológica assume que os seres humanos possuem capacidade mental diferenciada. Os programas de altas habilidades que temos aqui em Brasília são prova desta assunção. Os alunos que apresentam capacidade intelectual superior a média, que demonstram facilidade em algum aspecto da ação humana (habilidades) e não têm problemas graves de comportamento entram no programa especial oferecido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, seja ele aluno da rede pública ou privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, estes alunos seguem estudando nas mesmas turmas onde sua característica de inteligência diferenciada foi detectada. A teoria que baseia esta ação é a de que qualquer diferenciação entre as turmas se apresentaria como discriminação entre os indivíduos. Além disso, todas as pessoas merecem a melhor educação e por isso a separação não faria qualquer sentido. Ao final dos estudos básicos, no nosso sistema dito fundamental, o próprio indivíduo escolheria o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, vejo sentido em ambas as ações. Porém, o nosso sistema escamoteia uma prática bastante cruel amplamente denunciada por especialistas pedagogos. Aqui a educação é igual para todos, mas a escolha não é dada ao indivíduo, como na Suíça; as oportunidades não são iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolas públicas do Distrito Federal recebem alunos das classes mais baixas da nossa sociedade. Seus pais não têm condições de pagar outra escola. A partir da classe média as crianças estudam em escolas particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha realidade é a da escola pública e das classes sociais menos favorecidas economicamente. As professoras sobre as quais tenho responsabilidade indicam a falta de motivação de seus alunos além da falta de respeito que sofrem por parte deles. Os alunos que apresentam essas características com mais intensidade são encaminhados para meus cuidados. Percebo que não vêem sentido nas informações que estão recebendo, não sabem como lidar com ela e não percebem a importância da educação em suas vidas. Essa minha conclusão é também bastante antiga, pois já li sobre isso em clássicos da pedagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria esmagadora dos nossos alunos, de escola pública, não prossegue sua educação na academia e muitas vezes não fazem sequer um curso técnico. Penso eu que a escolha já foi feita para eles pelo sistema educacional brasileiro desde seu ingresso, porém tal falta de opção não é explícita. Aí mora a crueldade anteriormente citada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação igual para todos é hipotética e talvez possamos usar a palavra utópica. Em minha escola, as professoras fazem adaptações para seus alunos compreenderem o conteúdo e provavelmente não consigam aprofundá-los como desejariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância entre a educação e sua realidade é tão grande que os alunos não percebem sua função. Nós, profissionais em educação, expomos ao máximo as razões da obrigatoriedade do ensino e de modo que nossos alunos possam compreendê-las (pensamos nós). Mas, há casos em que o aluno não alcança a idéia que nossa sociedade cultiva sobre a educação. Eu, particularmente, acredito que pela realidade em que vive, nosso aluno não acredita em um futuro tão distante quanto um prazo de mais de quinze anos. Talvez nossos conceitos não façam muito sentido para eles e assim o que dizemos não represente qualquer idéia concretizável. Assim, nosso esforço para motivá-los resulta totalmente vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, um indivíduo que não compreende o que o outro diz, por não compartilhar os mesmos conceitos básicos, não poderá aprender com ele antes que haja pontos de partida comuns. Um aluno que não entende os conceitos de triângulo, linha, ponto, ângulo; não poderá aprender trigonomeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o ideal de educação para todos, com educação igual para todos resulta na manutenção da desigualdade social. Há muitos anos, diversos intelectuais da pedagogia denunciam esse alto risco, mas provavelmente, nosso ministério não conseguiu ainda montar uma proposta de educação para um país tão grande, com tanta diversidade, a ponto de abarcar realmente todos democraticamente, atingindo-os.&lt;br /&gt;Talvez seja também cruel da minha parte comparar o sistema educacional de um país tão pequeno quanto a Suíça com o nosso, continental. Mas uma coisa deve ser bem apresentada, e o temos como objetivo aqui neste texto: o indivíduo realmente tem escolha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha amiga afirma que na Suíça, se o aluno se esforçar na turma C, modificará sua classificação e poderá galgar postos até a turma B ou A. Isso também ocorre aqui, quando um aluno de escola pública chega a uma universidade também pública. Coisa tão rara que chega a ser notícia de jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescento o comentário que nossa colega na Suíça fez sobre este texto antes de sua exposição neste blog: &lt;br /&gt;“Uma coisa acho que valia a pena apontar como uma possibilidade. Você sabe, a Suiça é um país muito pequeno, mas tem 26 cantões diferentes e em cada cantão há uma política educacional. Eles tem autonomia.&lt;br /&gt;O Brasil é muito grande e muito centralizador. Acho que deveria haver maior autonomia dos governos de promover suas próprias políticas educacionais e aí quem sabe o sistema se adaptasse melhor as diferenças enormes entre o sul e o norte do país. Alucinar que essas diferenças não existem não ajuda em nada o nosso país.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-1575230722283841335?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/1575230722283841335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/06/separacao-por-capacidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1575230722283841335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/1575230722283841335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/06/separacao-por-capacidade.html' title='Separação por capacidade'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-9081683455726921905</id><published>2009-04-29T21:17:00.000-03:00</published><updated>2009-04-29T21:18:49.341-03:00</updated><title type='text'>Excesso de exigência parental</title><content type='html'>Uma amiga escreveu-me a seguinte história e solicitou que desse meu parecer profissional. Obrigada pela pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve um dia que a minha turma fez a prova trimestral. &lt;br /&gt;Depois da prova, o professor ficou corrigindo e ele conseguiu terminar de corrigir duas provas. &lt;br /&gt;Ele chamou uma amiga minha para ver a nota que ela tirou na prova. &lt;br /&gt;Ela olhou e depois foi se sentar na carteira. &lt;br /&gt;Ela é uma das mais nerds da turma, então todo mundo pergunta quanto ela tirou em cada prova. &lt;br /&gt;As pessoas perguntavam e a minha amiga se recusava a responder, e ainda por cima começou a chorar. &lt;br /&gt;Finalmente ela falou a nota dela para as amigas mais chegadas (não que fosse garantir alguma coisa, esse povo é muito fofoqueiro e era uma questão de segundos de que a nota dela fosse se espalhar para a turma), que foi 31, 5. De 40. &lt;br /&gt;Outra amiga minha, que tira notas meio ruinzinhas falou que se ela tirasse essa nota ela ia ficar gritando de alegria, pois a nota estava muito boa. &lt;br /&gt;A garota que estava chorando falou que sabia que a nota estava boa, mas que a mãe dela ia tirar tudo dela, ia botar ela de castigo, tirar a televisão, a internet... &lt;br /&gt;Porque a mãe dela exigia que ela tirasse acima de 90. &lt;br /&gt;A grande maioria dos pais exige muito dos filhos, então eu gostaria de saber por que os pais fazem isso com os filhos, o que isso pode provocar na saúde mental e emocional da criança, e quando essa pressão passa dos limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta criança terá em sua personalidade forte impacto advindo dessa forma de lidar com suas produções. Os analistas de bolsa de valores são nossos exemplos de profissionais altamente estressados. Eles realizam grandes ganhos quando jovens e se aposentam logo. Porém, os estragos para sua saúde são permanentes. Penso eu que parte de sua fortuna é gasta com reparos e recuperação de bem-estar. A forma com que esses trabalhadores lidam com metas é a mesma da criança descrita. A meta é o limite máximo e não há desculpas admissíveis para não alcançá-lo.&lt;br /&gt;Quando detectamos uma questão como esta na escola, convocamos os pais e alertamos para os riscos que se corre com tanta pressão. Essa criança crescerá sem segurança, pois crê que apenas tendo alto desempenho obterá ganhos, que na infância é, sobretudo, o amor parental. Desenvolverá auto-crítica exacerbada e sua satisfação com o que realiza terá seu potencial bastante reduzido. Provavelmente se tornará perfeccionista e a face patológica desta característica é a neurose obsessiva. Essa última se expressa de várias formas e a que temos mais notícia é a denominada “mania de limpeza”. Os workahoolics também são exemplo.&lt;br /&gt;A alta exigência dos pais pela produção dos filhos passa a ser exagerada quando as crianças deixam de fazer coisas prazerosas para atender tal demanda. Deixam de brincar do que gostam para atender as atividades que os mais velhos impõem ou quando demonstram fragilidade emocional e física, chegando a apresentar doenças.&lt;br /&gt;Para controlar o excesso na imposição de metas por parte dos pais, a ação é bastante dura. Expomos os prováveis efeitos para os pais. Geralmente, os impactos já podem ser observados quando detectamos o problema. Assim, apontamos aos pais as características de personalidade do filho influenciadas por esta ação. Elas são facilmente perceptíveis através de observação do aluno, entrevista com ele e com os pais.&lt;br /&gt;Como no exemplo oferecido, a reação emocional da criança frente à nota “ruim” é desproporcional e despropositada para padrões normais de educação. Tanto que assustou nossa amiga. Sua reação já nos mostra o quanto a necessidade de agradar os pais é importante para esta criança e como ela se esforça para atingir suas metas máximas independentemente dos próprios limites emocionais, intelectuais ou físicos.&lt;br /&gt;Pais como estes têm por objetivo o melhor preparo do filho perante a vida, o mercado de trabalho. Nada há de errado neste ponto, porém a importância que empregam ao resultado é exagerada e isso prejudica a livre expressão do filho, esmagando-o. Há crianças que conseguem negociar seus resultados com os pais e lidam bem com tal pressão. Crianças mais frágeis, como a do exemplo, podem ter aspectos da personalidade pouco desenvolvidos devido ao excesso de exigência em campos eleitos pelos pais. Pode ocorrer até a falta de estimulação em uma área na qual o indivíduo se destacaria. Devido ao problema aqui analisado, a outra área fica negligenciada e, não se desenvolvendo, pode impedir a realização da pessoa completa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-9081683455726921905?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/9081683455726921905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/excesso-de-exigencia-parental.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9081683455726921905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9081683455726921905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/excesso-de-exigencia-parental.html' title='Excesso de exigência parental'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-5746099038528284020</id><published>2009-04-25T00:29:00.001-03:00</published><updated>2009-04-25T00:29:55.525-03:00</updated><title type='text'>Acolher o problema</title><content type='html'>Nesta postagem usarei a primeira pessoa do singular porque penso ser um problema pessoal que pode auxiliar colegas e futuros colegas.&lt;br /&gt;Tenho grande preocupação com as relações do psicólogo escolar interpessoalmente devido ao nosso campo de atuação se confundir com uma relação pessoal. Na atuação em clínica o setting diferencia a relação de todas as outras. Não sei como isto ocorre em outras áreas de atuação do psicólogo, mas na escola há uma grande cobrança quanto a nossa postura e temperamento. Qualquer agitação ou descontrole emocional compreensível em um colega de trabalho é inadmissível em um psicólogo. Por muitas vezes defendi minha humanidade, mas terminei vencida. Provavelmente devido a esta expectativa, tenho grande preocupação acerca da impressão causada por minha postura e fala.&lt;br /&gt;Ao realizar uma intervenção em outro profissional, apresentar-lhe uma sugestão ou uma crítica, tomo extremo cuidado para que a relação estabelecida não seja maculada. Há grande receio de que se perca o contato ou que ele se fragilize a ponto de impedir novas intervenções, impossibilitar o acesso a algum aluno ou dificultar o trabalho psicológico de alguma forma.&lt;br /&gt;Muitas vezes, nossas intervenções tocam elementos delicados da personalidade de nosso interlocutor. Apesar de parecer óbvio para o campo psicoterápico, no ambiente escolar falar de algo desagradável ou tocar não intencionalmente em um, pode trazer grandes prejuízos ao bom andamento das ações do psicólogo. Muitas vezes senti que não era compreendida pelo colega e, mesmo tendo escolhido cuidadosamente os termos, notava mágoa relacionado ao evento e ao tema.&lt;br /&gt;Essa angústia me moveu para polir cada vez mais minha linguagem, postura, entonação de voz e, principalmente, pensar muito, muito antes de me expressar. Deixo claro que sou uma pessoa muito transparente e por isso a auto-censura que me imponho quanto a “expressão” refere-se ao seu mais amplo aspecto: oral, facial, gesticular, postural, respiratório. Bem, não há exagero, pois pelo nome que carrego é notável minha criação italianada.&lt;br /&gt;Este esforço, entretanto, não reduziu os desgastes com os colegas. Passei, então, a analisar que outros elementos além de mim mesma poderiam esta presentes neste fenômeno. Considerei que há algumas informações que, quando dirigidas a nós diretamente, nos é tão agressiva que simplesmente a negamos ou não tomamos conhecimento dela. Para psicólogos essa é uma conclusão banal, corriqueira. Somos treinados para ouvir e detectar o que incomoda. Quando o repetimos, a reação acima é a que esperamos com tranqüilidade. Essa é uma das grandes contribuições da área clínica para o trabalho em qualquer área da psicologia.&lt;br /&gt;Após esta conclusão esperei ficar tranqüila. Porém, isso não ocorreu. É por demais simples considerar que o desconforto pertence ao outro e não deve me afetar. Assim, prosseguiu minha angústia e, por conseguinte, minha pesquisa.&lt;br /&gt;Tive então um confronto bastante difícil com uma professora com a qual tive todo aquele cuidado acima descrito: pensei se haveriam ganhos para o outro na informação prestada; quais seriam as melhores palavras para exposição; que momento seria oportuno; como abordar o assunto; que expressão facial usar. Passada em todos os crivos, apresentei a notícia. Inicialmente, aceita com tranqüilidade apesar de negada, dias depois foi motivação para o grande confronto.&lt;br /&gt;Apesar do sofrimento mútuo com a situação, aprendi com ele que toquei em algo primitivo daquela pessoa... E sendo uma profissional de psicologia, o melhor a ser feito é acolher o sofrimento do outro que, ferido, busca agredir para defender-se. O principal aqui é que eu não precisava defender-me, mas simplesmente ouvir e fazer o outro se perceber ouvido. Clínica!&lt;br /&gt;Para mim esta foi uma grande lição!&lt;br /&gt;Digo isto com tanta distinção porque sempre há muita crítica sobre o fazer clínica no espaço escolar. Mas eis que precisamos, sim, usar da principal ferramenta da nossa ciência em um momento como este.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-5746099038528284020?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/5746099038528284020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/acolher-o-problema.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5746099038528284020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/5746099038528284020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/acolher-o-problema.html' title='Acolher o problema'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6156844351517882063</id><published>2009-04-22T12:29:00.000-03:00</published><updated>2009-04-24T22:47:39.041-03:00</updated><title type='text'>Parcerias para o trabalho em Psicologia Escolar</title><content type='html'>Algo raramente estudado durante a faculdade e muito útil na atuação efetiva em Psicologia Escolar refere-se a rede de profissionais de apoio. Pode ser que isso tenha mudado desde que saí da faculdade.&lt;br /&gt;Dentro da escola, o psicólogo escolar trabalha principalmente com o professor. Se não houver envolvimento, bom entendimento entre psicólogo e professor, o primeiro não atua. Parece bastante radical, mas nossa experiência tem nos mostrado sua veracidade e força. Em escolas de ensino fundamental de 1ª a 4ª séries isto torna-se mais claro. Quem lida com o aluno todos os dias da semana durante cinco horas (no caso do Distrito Federal) é o professor. É ele quem conhece o aluno, seu comportamento, envolvimento social, aproveitamento escolar, aprendizado, alterações emocionais. Este profissional é responsável por 35 alunos em média. O psicólogo, quando há, é apenas um para toda a escola. Já trabalhei em uma escola com 500 alunos. Atualmente, tenho 940 sob minha responsabilidade. A nossa dependência do profissional de sala de aula é óbvia.&lt;br /&gt;Outro ente bastante próximo do psicólogo em uma escola é o coordenador pedagógico. Em geral, o coordenador é um professor destacado pelo grupo de colegas para auxiliar no planejamento de ações dentro e fora de sala de aula. Ele está em constante contato com os professores e suas angústias e como também é professor da escola, conhece os alunos. Como este profissional está fora da sala de aula tem-se acesso a ele com maior frequência ou por maior período de tempo.&lt;br /&gt;A direção da escola também é grande parceira da psicologia escolar. Em geral, a direção advém da própria escola e faz parte da comunidade escolar há bastante tempo. Tem idéia global sobre sua clientela, como funciona e o que se pode esperar dela. Acredite sempre no que a direção da escola disser sobre sua comunidade, sem entretanto se deixar levar por pessimismos. As notícias ruins devem ser tratadas como preparações para dificuldades e não como ações desanimadoras.&lt;br /&gt;A seguir temos os demais profissionais da escola que podem ter maior ou menor importância dependendo do seu engajamento com a escola, empenho em auxiliar os alunos, tempo de trabalho na escola. A Secretaria da escola lida diretamente com os pais dos alunos. Lá está toda a documentação deles: de onde vêm, que atendimentos já receberam, quantas advertências e suspensões já levaram e registros de transferências. É importante sublinhar que advertências, suspensões e transferências são registros de punições que a escola usa com seu corpo discente. Em geral, alunos com coleções delas são nossos clientes preferenciais. Devido a esta documentação, os secretários sabem quem são estes alunos e nos encaminham facilmente. Algumas vezes, os secretários têm informações sobre os pais e a sua formação familiar, sabem quem são irmãos e podem dizer se os entes da família que faz parte da escola apresentam os mesmos sintomas ou não.&lt;br /&gt;Os merendeiros costumam observar a quantidade de repetições do lanche oferecendo excelentes dicas sobre as condições econômicas da família, os hábitos alimentares e postura frente à refeição. Informações sobre comportamentos de partilha, avareza, cobiça, gula, futuro problema de disfunção alimentar podem ser obtidas com este grupo de profissionais.&lt;br /&gt;Por falta de um nome melhor, usamos aqui a terminação faxineiros para o pessoal de limpeza. Sabemos que no Brasil esta designação é evitada e vários opções são oferecidas, mas nenhuma designa melhor, penso eu. Agente de educação como todos os que trabalham em uma escola, os faxineiros podem observar comportamentos que passam despercebidos pelo professor, coordenador ou por nós mesmos. Há comunidades em que os faxineiros moram e eles trazem informações extra-escola das famílias. Há pouco tempo ouvi o Gilberto Dimenstein falando sobre uma experiência nova em educação ocorrendo no Rio de Janeiro, referindo-se a profissionais que servem como ponte entre a comunidade e a escola. Estes profissionais buscariam informações sobre ausências prolongadas de alunos e também alimentariam a escola de dados sobre a comunidade. Bem, nós trabalhamos com esse tipo de informação há bastante tempo com os faxineiros das escolas onde trabalhamos. Seguranças e porteiros das escolas também realizam estas atividades. Essas pessoas sentem-se valorizadas quando lhes oferecemos oportunidade de auxiliar um aluno em conjunto conosco.&lt;br /&gt;Em algumas escolas há professores de educação física para alunos de 1ª a 4ª séries, a partir da 5ª série esta disciplina já é obrigatória. No caso de se dispor desse profissional na escola, um trabalho conjunto pode auxiliar na melhoria de lateralidade cruzada e na troca de letras. Esses fenômenos, que apresentam grande impacto no campo pedagógico, recebem grande influência de atividades físicas, pois relacionam-se com a dominância espacial. A medida que trabalham mais com seu próprio corpo e percebem as interações entre os membros, as crianças lidam melhor com seus movimentos e ganham no entendimento de noções espaciais. Além disso, professores de educação física têm posição privilegiada na detecção de abusos físicos através da observação de machucados, esquiva de movimentos e de posições que se mostram desconfortáveis durante suas aulas. &lt;br /&gt;Quando o atendimento de um aluno não se esgota dentro da escola, o psicólogo escolar deve lançar mão de serviços e profissionais externos. Reforços escolares, fonoaudiólogos, psicólogos clínicos, neurologistas, escolas de esportes, conselhos tutelares, postos de saúde, clínicas-escola de psicologia, de fonoaudiologia, oftalmologistas, otorrinolaringologistas, psicomotricistas, psicopedagogos clínicos, bibliotecas, psiquiatras, ortopedistas, professores de educação física, estrabólogos.&lt;br /&gt;Descreveremos em próxima postagem como cada um desses profissionais pode ajudar uma criança ou adolescente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6156844351517882063?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6156844351517882063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/parcerias-para-o-trabalho-em-psicologia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6156844351517882063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6156844351517882063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/parcerias-para-o-trabalho-em-psicologia.html' title='Parcerias para o trabalho em Psicologia Escolar'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-6706282232031570136</id><published>2009-04-21T10:15:00.000-03:00</published><updated>2009-04-25T23:00:51.064-03:00</updated><title type='text'>Prioridades</title><content type='html'>Em uma escola os papéis são bem definidos. Os professores têm como prioridade dar aulas. Não há discussão quanto a isso. A direção da escola administra a instituição e isto inclui orientação de pais e alunos. Merendeiros e faxineiros também têm suas atividades bem delimitadas. Porém, no nosso caso, não há certeza do alcance das ações. Nós devemos ter clareza dele, mas a demanda por parte dos outros profissionais nos puxa para diversos lados.&lt;br /&gt;Há que se ter firmeza do seu papel principalmente porque os demais atores da educação não o conhecem.&lt;br /&gt;Quem o psicólogo escolar atende? Toda a comunidade escolar. Alunos, pais, professores, diretores, merendeiros, faxineiros, seguranças, donos de cantinas, coordenadores, disciplinadores.&lt;br /&gt;A demanda escolar pode vir de diversos ângulos e por isso dizemos que toda a comunidade escolar é por nós atendida. Nosso objetivo central é o processo ensino-aprendizagem e quando a questão extrapola isso devemos encaminhar o caso a outras instâncias.&lt;br /&gt;Parece muito, mas nossa função é detectar possibilidades de problemas e impedir que eles aconteçam. Assim, além de aguardar que as queixas apareçam por parte dos profissionais da educação, o psicólogo deve estar atento para disfunções na escola.&lt;br /&gt;Didaticamente, tratemos agora das prioridades quanto às queixas. Com a chegada de uma questão, por exemplo, por parte de uma professora, ouvir a professora é o primeiro passo para identificar suas dificuldades em relação ao que expõe. Isso possibilitará saber o que a incomoda e se há problema com a criança objeto da queixa.&lt;br /&gt;Tal perspectiva choca os demais profissionais da educação em sua maioria, mas o olhar do psicólogo deve ser diferenciado. Há sim, grandes possibilidades do problema estar no próprio professor. Assim, a prioridade número 01 é detectar a fonte da questão.&lt;br /&gt;Em psicologia clínica, o foco é sempre o cliente. A demanda é dele e é ele que se propõe a mudar ao se submeter a psicoterapia. Mas há que se detectar qual é a demanda central.&lt;br /&gt;Em psicologia escolar, devemos observar qual é o ator foco do problema. Por isso, nossa atuação demora para ter resultados e devemos ter paciências com as críticas sofridas desta característica.&lt;br /&gt;Voltando ao exemplo da queixa da professora; entrevistas com os personagens de seu relato são importantes para detecção do foco da questão.&lt;br /&gt;Certa vez atendi uma professora que se queixava de grande dificuldade com um aluno. Ele apresentava ótimo comportamento, porém seu texto era incompreensível apesar da ótima letra. A professora desconfiava de dislexia. Em contato com o aluno, observamos grande insegurança com nossa presença, através da manipulação contínua das próprias mãos. O aluno contou sobre sua rotina e quando solicitado a escrevê-la, o fez com poucos erros ortográficos, mas muitos gramaticais (falta de pontuação, desobediência às regras de letra maiúscula e margens). Em um segundo encontro, verificamos que o aluno seguia regras sem dificuldades, leu um texto sem entonação ou respeito às pontuações, adivinhou palavras. Ao copiá-lo apresentou muitos erros, omitindo pontuação e alterando letras maiúsculas. Diagnóstico: alfabetização incompleta. Durante a devolutiva para a professora, identificamos a recusa não dita em trabalhar o problema em sala de aula. Assim, o corpo de profissionais extra-classe assumiu a questão e auxiliou o aluno a concluir sua alfabetização.&lt;br /&gt;Neste exemplo, observamos que havia realmente uma séria questão com o aluno. Porém, a professora também demonstrou um problema: a recusa em trabalhar a demanda do aluno em sala de aula. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira e o Regimento Escolar indicam que a professora deveria atuar sobre a demanda do aluno em sala. Porém, impor esta obrigação à professora geraria grande desconforto à comunidade escolar. Assim, a ação do psicólogo é de dirimir problemas da forma menos dolorosa possível e mais rápida.&lt;br /&gt;A partir da detecção da fonte do problema, traçar o modo mais prático de sua solução e os personagens a executá-la é o passo seguinte. Essa é a prioridade do trabalho. Como no exemplo acima, a prioridade é extinguir a queixa. Quem mais sofria com o problema, sem dúvida alguma, era a criança. Ele percebia que havia algo errado mas não há desenvolvimento ainda para perceber onde estava a questão. E a professora, ocupada demais com seus trezentos alunos, deixou-se levar pela moda de diagnosticar alunos apressadamente.&lt;br /&gt;Todos os atores da escola são fontes de queixas sobre o processo ensino-aprendizagem. Certa vez, o merendeiro da escola nos apontou um aluno com problemas de comportamento. Em conversa posterior com a professora, verificamos sua dificuldade de aprendizagem apresentada como agressividade perante os colegas.&lt;br /&gt;Um psicólogo dentro de uma escola deve estar atento a todos os discursos pois eles são reveladores de demandas, de futuros problemas e de prováveis soluções. A prioridade de atendimento refere-se a solução de problemas de ensino-aprendizagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-6706282232031570136?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/6706282232031570136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/prioridades.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6706282232031570136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/6706282232031570136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/prioridades.html' title='Prioridades'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1618405688094915422.post-9160520683515735877</id><published>2009-04-20T18:41:00.000-03:00</published><updated>2009-04-20T18:57:28.277-03:00</updated><title type='text'>Objetivos de Criação</title><content type='html'>Este blog se destina a apresentação de informações sistematizadas da prática de psicologia escolar em escola pública no Distrito Federal.&lt;br /&gt;Sua idealização ocorre a partir da constatação da pouca ou ausente publicação de artigos e livros em psicologia escolar elaborados por profissionais psicólogos escolares no Brasil. Além disso, há o desejo em se expor experiências e conclusões advindas da prática para outros/as psicólogos/as escolares.&lt;br /&gt;Durante a graduação em psicologia, ouvia-se sobre a solidão do fazer psicologia principalmente durante as disciplinas de clínica. Após oito anos de atuação em psicologia ligada a educação, observou-se que provavelmente esta solidão se extenda a toda ação em psicologia.&lt;br /&gt;Para minimizar esta solidão e compartilhar experiências com colegas, pensa-se que a publicação de textos científicos seja a maneira justa e correta a ser realizada. Porém, o tempo demandado para preparação destes textos e a possibilidade de real publicação pode diminuir os benefícios da troca de informações aqui pretendidas.&lt;br /&gt;Assim, a idéia de criar um blog pode atender aos objetivos mais imediatos sem perder de foco os ideais de publicação tradicional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1618405688094915422-9160520683515735877?l=atuarpsicologiaescolar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/feeds/9160520683515735877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/objetivos-de-criacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9160520683515735877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1618405688094915422/posts/default/9160520683515735877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atuarpsicologiaescolar.blogspot.com/2009/04/objetivos-de-criacao.html' title='Objetivos de Criação'/><author><name>Vicenza Capone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046737482576767214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_588MxIjjLM8/SjEa47Ed66I/AAAAAAAAABI/uph4uMn1fII/S220/Vicky+no+Treni+de+Pilatos.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
